A derrota por 1 a 0, em pleno Allianz Parque, para o Cerro Porteño, pela CONMEBOL Libertadores, parece ter sido a gota d’água para a Mancha Alvi Verde, principal organizada do Verdão. A torcida publicou em sua página no Instagram um longo protesto pedindo a saída do técnico Abel Ferreira.
No texto, a organizada diz que “o passado vencedor” de Abel será sempre lembrado, mas que “ninguém é obrigado a aceitar esse presente vergonhoso dentro de campo”. “O Abel de hoje virou um técnico arrogante, desequilibrado e perdido”, diz um trecho do protesto.
“Expulsões infantis prejudicando o próprio time, coletivas agressivas, respostas debochadas e uma mania insuportável de procurar desculpas para tudo. Reclama da arbitragem, reclama do calendário, reclama do gramado, reclama da imprensa… mas assume raramente a responsabilidade pelo futebol ridículo que o Palmeiras apresenta”.
Porém, Abel não foi o único alvo da torcida, que cobrou também de Leila Pereira e do diretor de futebol Anderson Barros. Leila. “O Palmeiras não pode viver só de marketing e entrevistas. Nos seus dois mandatos, os títulos grandes passaram longe. Em jogos decisivos, faltou pulso, faltou comando e sobrou discurso”, em ataque à presidente.
“Foi ele quem montou esse elenco desequilibrado e sem peças de reposição. Um time sem laterais confiáveis, sem um meia criativo e com um banco fraco para um clube do tamanho do Palmeiras. O Palmeiras hoje tem dinheiro sobrando e competência faltando”, escreveu a Mancha sobre Anderson Barros.
A organizada tratou ainda a partida deste sábado (23), diante do Flamengo, no Estádio do Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, como uma “decisão”. "Sábado é decisão. Vamos apoiar durante os 90 minutos. Mas depois do apito, ninguém vai aceitar viver de passado enquanto o presente afunda o nosso futuro”, finalizou.
Apesar dos protestos da Mancha, o Palmeiras é o atual líder do Campeonato Brasileiro com 35 pontos, quatro a mais do que o vice-líder Flamengo, além de ser o atual campeão paulista, estar garantido nas oitavas de final da Copa do Brasil e ser o segundo colocado do Grupo F, com oito pontos.
Veja abaixo o texto da Mancha Alvi Verde publicado nas redes:
OBRIGADO, ABEL. JÁ DEU. TCHAU.
A lenda da Fata Morgana fala sobre miragens: você olha de longe, parece grandioso, parece real… mas quando chega perto, não existe nada.
Esse é o Palmeiras dos últimos três anos.
Os números mostram liderança, invencibilidade, campanhas “históricas”. Mas quando chega a hora da verdade, sobra vice, eliminação e, no máximo, um Paulista para tentar maquiar a realidade.
Abel Ferreira, ninguém está apagando sua história. Seu passado vencedor sempre será lembrado. Mas também ninguém é obrigado a aceitar esse presente vergonhoso dentro de campo.
O Palmeiras não joga bola há muito tempo. A diferença é que antes os resultados escondiam a bagunça.
Quem acompanha de perto já via um time perdido há meses: chutão para frente, cruzamentos sem sentido, jogadores fora de posição, time desorganizado, sem padrão tático, sem criatividade e sem reação.
E tudo isso cai diretamente na conta do treinador.
O Abel de hoje virou um técnico arrogante, desequilibrado e perdido.
Expulsões infantis prejudicando o próprio time, coletivas agressivas, respostas debochadas e uma mania insuportável de procurar desculpas para tudo. Reclama da arbitragem, reclama do calendário, reclama do gramado, reclama da imprensa… mas assume raramente a responsabilidade pelo futebol ridículo que o Palmeiras apresenta.
O time é mal treinado. Sem intensidade, sem jogada, sem alma e sem liderança. Um elenco caro, milionário, e joga um futebol pequeno.
Leila Pereira. O Palmeiras não pode viver só de marketing e entrevistas.
Nos seus dois mandatos, os títulos grandes passaram longe. Em jogos decisivos, faltou pulso, faltou comando e sobrou discurso.
O Palmeiras virou um clube que fala muito e joga pouco.
Anderson Barros. Emagreceu depois do Mounjaro, mas a incompetência continua pesada. Foi ele quem montou esse elenco desequilibrado e sem peças de reposição. Um time sem laterais confiáveis, sem um meia criativo e com um banco fraco para um clube do tamanho do Palmeiras.
Temporada longa exige planejamento, exige contratação e exige competência. Jogador vai machucar, isso faz parte do futebol. Quem tem dinheiro precisa se preparar para isso.
O Palmeiras hoje tem dinheiro sobrando e competência faltando. A torcida apoiou o tempo inteiro. Cantou, incentivou, lotou o estádio e empurrou mesmo vendo um futebol horroroso há meses. Mas apoio não significa silêncio.
A cobrança vai existir sempre que for necessária. Porque o Palmeiras é maior que treinador, maior que presidente e maior que diretor. Sábado é decisão. Vamos apoiar durante os 90 minutos. Mas depois do apito, ninguém vai aceitar viver de passado enquanto o presente afunda o nosso futuro.
FORA ABEL... Ah! Se ele sair, quem vai entrar? O Jorge Jesus, qualquer outro portuga ou, quem sabe, o atual técnico do PAOK?
Leila, sua hora está chegando. 2027 é logo ali.
Anderson Barros já faz hora extra.
Diretoria
𝑀𝐴𝑁𝐶𝐻𝐴 𝐴𝑙𝑣𝑖 𝑉𝐸𝑅𝐷𝐸
