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Do estrelato ao cárcere: documentário da ESPN conta a ascensão, queda e retomada da carreira de Michael Vick

No início dos anos 2000, não existia um jogador da NFL mais na moda do que Michael Vick. O quarterback do Atlanta Falcons não chegou a disputar um único Super Bowl, mas, sem dúvidas, era unanimidade entre os fãs de futebol americano. Com muita explosão física, inteligência e força no braço, ele era um jogador que trazia novidades para o jogo e entregava o show para os espectadores.

Inclusive, até hoje, não houve um atleta tão dominante no videogame, nos jogos da NFL, quanto Vick. O camisa 7 foi criado sem defeitos no mundo virtual: era praticamente impossível derrubá-lo ou pará-lo quando ele estava com a bola nas mãos.

Contudo, quando estava no centro das atenções e no auge de sua forma física, um escândalo foi descoberto. Em 2007, Vick foi acusado de participar diretamente de um esquema de briga de cães, financiando o projeto, além de lidar com atividades relacionadas a jogos de azar.

O quarterback assumiu a culpa e teve que passar 21 meses em uma prisão federal dos Estados Unidos, perdendo quase toda a idolatria que tinha dos torcedores. Sua imagem foi arruinada.

Em 2009, Vick voltou para a NFL, mas agora atuando pelo Philadelphia Eagles. Ele até conseguiu fazer boas temporadas, mas nunca mais foi o ‘Queridinho da América’ novamente.

No documentário da ESPN "Vick", dividido em dois episódios (disponíveis no WatchESPN), o diretor Stanley Nelson explica como essa dualidade de ídolo e criminoso odiado pode existir dentro de apenas uma pessoa.

Você pode ver todas estas produções e muitas outras quando e onde quiser no WatchESPN.

COMEÇO METEÓRICO NOS FALCONS

Após grande carreira em Virginia Tech, Michael Vick, em 2001, foi o primeiro quarterback afro-americano a ser a primeira escolha do Draft. Selecionado pelo Atlanta Falcons, o camisa 7 garantiu o posto de titular em sua segunda temporada, onde foi o grande destaque da franquia, chegando a ser selecionado para o Pro Bowl (ele voltou a repetir o feito pelos Falcons em 2004 e 2005).

Uma contusão o afastou de quase toda a temporada de 2003, mas no ano seguinte, já como capa do jogo de videogame da NFL, ele brilhou novamente, levando os Falcons ao título da divisão e indo até a final da AFC.

As temporadas de 2005 e 2006 não foram tão boas para a franquia da Geórgia, mas Vick conseguiu manter seus números, chegando até a passar de mil jardas terrestres em 2006, se tornando o primeiro quarterback na história a conseguir este número.


PRISÃO E PAUSA NA CARREIRA

Tudo que sobe, desce. E foi assim na carreira de Vick. Em 2007, após uma investigação, ele foi acusado de estar envolvido com um grupo de organizadores de brigas de cachorros que incluíam apostas ilegais e até sacrifício de pit bulls.

Em novembro do mesmo ano, o jogador se entregou, confessando a participação na organização de rinha de cães, tendo financiado a operação e ajudado a matar entre seis e oito cachorros que não tinham ido bem em testes de luta.

O atleta foi condenado e poderia ter pego uma pena de até cinco anos, mas acabou com uma de 23 meses. Por bom comportamento, cumpriu apenas 21 e foi libertado antes. Além disso, Vick também foi punido pela NFL e só foi autorizado pela liga a voltar aos campos em 2009.


RECOMEÇO NOS EAGLES

Após todos os problemas, muitos questionaram se Vick merecia e deveria voltar a jogar na NFL. Ele acreditava que sim. E, em 2009, decidiu assinar com o Philadelphia Eagles.

Em sua primeira temporada no novo time, ele foi mais um coadjuvante, longe de ser o destaque do ataque. Contudo, no ano seguinte, o camisa 7 mostrou que ainda tinha muita gasolina no tanque. Mesmo perdendo alguns jogos por contusão, levou a franquia ao título da divisão e aos playoffs. Foi ainda escolhido para o Pro Bowl e conquistou o prêmio de Comeback Player of the Year.

Vick ainda jogou mais dois anos pelos Eagles. Depois de passagens por New York Jets e Pittsburgh Steelers, se aposentou no começo de 2017, após ficar uma temporada inteira sem time.

Até hoje, ele é o recordista de jardas terrestres totais para um quarterback, com 6109.