<
>

Quatro times para duas vagas: o guia das finais de conferência da NFL

Agora restam apenas quatro equipes brigando por duas vagas no Super Bowl LII, que acontece no dia 4 de fevereiro.

Depois de um final de semana mais do que intenso, com emoção até, literalmente, até o último segundo do último jogo, chegou a hora de conhecermos os campeões das conferências, e quem irá representá-las na grande decisão da temporada.

Todos os jogos terão transmissão da ESPN e do WatchESPN, e preparamos um guia especial para o fã de esporte saber qual o ponto forte e o ponto fraco de cada uma das equipes. Confira e vote no seu favorito para cada partida.

A FINAL DA AFC

PATRIOTS X JAGUARS

Domingo, 18h05 (de Brasília), no Gillette Stadium, Foxboro

NEW ENGLAND PATRIOTS

Ponto forte: Apesar de Bill Belichick dizer que não vale nada, a experiência é importante. Em sua sétima decisão de conferência consecutiva, 12ª neste século, o New England Patriots sabe como reagir em cada uma das situações neste tipo de jogo, ainda mais em casa. Ter Rob Gronkowski saudável – algo tão raro – também é uma agradável notícia ao torcedor dos Patriots. Se qualquer ajuda for bem vinda, vale a conversar com Jimmy Garoppolo, que comandou o ataque dos 49ers no jogo em que os Jaguars mais levou pontos na temporada.

Ponto fraco: As notícias de uma lesão na mão de Tom Brady deixam qualquer um preocupado. Ainda mais porque Garoppolo não está mais lá para assumir a posição, e sim Brian Hoyer. Além disso, os torcedores devem se preocupar com a pressão no quarterback, que foi problema durante toda a temporada e é uma especialidade dos Jaguars, e com a defesa tentando parar o jogo corrido, outro problema recorrente.

JACKSONVILLE JAGUARS

Ponto forte: O jogo dos Jaguars parece encaixar bem contra os Patriots. Se a franquia de Boston foi a melhor passando a bola, Jacksonville foi a melhor evitando jogadas deste tipo. E todas outras três vezes em que times com essas estatísticas se enfrentaram em playoffs, a defesa levou a melhor. Além disso, não ganharam o apelido de “Sacksonville” à toa, e devem atrapalhar muito a vida de Tom Brady. No ataque, destaque para o jogo corrido com Leonard Fournette, que pode fazer estranho na defesa adversária. Nos bastidores, Tom Coughlin, vice-presidente executivo, pode dar dicas de como vencer Belichick em playoffs, coisa que já fez duas vezes.

Ponto fraco: Blake Bortles saiu vencedor em todos os quatro duelos que teve contra quarterbacks vencedores de Super Bowl (Big Ben 2 vezes, Russell Wilson e Flacco). Mas ele ainda é o ponto fraco da equipe. Ele foi um dos piores na liga quando o time sai atrás no placar, sendo que o máximo de pontos que conseguiu reverter foi de oito pontos. Se for pressionado pode acabar cometendo erros.

A FINAL DA NFC

EAGLES X VIKINGS

Domingo, 21h40 (de Brasília), Lincoln Financial Field, Filadélfia

PHILADELPHIA EAGLES

Ponto forte: A vitória contra o Atlanta Falcons deixou clara a força da defesa dos Eagles, e tirou uma enorme pressão das costas de Nick Foles que, se não encantou, não comprometeu. Case Keenum mostrou, contra os Saints, que não lida bem com a pressão, e o setor defensivo de Philadelphia é o melhor em ir para cima do quarterback, sendo quem cedeu o menor percentual de passes completados (34%) e empatado com quem mais interceptou (10 vezes) neste tipo de situação. Por fim, o fato de serem apontados como “zebras” pode dar um animo extra, como já aconteceu no último sábado. Espere um estádio lotado de “cachorros”.

Ponto fraco: Nick Foles é o motivo para os apostadores colocarem dinheiro em Minnesota. E faz sentido. Os Eagles tem média de dois touchdowns a menos com Foles como titular, e a defesa dos Vikings não é moleza. Contra os Falcons, o camisa 9 tentou passes mais curtos, se livrando da bola mais rapidamente. É esperado que os running backs sejam mais acionados, mas contra os Falcons a média foi de apenas 3 jardas por tentativa de corrida.

MINNESOTA VIKINGS

Ponto forte: Para começar, não tem como não chegar empolgado após uma vitória como a conquistada contra os Saints. Dito isso, a defesa liderou a liga na temporada em pontos cedidos e também em números totais, sendo a 17ª a fazer isso desde a fusão das ligas, em 1970. Todas as 16 equipes que conseguiram fazer isso acabaram jogando o Super Bowl. E apesar da torcida da Filadélfia tentar fazer de tudo para atrapalhar os Vikings, o time de Minnesota está acostumado, tendo vencido seis dos oito jogos que fez como visitante na temporada. Apenas gritos não serão suficientes para atrapalhar.

Ponto fraco: Se saiu do banco como Foles, Case Keenum não é um problema para o ataque dos Vikings, já que comandou o ataque tempo suficiente para moldar ao seu estilo, e pode ser o terceiro QB não draftado a ir ao grande jogo. A expectativa, por outro lado, pode atrapalhar os Vikings, que tentam ser a primeira equipe a jogar um Super Bowl em casa. Contra os Saints a vantagem de 17 a 0 foi facilmente revertida, sendo necessário o milagre para confirmar uma vitória que parecia tranquila na metade do jogo. Drew Brees não está do outro lado, mas é bom não cometer erros como este mais uma vez, já que milagres não acontecem toda hora.