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Louco ou incompreendido? Documentário da ESPN explica como Dennis Rodman foi de tudo um pouco em sua vida

Fenômeno ou maluco? No caso de Dennis Rodman, os dois. Um dos maiores defensores da história da NBA teve sempre essas características dentro e fora das quadras, sendo amado por muitos e odiado por outros.

Aos 58 anos, ele ainda sustenta seu estilo excêntrico, com seus piercings e cabelo pintado, mas agora o ex-jogador quer ficar distante das polêmicas e se aproximar dos seus filhos. "Meus filhos agora querem tentar estar perto de mim, e estou tentando descobrir se realmente posso fazer isso", explicou Rodman em entrevista à ESPN.

A trajetória do cinco vezes campeão da NBA é única e impossível de ser copiada. Ele foi de sem teto a integrante do Hall da Fama da liga, virou um dos ícones da cultura pop na década de 90 e chegou até a se relacionar com Kim Jong-um, o Líder Supremo da Coreia do Norte, após a sua aposentadoria.

Assim, o documentário “Rodman: For Better or Worse”, da série 30 For 30 da ESPN e disponível no WatchESPN, explora a fascinante e enigmática vida do atleta sem nenhuma restrição, debatendo todos os pontos polêmicos de sua trajetória dentro e fora do basquete, passando por seus problemáticos relacionamentos familiares até o estrelato com Michael Jordan no Chicago Bulls.

Dirigido por Todd Kapostasy, o filme tenta explicar toda a excentricidade de Dennis e mostrar que ele não estava apenas querendo chamar a atenção das pessoas. “Muitos de nós lembramos da pessoa da contracultura que Dennis criou, mas as explicações para seu comportamento foram, e ainda são, frequentemente reduzidas à ideia de que 'ele é apenas louco' ou 'Dennis Rodman está apenas querendo chamar a atenção'. Mas quando você começa a juntar os eventos individuais de sua vida e na psicologia que os sustenta, surge uma imagem muito mais complexa e sutil. Essa é a história que queríamos contar”, conta Kapostasy.

Você pode ver todas estas produções e muitas outras quando e onde quiser no WatchESPN.

DIFICULDADES NA INFÂNCIA

Nascido em New Jersey, mas criado em Dallas, Rodman foi abandonado pelo pai e criado apenas pela mãe e duas irmãs. Por causa de um crescimento tardio, ele não teve nenhum destaque como jogador de basquete durante a escola. Foi zelador de um aeroporto para ganhar dinheiro após terminar o ensino médio e chegou até a ser expulso de casa pela irmã.

Porém, após um surto de crescimento, em que ele pulou de 1,70m para 2,08m, o pivô começou a jogar em algumas ligas de verão e foi descoberto pela Southeast Oklahoma.

Na faculdade, ele foi considerado um dos melhores jogadores do país três vezes. Mesmo assim, era alvo de persistentes insultos raciais em uma comunidade que hesitava em abraçar uma estrela de descendência afro-americana.


OS BAD BOYS

Draftado pelo Detroit Pistons em 1986, ele construiu uma forte ligação com o treinador Chuck Daly, que se tornou uma espécie de pai para o atleta. Suas três primeiras temporadas em Detroit foram de evolução, passando de um simples reserva para um dos melhores defensores do time.

Ao lado de Isiah Thomas e Joe Dumars, ele foi bicampeão da NBA em 1989 e 90, formando o tão temido time dos Bad Boys (veja mais sobre este time no filme The Bad Boys, também da série 30 For 30 da ESPN e disponível no WatchESPN).

Antes de deixar os Pistons em 1993, Rodman foi eleito duas vezes para o All-Star (1990 e 92) e foi o melhor defensor da NBA em dois anos também (1990 e 91).


O ESTRELATO COM JORDAN

Após uma passagem pelo San Antonio Spurs, ele chegou ao Chicago Bulls em 1995. Ao lado de Michael Jordan e Scottie Pippen, dominou a NBA e conquistou o tricampeonato entre 1996-98. Somente o técnico Phil Jackson era capaz de controlar o forte temperamento de Rodman dentro de quadra e soube usar o pivô como poucos.

Logo, o camisa 91 caiu nas graças da torcida de Chicago e, segundo o próprio Dennis, ele chegou a ser até mais amado que Jordan: "Antes de vir para Chicago, havia um [outdoor] de Michael e Scottie. E quando cheguei lá, eram Michael, Scottie e Dennis. Depois, alguns meses depois, tornou-se apenas eu. Então, para aquele ano, talvez seis meses, eu era maior [que Jordan]”.

Durante sete temporadas consecutivas, de 1992-98, Rodman foi o maior reboteiro da liga.

A vitoriosa carreira o credenciou à imortalidade no basquete: em abril de 2011, ele foi introduzido ao Hall da Fama do esporte.


CARREIRA FORA DAS QUADRAS

Rodman conseguiu ter o mesmo ou até mais destaque fora das quadras do que dentro dela. Não só pelo estilo diferente, mas por ser um ícone da cultura pop dos anos 90. Frequentou também o círculo da imprensa de celebridades: namorou com a cantora Madonna e foi casado com a atriz Carmen Electra.

Além disso, ele participou de lutas de wrestling ao lado de Hulk Hogan, um dos maiores nomes da luta livre nos Estados Unidos, e foi ator, participando de filmes e séries de televisão.

Mas o ex-jogador de basquete também chamou muita atenção da mídia quando passou a se encontrar com Kim Jong-um, o Líder Supremo da Coreia do Norte, em 2013. Após se tornar o primeiro norte-americano a conhecer o político, ele declarou: “Ele é um amigo para a vida”.