Kyrie Irving, vice-presidente do sindicato de jogadores da NBA, foi um dos organizadores de uma videoconferência com cerca de 80 companheiros na última sexta-feira (12) para discutir a real relevância do retorno da liga em meio à pandemia de coronavírus e aos protestos contra o racismo que tomam os Estados Unidos. Mas LeBron James não participou da reunião.
Segundo o site norte-americano The Athletic, isso não significa que a estrela do Los Angeles Lakers esteja abrindo mão de seus princípios pelo fato dos times voltarem às quadras.
"Fontes dizem que James acredita que jogar em Orlando não vai deter sua capacidade de continuar inspirando mudança", disse Sam Amick, do portal. "Ele quer continuar deixando sua marca fora da quadra. Quer continuar jogando basquete. E como esse sempre foi o caso, ele, claramente, acredita que pode fazer as duas coisas ao mesmo tempo".
Diferente de James, alguns membros daquela ligação apoiam a manutenção da interrupção na temporada de basquete no país. No entanto, nenhuma decisão consensual foi tomada por enquanto. Irving, um dos apoiadores da causa, não poderá jogar pelo Brooklyn Nets de qualquer forma, pois ainda se recupera de uma cirurgia no ombro.
LeBron tem se mostrado um dos jogadores mais engajados nas causas sociais nas últimas semanas. Na última quarta-feira (10), por exemplo, o jogador anunciou que, junto a atletas e artistas negros, estava criando uma ONG a fim de empoderar o eleitor negro do país, frustrando a supressão de eleitores em cidades críticas nas votações estadunidenses.
