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Quer ser jogador de futebol? Saiba que muitos ganham pouco mais de um salário mínimo

Estádio de Bacaxá, do Boavista-RJ, em Saquarema Alexandre Neto/Photopress/Gazeta Press

O Brasil é um país muito desigual. E a profissão de jogador de futebol ajuda muito para essa disparidade.

Isso fica evidente em relatório das contratações feitas por todos os clubes brasileiros em 2026. O trabalho foi produzido pela Anresf, a agência criada para regular o fair play financeiro no país, e a CBF Academy.

O relatório lista a extensão e a remuneração anual média de todos contratos assinados nesta janela.

O abismo é maior nos vínculos assinados pelos 692 jogadores que chegaram de clubes do exterior, incluindo brasileiros e estrangeiros.

Para quem chegou em clube da Série A, a remuneração média anual é de R$ 3,042 milhões, ou R$ 253,5 mil por mês. Os valores depois só despencam.

Na Série B, o salário médio anual dos recém-chegados é de R$ 372,4 mil. Cai para R$ 99,8 mil na Série C e para R$ 82,3 mil na quarta divisão.

Para quem foi contratado para um clube que não joga uma divisão nacional, o salário médio anual é de R$ 22,3 mil, ou R$ 1.858 mensais, pouco mais do salário mínimo brasileiro, hoje em R$ 1.621.

Um jogador de time sem divisão ganha 0,7% do que recebe um atleta de Série A (sempre levando em conta quem foi contratado de um clube do exterior em 2026).

A disparidade é um pouco menor nos contratos assinados em negociações dentro do Brasil.

Foram 7.581 negociações internas na janela de começo de ano em 2026, uma base bem maior.

Para quem assinou um contrato com clube da Série A, a remuneração anual é de R$ 1,714 milhão, ou R$ 143 mil mensais.

Na Série B, o salário anual é de R$ 318,4 mil. Cai para R$ 121,4 mil na Série C e para R$ 44 mil na quarta divisão.

Para os atletas que assinaram com clubes que não jogam divisões nacionais, o salário anual em 2026 é de R$ 35 mil, ou R$ 2,9 mil mensais, abaixo do salário médio de todos os brasileiros, que é de agora de R$ 3,7 mil, segundo o IBGE.