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Dos 'lagos' aos holofotes de Hollywood, de Magic e Kobe a LeBron: como Lakers se tornaram um dos maiores times da NBA

Estrelas à beira da quadra, astros com a bola e nos cinemas e todo o brilho de Hollywood. Quem vê o Los Angeles Lakers brigando por títulos e se impondo em quadra, talvez não associe o motivo do nome da franquia e nem onde ela começou.

No quarto artigo da série especial sobre campeões da NBA, você relembra tudo isso e mergulha na história do time com mais títulos na história da liga. Quer ver mais? Confira os artigos de Chicago Bulls, San Antonio Spurs. e Golden State Warriors.

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Engatinhando

Ainda longe do brilho e do glamour de Los Angeles, os Lakers começaram em Mineápolis, em 1947, quando Ben Berger e Morris Chalfen compraram o pequenininho Detroit Gems, e levando o time para o estado de Minnesota, para então fundar os Lakers.

Consequentemente, atendendo pelo nome de Minneapolis Lakers, ostentando as cores amarela e azul claro, que ainda marcam presença em uniformes festivos da equipe até os dias de hoje. A franquia se alojou por lá até 1960, onde conquistou cinco títulos, até fazer as malas e pulou para a badalada Califórnia. Em Minnesota, os Lakers chegaram a conquistar cinco títulos em seis anos, se tornando um dos grandes 'bichos-papões' da liga.

O 'logo'

Foi em 1960 que chegou aos Lakers a lenda Jerry West. Draftado em segundo no ano em questão, o armador que conquistou um título, foi 14 vezes All-Star, acumulou prêmios individuais e se tornou figura reconhecida na liga, passando a estampar a marca da NBA para o mundo todo. O logo que a liga estampa até hoje é a silhueta de West, quando jogador.

Nos Lakers, Jerry West foi símbolo de vitória, e chegou a ter médias de 31 pontos por jogo, exibindo tremenda regularidade até 'pendurar os tênis' aos 35 anos.

West recebeu a companhia do fenômeno Wilt Chamberlain, o maior pontuador da história da liga, formando uma dupla temida na liga, e dando início ao maior rival dentro da NBA: o Boston Celtics.

'Era Mágica'

No final dos anos 70, foi a vez de outro armador se tornar o rosto da franquia. No draft de 1979, os Lakers escolheram o 'grandalhão' armador Earvin 'Magic' Johnson, jogador de muita estatura para a posição em que jogava, mas que tomou conta do time, da NBA e conquistou incríveis cinco títulos como jogador, se tornando referência na posição e inovando com passes criativos e jogadas brilhantes, exatamente como pede uma cidade como Los Angeles.

Quem também integrou o elenco campeão ao lado de Magic e dividiu essas conquistas foi Kareem Abdul-Jabbar, que após uma passagem monstruosa pelo Milwaukee Bucks, se juntou ao armador nos Lakers, formando umas das duplas mais imparáveis que a NBA já viu, e esquentando a rivalidade já quentíssima com o Boston Celtics, quando se cruzaram incontáveis vezes nas finais. Ali começava o 'Showtime', apelido ganho pelos Lakers pela forma ousada e atraente de jogar.

O hiato antes de Kobe

Como em geral é visto na NBA, os times passam por fases cíclicas, e após um período de muitas conquistas, os Lakers viveram um período de baixa, longe das brigas por troféus. Com o crescimento de Michael Jordan e do Chicago Bulls, a aposentadoria de Kareem e com Magic também próximo ao final de carreira, os anos 90 não foram gentis com a franquia de Los Angeles, que não conseguiu se manter competitiva até a chegada de alguém...

Reerguendo os Lakers

Em 1996, os Lakers até haviam feito uma boa temporada, indo aos playoffs com nomes como Vlade Divac e Nick Van Exel, mas ainda sem forças para brigar pelo troféu Larry O'Brien.

Quem não foi aos playoffs foi o Charlotte Hornets, que acabaram ficando com a 13ª escolha do draft em questão, selecionando Kobe Bryant.

Kobe não foi à faculdade, e entrou no Draft logo após o colégio, gerando um ar de incerteza sobre suas capacidades. Buscando novos ares, os Lakers ousaram, e mandaram Vlade Divac pelo ala-armador vindo de Lower Merion.

Quem também foi vestir dourado e roxo no mesmo ano? O pivô explosivo que fazia muito barulho no Orlando Magic, Shaquille O'Neal.

A dupla fez sucesso instantâneo, levando os Lakers aos playoffs, em todos os anos seguintes, mas ainda precisando amadurecer.

3-Peat, a trilogia

Já maduros e ambientados, Kobe e Shaq entraram para a história. Juntos, nos anos 2000, 2001 e 2002, a dupla dominou a liga, chegou a somar 57 pontos de média, e deu três títulos à franquia de Los Angeles.

Mas a ambição de Kobe queria mais, e ele seguia obcecado em conquistar cada vez mais títulos, gerando atrito com o pivô 'grandalhão', que resolveu deixar os Lakers em 2004 e rumando ao Miami Heat, para se juntar a Dwyane Wade.

Kobe solo

Sem Shaq e com muitas dúvidas da imprensa se era capaz de carregar uma franquia por conta própria, Kobe Bryant teve um ótimo time ao seu redor nos anos seguintes, com nomes como Trevor Ariza, Pau Gasol e Derek Fisher, mas nunca uma estrela do tamanho de Shaquille O'Neal.

Alçando voo 'solo', Kobe se superou, e bateu o Orlando Magic e os grandes rivais, os Celtics, nas finais de 2009 e 2010: mais dois títulos para os Lakers.

Ostracismo?

Mais uma vez, os Lakers se encontravam em um momento de reconstrução após dois anos de glórias e três finais seguidas.

Já na fase final da carreira, Kobe passou a sofrer com as constantes lesões, algumas gravíssimas, e não encontrou parceiros no time para dar sequência ao legado em Los Angeles.

Nos anos seguintes, os Lakers amargaram campanhas vexatórias, ganhando manchetes sempre pelas altas escolhas nos Drafts da NBA.

Nova Era, nova dupla

Depois de longos anos cumprindo suas promessas e conquistando títulos, os rumores de que LeBron James gostaria de se juntar aos Lakers começaram a esquentar cada vez mais.

Sem um time competitivo, a franquia poderia receber um salário como o de LeBron, e foi isso que aconteceu em uma decisão digna de um filme de Hollywood: LeBron encerrava sua passagem pelos Cavs e partia em direção a Los Angeles.

Com um elenco recheado de jovens inexperientes, o astro também se viu 'solo'. Sofreu com uma lesão na virilha que o tirou de parte da temporada, e viu os Lakers ficarem de fora dos playoffs. Duro golpe nas expectativas.

Mas uma nova dupla estaria por vir. Talentosos, os jovens possuíam grande valor de mercado, e em uma manobra que estremeceu a NBA, os Lakers mandaram Lonzo Ball, Brandon Ingram, Josh Hart e mais escolhas de Draft para o New Orleans Pelicans em troca de Anthony Davis.

A conexão foi imediata, e os Lakers 'passearam' pelo Oeste. A COVID-19 chegou, pausou a liga e mandou todos os times para a bolha em Orlando. Nada que abalasse o entrosamento.

Demolindo adversários nos playoffs, os Lakers não perderam mais de um jogo em nenhuma série até as finais diante de um cascudo Miami Heat pilotado por Jimmy Butler.

Foi então que LeBron e Anthony Davis voltaram a colocar a franquia de Los Angeles no lugar mais alto da NBA, conquistando mais um título, o 17º, e igualando o Boston Celtics em número de anéis.