Katherine Tapia foi decisiva para o título do Palmeiras na Supercopa Feminina do Brasil. Após o empate por 1 a 1 no tempo normal, na Arena Barueri, a goleira defendeu três cobranças na disputa de pênaltis e garantiu a conquista alviverde neste sábado (7), diante do Corinthians.
A consagração começou logo na primeira cobrança do rival, quando defendeu o pênalti de Gabi Zanotti. Na quinta batida corintiana, voltou a aparecer ao parar Johnson, defesa que impediu o título do time alvinegro e levou a decisão para as alternadas.
Tapia não estava satisfeita. Ela defendeu o arremate de Tamires e garantiu mais uma conquista para o Palmeiras, assim como havia feito no Campeonato Paulista de 2024.
Na ocasião, o Palmeiras venceu nos pênaltis após empate por 2 a 2 no tempo normal. Ela defendeu as cobranças de Duda Sampaio, Millene e Carol Nogueira, repetindo o protagonismo em uma grande decisão.
Após a partida, Tapia destacou o significado do momento e o trabalho coletivo por trás do desempenho.
“Estou muito feliz de conseguir isso. Quero fazer história. Quando eu sair, quero deixar meu nome marcado na história do Palmeiras. É fruto de um trabalho de todos, da preparação de goleiros, da análise. A gente estuda como elas batem, isso ajuda muito. A gente começa a temporada como terminou: campeão. Tem que respeitar o Palmeiras também”, afirmou.
Antes de se consolidar no futebol, a trajetória da goleira foi fora dos gramados. Ex-policial, Tapia trabalhou como segurança em estádios e só iniciou a carreira esportiva profissional em 2017.
Formada em 2014, conciliou a profissão com o futebol até 2019, quando defendia o Atlético Nacional, da Colômbia.
A mudança definitiva para o esporte a levou ao Santiago Morning, do Chile, e, posteriormente, ao Palmeiras, em 2023.
Aos 33 anos, também é goleira da seleção colombiana e soma 49 partidas pelo clube alviverde, onde já conquistou quatro títulos (dois Campeonatos Paulistas - 2024 e 2025, Copa do Brasil - 2025, e, agora, a Supercopa - 2026.
