Contagem regressiva: 1 ano. Os Jogos Olímpicos de Tóquio serão oficialmente abertos no dia 24 de julho de 2020. A cerimônia está marcada para as 8h (de Brasília), no Estádio Nacional ou, agora, Estádio Olímpico. Será a 32ª edição do evento.
Escolhida como sede em 7 de setembro de 2013, Tóquio deu o pontapé inicial e oficial do novo ciclo olímpico na cerimônia de encerramento dos Jogos do Rio, em 2016. Na ocasião, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, surgiu no palco com uma performance em alusão ao Super Mario.
Ainda no Rio, um breve espetáculo apresentou os principais pontos turísticos da capital japonesa e algumas figuras icônicas da cultura pop local, como Pac Man e Hello Kitty.
Get Ready... pic.twitter.com/2Il0ekb1lU
— #Tokyo2020 #1YearToGo (@Tokyo2020) July 22, 2019
São esperadas 206 nações e 11.091 atletas no ano que vem. Serão 339 competições divididas em 33 modalidades entre 24 de julho e 9 de agosto. Apesar de a abertura oficial ser no dia 24, os Jogos sempre começam uns dias antes. O softbol estreia no dia 21 e invade a madrugada, no horário brasileiro. O futebol feminino terá suas primeiras partidas no dia 22. No dia seguinte, mais softbol e a estreia do futebol masculino.

Fuso do Japão
Para não se confundir, tenha em mente que Tóquio está 12h à frente do Brasil no fuso horário. Com isso, algumas modalidades podem ter suas provas em horários diferentes dos habituais, e até mesmo um pouco confusos.
Isso por que o COI (Comitê Olímpico Internacional) sempre leva em consideração o interesse das emissoras dos EUA em algumas modalidades nas quais o país é a maior potência, como a natação.

Tradicionalmente as finais da natação acontecem à noite, mas, no Japão elas serão realizadas de manhã, com as classificatórias nas noites que antecedem às finais.
O basquete masculino também terá uma peculiaridade por causa do horário. A final será disputada no dia 7 de agosto, das 23h30 à 1h30 (Brasília), e a disputa do bronze será no dia seguinte, a partir das 8h. Ou seja, o campeão será conhecido antes do terceiro colocado.

Os organizadores ainda têm outro fator a se preocupar. Está prevista uma onda de calor em Tóquio, com temperaturas de até a 40°C, e algumas provas terão que ser mais cedo do que o usual.
A maratona terá seu início às 6h da manhã (horário do Japão), e a marcha atlética de 50km será ainda mais cedo, às 5h30 (horário local).
As primeiras medalhas das Olimpíadas serão entregues no tiro, na prova feminina da carabina de ar de 10m, marcada para as 8h30 (horário do Japão) de 25 de julho.


Super fim de semana dourado
1º de agosto está sendo chamado de "Super Sábado" pela organização, já que serão 21 eventos de pódios, inclusive o primeiro de algumas novas provas, como equipe mista do judô.
O dia seguinte, o "Domingo Dourado", vai distribuir 26 medalhas de ouro. Entre elas a de uma das provas mais nobres dos Jogos: os 100m rasos no atletismo.
Confira aqui o calendário completo.
Mascotes

Em julho de 2018, foram apresentados oficialmente as mascotes dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio.
A mascote olímpica tem as mesmas cores e desenhos do logo oficial e, de acordo com os criadores, tem um grande senso de justiça além de ser muito atlético.
O nome, Miraitowa, foi escolhido por cerca de 5 milhões de crianças de escolas primárias japonesas e baseado nas palavras “futuro” (mirai) e “eternidade” (towa).
Can you believe it's been 1 year since the debut of the #Tokyo2020 mascots? 😲
— #Tokyo2020 #1YearToGo (@Tokyo2020) July 22, 2019
We just want to say thank you to Miraitowa and Someity for being the best mascots Tokyo 2020 could ever ask for. 🙏 😍 pic.twitter.com/gOX4EFiOdu
Novas modalidades
O COI incluiu 5 novas modalidades. Skate, karatê, beisebol/softbol, escalada e surfe deixaram para trás outros esportes que estavam na briga como xadrez, squash, sumô e boliche. Com as adesões, foram criados 18 novos eventos nos Jogos, com o acréscimo de 474 atletas. Importante ressaltar que cada modalidade/prova incluída em uma edição não precisa ser disputada em outra. Foi o caso de beisebol e softbol, que integraram a lista de Barcelona-1992 até Pequim-2008.
Skate

Atletas: 80 (40 homens e 40 mulheres).
Provas: Park e Street.
Classificação: de acordo com o ranking mundial de 2019.
Surfe

Atletas: 40 (20 homens e 20 mulheres), com limite de 2 por país.
Classificação: pelos rankings do Circuito Mundial da WSL (World Surf Leauge) e da ISA (International Surfing Association), assim todos os países terão representantes. Os campeões dos Jogos Pan-Americanos de Lima, no masculino e no feminino, garantem vagas diretas.
Karatê

Atletas: 80 (40 homens e 40 mulheres).
Provas: kumitê (luta, três categorias diferentes por gênero) e katá (simulação, uma categoria por gênero).
Classificação: por ranking, torneios classificatórios, torneios continentais (como o Pan) e convites.
Escalada

Atletas: 40 (20 homens e 20 mulheres)
Provas: disputa vai combinar 3 modalidades oficiais, boulder, dificuldade e velocidade.
Classificação: pelo Mundial de 2019 (6 vagas), Copa do Mundo 2019 (1 vaga), Pré-Olímpico (6 vagas), torneios continentais (5 vagas) e 1 convidado.
Beisebol / Softbol

Atletas: 12 times (6 no beisebol, masculino, e 6 no softbol, feminino)
Classificação: Pré-Olímpicos continentais (África, Europa e Américas). No softbol, também será considerado o Mundial de 2018 e, no beisebol, o WSBC Premier, que reúne os 12 primeiros colocados do ranking mundial.
"Quase" novas modalidades

Algumas modalidades já existentes tiveram categorias incluídas.
É o caso do basquete 3x3, disputado em meia quadra, ciclismo BMX freestyle categoria park, e diversas provas mistas.
Vagas do Brasil
O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) estima que a delegação brasileira será composta por aproximadamente 250 atletas. No momento, o Brasil já tem 41 vagas confirmadas.
É importante destacar que algumas modalidades ainda terão suas seletivas. Então, por mais que a vaga esteja assegurada, o atleta que vai “utilizá-la” ainda não está definido (caso da natação, por exemplo, em que os nomes serão confirmados em abril ou maio de 2020, no Troféu Maria Lenk).
As vagas:
Futebol feminino (18 atletas) – campeão da Copa América em abril de 2018.
Rúgbi feminino (12 atletas) – campeão do Pré-Olímpico continental em junho de 2018.
Vela (6 atletas) – em diversas competições, a vaga já foi confirmada: Classe 49erFX (duas atletas - Martine Grael/Kahena Kunze), Laser (Robert Scheidt), Nacra 17 (um homem e uma mulher, ainda não definidos) e Finn (Jorge Zarig)
Águas abertas (1 atleta) – Ana Marcela nos 10km. Conquistou a vaga no Mundial de 2019 com 5ª colocação.
Natação (4 atletas) - revezamento 4x100m livre masculino. Vaga foi conquistada ao avançar à final no Mundial de 2019.
Na Rio 2016, o Brasil foi representado por 465 atletas, porque como país-sede teve direito a um número maior de vagas. Em Londres-2012, foram 259.
14 modalidades do Pan de Lima dão vaga direta para Tóquio. Saiba quais clicando aqui.
Saudades?
Duas ausências serão muito sentidas no Japão. Será a primeira vez desde 2000 que não teremos as lendas Michael Phelps ou Usain Bolt. Hoje com 34 e 32 anos, respectivamente, eles estrearam em Jogos ainda adolescentes.
Os dois passaram em branco em suas estreias. Phelps, com 15 anos, ficou em quinto nos 200m borboleta em Sydney-2000. Bolt, com 17, parou nas eliminatórias dos 200m em Atenas-2004 com uma lesão na coxa.
O que eles fizeram depois é história.

Entre 16 de agosto de 2008 e 19 de agosto de 2016 (quando aposentou), Bolt ganhou 20 medalhas olímpicas e mundiais em 21 provas disputadas.
Phelps chegou em sua segunda Olimpíada, Atenas-2004, já consagrado com 5 títulos mundiais. Naquele ano conquistou 6 ouros e dois bronzes. Depois disso, a coleção de medalhas só aumentou: 20 olímpicas (totalizando 28) e 28 em Mundiais (33 no total).
No lugar dessa lendas, quem você acha que ficará sob os holofotes? Vote aqui.
Marca de 1 ano
Faltando um ano para os Jogos, os organizadores fazem um balanço extremamente positivo do planejamento do evento e interesse do público.
“Vemos com muito entusiasmo o interesse sem precedentes na compra dos ingressos, na contribuição da população com telefones recicláveis para criar as medalhas e no surpreendente número de inscrições de voluntários” afirmou John Coates, chefe da Comissão de Coordenação do COI.
A organização coletou mais do que o suficiente em metais recicláveis para produzir as 5 mil necessárias para os Jogos.

São 32kg de ouro, 3,5kg de prata e 2,2kg de bronze. Autoridades municipais do Japão recolheram 78,985 toneladas de telefones celulares e outros artigos eletrônicos para este projeto.
Dos 43 locais de competições que serão usados, 8 são novos, 25 já existentes e 10 são temporários. O Estádio Olímpico, por exemplo, está com 90% das obras concluídas.
Curiosidades
Está é a 2ª vez que Tóquio sedia uma edição dos Jogos. A primeira foi entre 10 e 24 de outubro de 1964 e contou com a presença de 93 nações (hoje são 206). Os EUA terminaram em 1º, com 96 medalhas de ouro.
Foi a primeira vez que uma Olimpíada foi transmitida ao vivo internacionalmente. Judô e vôlei feminino foram introduzidos ao programa olímpico, assim como os famosos pictogramas.


Delegação brasileira
Em 1964, 68 atletas representaram o Brasil. Entre eles, apenas uma mulher, Aída dos Santos, que ficou em quarto lugar no salto em altura. O resultado perdurou até 1996 como melhor resultado de uma mulher brasileira. O Brasil ficou na 35ª colocação no quadro geral com uma medalha, a de bronze do basquete masculino.
Tecnologia
Robôs não vão faltar para ajudar os torcedores em Tóquio. Serão pelo menos cinco máquinas diferentes, cada uma com uma especificação:
Mascotes: Miraitowa e Someity terão braços e articulações controlados remotamente para interagir com torcedores e atletas. Os “sentimentos”, algo como “emojis”, serão vistos nos olhos das mascotes.
Competição: o FSR, robô de suporte de campo, parece uma caixa e vai ajudar os integrantes da organização. Ele vai buscar bolas de golfe, por exemplo, ou dardos e martelos nas provas de lançamento.
Auxílio: esses robôs têm o objetivo de carregar ou pegar objetos para torcedores que precisarem, além de indicar os melhores caminhos para os torcedores de cadeiras de rodas.
Telepresença: o T-TR1 é um robô de mobilidade virtual equipado com uma câmera de 360 graus em cima de uma grande tela vertical convexa ou circular, com a função de fazer o torcedor se "sentir presente" em qualquer evento.
Humanoide: o T-HR3 receberá imagens e sons transmitidos de eventos - pelos outros robôs – e espelhará seus movimentos físicos, como um aperto de mão ou um “high five”.
