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NBA: Michael Jordan teve que ser convencido pelos pais a assinar com empresa de tênis que o ajudou a ser bilionário

Michael Jordan não foi só um fenômeno dentro das quadras da NBA com o Chicago Bulls. O astro também até hoje é associado a um estilo pelos pares de tênis que usou em sua carreira.

E o fenômeno de Jordan como ferramenta de marketing nasceu de uma forma inusitada, conforme retratado no documentário "The Last Dance", produzido pela ESPN dos Estados Unidos.

"A estratégia era pegar um jogador de esporte coletivo e tratá-lo como golfista, boxeador ou tenista", disse David Falk, empresário de Jordan, ao documentário. "E o primeiro objetivo era um acordo de tênis. Nós o levamos à Converse, que na época era o tênis oficial da NBA. Eles tinham Magic Johnson, Larry Bird, Kareem...", completou.

"A Converse tinha muitos jogadores e falou: 'Não dá para pôr você na frente deles'. Eu disse 'beleza, tudo bem'. Eu queria a Adidas", revelou Jordan. "A Adidas tinha problemas naquela época. Eles me falaram: 'Seria um prazer ter o Jordan, só não podemos fazer um tênis agora'. Quis que Michael escolhesse a Nike porque eles estavam crescendo", completou Falk.

E de início, Jordan não queria nem ir ouvir a proposta da Nike, tentando que ser convencido por seus pais a ir se reunir com a marca.

"Minha mãe me disse: 'você vai ouvir. Talvez não goste, mas vá lá escutar. Dê uma chance'. Ela me fez subir no avião e ir. Eu fui para a reunião sem querer estar lá, ouvi uma apresentação e meu pai me disse: 'Só um tolo não aceitaria'", recordou Jordan.

"Quando negociei com a Nike, disse a eles: 'Vocês são uma empresa pequena. Se quiserem Michael Jordan, façam uma linha de tênis dele'. A Nike tinha criado uma tecnologia nova com ar nas solas. E, lógico, Michael jogava no ar. Falei: 'É isso. Pode se chamar Air Jordan'", disse Falk.

"No começo dos anos 80, a Nike fazia calçados para tletismo. Michael não queria a Nike. Não época, os melhores talvez recebessem uns US$ 100 mil, ele embolsou provavelmente US$ 250 mil. Foi tipo 'Quanto você vai pagar a ele? Um calouro que não fez nada. Você deve estar louco'", lembra Howard White, executivo da empresa norte-americana.

E foi assim que nasceu o tênis mais icônico do mundo, fazendo Jordan se tornar um ícone fora das quadras também, o que impulsionou outros acordos publicitários.

"A expectativa da Nike quando assinamos era, no final do quarto ano, vender US$ 3 milhões em Air Jordans. Em um ano, vendemos US$ 126 milhões", disse Falk.

O sucesso e importância do camisa 23 para a Nike foi tanto que ele ganhou uma linha própria da marca, a "Jordan Brand", que estampa a camisa do Paris Saint-Germain, além de patrocinar Neymar, estrela do time francês.

A NBA é patrocinada pela Nike, mas o único time que estampa a marca Jordan na camisa é o Charlotte Hornets, cujo dono é Michael Jordan.

Segundo a Forbes, a fortuna de Jordan atualmente equivale a US$ 2,1 bilhões. Em 2015, foi noticiado que o ex-jogador faturava US$ 100 milhões da Nike somente em royalties.