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FURIA entra na disputa do BR6 com 'expectativas altas' após 'laboratório' na Challenger League

Não tem como negar que muita das atenções da comunidade de Rainbow Six Siege estará voltada para a estreia da FURIA no BR6.

A organização entrou para o cenário no final de fevereiro quando contratou a formação da Looking For Org, que havia garantido acesso na elite após ter disputado a Relegation.

O time formado por Bersa, Miracle, BmH, fredQx e h1ghs chegou a disputar a Challenger League. A competição, porém, estava em sua edição da história - ou seja, sem promoção ou rebaixamento. Até mesmo por isso, a comunidade aguarda pela estreia da FURIA definitivamente pelo R6 assim que começar o Brasileirão.

O elenco está ciente dessa pressão, como reforçou h1ghs. “Nossas expectativas para o primeiro BR6 são altas, pois é o primeiro grande campeonato que vamos disputar”, comentou o jogador em entrevista exclusiva ao ESPN Esports Brasil.

“Mas também é algo que aconteceria em qualquer outra equipe do cenário competitivo, por isso cabe a nós não deixar isso influenciar durante os jogos do campeonato.”

Até mesmo por isso, h1ghs fez questão de reforçar o quão pegada está a rotina de treinos nos preparativos para a estreia no BR6 diante da INTZ, na próxima quinta-feira (2), às 15h30 (de Brasília). “A preparação vem sendo bem intensa. Nós estamos treinando desde o começo do ano de segunda a sexta, das 14h às 21h, e em dois sábados ao mês.”

O elenco já defendeu a Guidance Gaming no passado, o que deixa todo mundo mais tranquilo por conta do entrosamento. “Nossas expectativas para o primeiro BR6 são altas, pois é o primeiro grande campeonato que vamos disputar.”

EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL

Uma das cartas na manga da FURIA para a disputa do BR6 é a presença de Twister na comissão técnica. O técnico com passagens por Black Dragons, Ninjas in Pyjamas e FaZe Clan foi contratado exatamente pela experiência internacional que tem na bagagem.

Ele chega como Head Coach e trabalhará ao lado do treinador Tchubz. “Acredito que minha experiência consegue ajudar os jogadores a expandirem o conhecimento e noções de jogo que, hoje em dia, ainda faltam em atletas que não tiveram a experiência de jogar em campeonatos internacionais”, avaliou Twister.

“Com muito aprendizado vindo de fora, acelerar o processo de evolução dos jogadores é o principal ponto dentro da FURIA. Com estruturação, conscientização, contestação de ideias, táticas, leituras de jogo e tudo que acaba agregando no desenvolvimento do time. Tudo isso é muito bem trabalhado ao lado de todo o staff, junto, claro, com o suporte da organização.”

E material humano não falta, afinal, a FURIA tem um dos elencos com maior potencial do cenário na visão de muitos da comunidade. Os números de Bersa são prova: ele colecionou 164 kills em duas temporadas da Challenger League (temporadas 10 e 11). Além disso, apresentou uma boa evolução nesses torneios: seu KDR foi de 0,71 para 1,20.

QUANTO MAIS R6 MELHOR

O cenário competitivo de Rainbow Six foi totalmente reformulado. A parceria com a ESL foi encerrada e agora a Ubisoft assumirá a operação global, com cada região se adequando às suas necessidades e com a possibilidade ainda de trabalhar com parceiros.

Só em 2021 que a Ubisoft conseguirá implementar todos os estágios planejados para o circuito profissional de R6. Por isso, o ano de 2020 terá um calendário de transição.

Além disso, a empresa precisou realizar algumas alterações dentro do planejamento. A mais recente e significativa foi o cancelamento do Six Major de agosto, que foi regionalizado. Dessa forma, haverá um “Major brasileiro” no mesmo período.

O ESPN Esports Brasil vem trazendo reportagens especiais sobre a nova fase competitiva de R6 promovida pela Ubisoft ao longo das últimas semanas. Confira: