Vai ter desmanche? O que esperar do Miami Heat após a derrota na final da NBA?

O Miami Heat evitou uma marca que ficaria para a história da NBA, como o primeiro time a perder uma série depois de abrir 3 a 0, ao superar o Boston Celtics na final da Conferência Leste. Mas isso não foi o suficiente para superar o Denver Nuggets na decisão, o que confirmou o vice-campeonato. Agora, chegou a hora de um período de descanso com muitas decisões difíceis a serem tomadas.

Situação do elenco

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Como podemos analisar o elenco de Miami? O Heat é aquele time inconsistente, com 44 vitórias e que terminou em 25º em eficiência ofensiva, 27º em porcentagem de 3 pontos e perdeu para o Atlanta no primeiro play-in? Ou o time que surpreendeu o Milwaukee Bucks na primeira rodada, o New York Knicks na segunda rodada e mandou o Boston Celtics para casa nas finais do Leste?

Nesse período, o Heat ficou em terceiro lugar em eficiência ofensiva e em terceiro em porcentagem de 3 pontos. A resposta para isso provavelmente está em algum lugar no meio do caminho.

Somados, os jogadores do Heat perderam 289 jogos na temporada regular, forçando o técnico Erik Spoelstra a usar 26 escalações diferentes. As lesões de Herro, Butler e Gabe Vincent também fizeram o Miami usar seis escalações iniciais diferentes nos playoffs.

O Heat agora terá que tomar decisões antes do início da próxima temporada. A primeira parte é entender o impacto se vale a pena seguir com os agentes livres Vincent, Max Strus e Kevin Love, que levaram o time às finais, mas ocupam espaço considerável na folha de pagamento de US$ 173 milhões (R$ 841 milhões), 61% dos quais dedicados a Butler, Adebayo e Herro, tornando Miami uma equipe que excede o teto de gastos pela segunda vez em nove temporadas. Há também um novo acordo coletivo de trabalho definido para começar em julho que restringe e penaliza as equipes que gastam muito na construção de seu elenco.

Ou seja, caso o time deseje mirar em um jogador All-Star como Damian Lillard, do Portland Trail Blazers, ou então Bradley Beal, do Washington Wizards, precisa abrir espaço na folha salarial.

O futuro de Adebayo

Três anos depois de assinar uma extensão máxima de novato de US$ 163 milhões (R$ 792 milhões) por cinco anos, Adebayo se tornará elegível para um novo contrato.

O máximo que Miami pode oferecer é mais dois anos e US$ 97 milhões (R$ 471 milhões) em vencimentos. A extensão começaria em 2026-27.

Se Adebayo desistir de um novo contrato, ele possivelmente poderá assinar uma extensão supermax de US$ 243 milhões (R$ 1,18 bilhão) por quatro anos na próxima offseason.

Adebayo terminou esta temporada em segundo lugar em pontos no garrafão, mas acertou apenas 63,8% em bandejas e enterradas, uma queda de 6,2% em relação ao ano anterior.