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Chat Aberto: Marcio Canosa dá detalhes exclusivos sobre novo competitivo de R6

Marcio Canosa, diretor de esports da Ubisoft para América Latina Divulgação/Ubisoft

Nesta quarta-feira (20), a Ubisoft anunciou o novo cenário competitivo de Rainbow Six Siege. O circuito profissional contará com o Brasileiro de Rainbow Six (BR6) redefinido e maior, com 10 equipes participantes. Além disso, as divisões de acesso (Série B e Liga Six) também foram reorganizadas para se enquadrarem nos moldes do principal torneio do país.

O torneio nacional dará vaga para a Copa Elite Six, que volta agora em caráter continental. Vista como a “Libertadores de R6”, o torneio, enfim, será latino-americano, já que também reunirá os melhores times do Campeonato Mexicano e do Campeonato Sul-Americano na briga pela classificação aos Majors.

Por fim, a Ubisoft implementará os sistemas de Draft e Academy, voltados para a formação de novos jogadores profissionais e talentos de Rainbow Six.

“Tava difícil guardar esse monte de informação”, comentou Marcio Canosa, diretor de esports da Ubisoft para América Latina, em entrevista exclusiva ao ESPN Esports Brasil durante o programa Central Esports. “Estamos muito felizes com tudo o que estamos planejando aí para os próximos anos.”

No programa que você ouve logo abaixo, Marcio detalha sobre o processo de transição da operação antes feita em parceria com a ESL e, hoje, toda nas mãos da Ubisoft para o novo calendário.

Esse período, inclusive, gerou ruídos por parte de alguns jogadores com o término da Pro League, que ficaram pelo caminho sem a continuação do torneio regional e precisarão passar pelas divisões de acesso para voltar à elite de R6.

O diretor, por sua vez, explicou no Central Esports sobre a comunicação feita aos pro players e foi bem contundente acerca das reclamações. “Os jogadores que lamentaram foram aqueles que não conseguiram classificar.”

Durante o programa, Marcio também deixou claro que o objetivo do novo circuito competitivo de R6 é deixar “tudo interligado e com caminho bem claro para todos os time sobre onde você pode chegar”.

A Ubisoft, em termos globais, adotou um novo modelo de regionalização das operações para América Latina, América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico, e que, portanto, acarreta na descentralização do modelo antigo - todo concentrado na ESL.

“Agora o que estamos criando é a autonomia de cada região implementar o modelo competitivo diferente de acordo com as necessidades de cada uma dessas regiões”, esclareceu o diretor, que reforçou como a empresa, “claro, tem um programa global que é unificado”.

Se até então, enquanto a operação era dividida entre Ubi e ESL, havia “conflito de interesses”, como o próprio Marcio comentou, com as disputas de BR6 e Pro League ocorrendo de forma simultânea, agora todo o circuito gira em torno de um único produto.

Dessa forma, no que se refere ao Brasil, toda a estrutura é voltada para o BR6. “O Campeonato Brasileiro é o caminho para você chegar aos torneios internacionais. É o caminho para você ser o campeão mundial.”

Confira a conversa com Marcio na íntegra e comente nas redes sociais se você está gostando do novo formato do podcast do ESPN Esports Brasil usando a #CentralEsports. Diga o que você está gostando, o que poderia ser melhor e dê sugestões sobre temas, entrevistados e outros esports que você gostaria de ouvir no programa.