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Na briga pela vaga no Super Bowl LII, amigos fazem duelo de QBs improváveis

O Philadelphia Eagles tenta voltar ao Super Bowl, enquanto o Minnesota Vikings tenta ser o primeiro anfitrião a jogar o Super Bowl.

Mas a final da NFC, marcada para as 21h40 (de Brasília), com transmissão exclusiva da ESPN e do WatchESPN, tem mais uma história curiosa dentro de campo, com um encontro de quarterbacks mais do que improvável.

Foram muitas as voltas que deram Nick Foles, dos Eagles, e Case Keenum, dos Vikings, até que o destino reunisse os dois amigos justamente naquele que, até agora, é o mais importante jogo da carreira de ambos.

"Nick é um grande cara. Minha esposa e a dele são grandes amigas. Toda a familia dele é de boas pessoas. Grande jogador de futebol. Bem preparado, extremamente talentoso, grande braço e ele é muito, muito atlético também. Eu sei que ele tem muita confiança e não vejo a hora de jogar contra ele", disse Keenum, que descreveu Foles como um de seus melhores amigos.

Foles começou sua trajetória na NFL em 2012, recrutado pelos Eagles na terceira rodada daquele draft. No ano seguinte, chamou a atenção com 27 passes para touchdown em 13 jogos, sendo 10 como titular, e apenas duas interceptações.

Mas um ano fraco em 2014 levou-o a ser trocado em 2015, quando Chip Kelly assumiu e mandou Foles para os Rams, então em St. Louis, para ter Sam Bradford. Foi aí que os caminhos dos quarterbacks protagonistas desta noite se cruzaram.

No mesmo dia da troca com os Eagles, os Rams mandaram uma escolha de sétima rodada para ter Case Keenum no elenco.

Sob o comando de Jeff Fisher, os Rams não foram bem, vencendo apenas sete jogos. Foles foi titular nos 11 primeiros jogos, com sete passes para TD e 10 interceptações. Keenum não foi melhor quando ganhou a posição, com quatro passes para TD e uma interceptação em cinco jogos.

No draft seguinte, os Rams e os Eagles subiram para recrutar Jared Goff e Carson Wentz, respectivamente. E começou uma verdadeira dança na posição de quarterbacks.

Nos Eagles, Bradford seria titular enquanto Wentz ganhasse experiência, mas Teddy Bridgewater se machucou nos Vikings e Minnesota foi atrás de um substituto. Philadelphia aceitou a escolha de primeira rodada e uma quarta condicional pelo titular, e promoveu o calouro para titular apenas oito dias antes do início da temporada.

Enquanto isso, Foles foi ser reserva de Alex Smith no Kansas City Chiefs, entrando em apenas três jogos, um como titular, com três passe para TD, e Keenum seguiu com os Rams para Los Angeles, deixando Goff no banco apesar de ter nove TDs e 11 interceptações nos nove jogos em que foi titular.

Antes do início desta temporada, Doug Pederson assumiu o comando dos Eagles e trouxe Foles de volta, enquanto Keenum aceitou um contrato de um ano com os Vikings, para ser reserva de Bradford.

Como o destino quis, Bradford sofreu uma lesão no joelho logo na primeira partida, e Keenum virou titular em Minnesota. Já na Filadélfia, Wentz levou o time à melhor campanha da NFL, mas rompeu os ligamentos do joelho na semana 14, deixando o caminho aberto para Foles.

"Foi muito louco, mas eu tenho que dizer que o sucesso de Case não me surpreende, porque estivemos juntos, nos preparamos juntos. A grande mensagem é que, não importa o que aconteça, você tem que seguir acreditando e nunca desistir", disse Foles.

Uma volta e tanto para os dois times de melhor campanha da NFC, comandados nesta noite por dois amigos que não eram titulares de seus times no último mês de agosto, mas que agora estão a um passo do Super Bowl LII.