O tênis brasileiro ganhou um novo capítulo histórico neste sábado (6). Aos 17 anos, o goiano Guto Miguel conquistou o título juvenil de Roland Garros e se tornou o primeiro brasileiro a vencer a chave de simples do Grand Slam francês na categoria.
O atleta superou o norte-americano Michael Antonius por 6/2 e 6/4 na decisão disputada em Paris. Com a conquista, o brasileiro também assumirá a liderança do ranking mundial juvenil da Federação Internacional de Tênis (ITF) na próxima atualização, prevista para segunda-feira (8).
O título em Paris é mais uma etapa da rápida ascensão do brasileiro no circuito juvenil. Roland Garros representa o sétimo troféu de sua carreira na categoria até 18 anos. Em 2026, ele já havia conquistado o J300 de Traralgon, na Austrália. Na temporada anterior, levantou importantes títulos internacionais, incluindo o J500 de Mérida, no México, que até então era a principal conquista de sua trajetória.
Após a vitória, Guto destacou o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos e fez questão de dividir os méritos com a equipe que o acompanha.
"É um sentimento de alívio e também de muita gratidão por tudo o que Deus tem feito na minha vida. Existe muito trabalho duro por trás disso, de toda a minha equipe e de todos que me acompanham há bastante tempo. Estamos colhendo alguns frutos agora, mas sei que ainda é apenas o começo", afirmou.
Mesmo celebrando o maior resultado de sua carreira e a chegada ao topo do ranking juvenil, o brasileiro manteve o discurso voltado para os próximos desafios: "Sei que é um torneio juvenil, sei que é o número 1 do mundo juvenil, mas ainda existe muito pela frente na minha carreira profissional. É importante aproveitar esse momento, mas manter os pés no chão e continuar trabalhando. Ainda não aconteceu nada no profissional", ressaltou o tenista, atual número 829 do ranking da ATP.
Na decisão, Guto demonstrou maturidade para lidar com a pressão do momento. Depois de abrir vantagem no segundo set, precisou controlar a ansiedade natural de fechar uma final de Grand Slam.
"É sempre difícil fechar um jogo, ainda mais em uma final de Grand Slam. Procurei manter minha cabeça focada o tempo todo. Fiquei repetindo para mim mesmo: 'joga ponto por ponto, joga ponto por ponto'. Consegui fazer isso e deu certo", explicou.
O campeão também agradeceu o apoio recebido durante toda a campanha em Paris: "Quero agradecer ao meu time, à minha família e a todas as pessoas que estavam torcendo por mim, seja aqui em Paris ou no Brasil. Toda essa energia positiva faz diferença e me ajudou muito durante a semana."
