Pep Guardiola vai deixar o Manchester City após dez anos em que ganhou uma penca de títulos com um time que encantou o mundo.
Em sua homenagem, um setor do estádio do clube vai ser batizada como “arquibancada Guardiola” e receberá uma estátua do treinador.
Mesmo com alguns momentos de baixa, em nenhum momento a idolatria do técnico catalão ficou em risco no City. Duvido que algum torcedor do clube o chamou de “burro”. E que uma torcida organizada ou algo parecido que exista na Inglaterra tenha emitido seguidos manifestos pedindo sua saída.
Só que Guardiola decidiu ir embora. No anúncio de despedida, foi elegante como é a marca da sua carreira.
“Não me perguntem por que estou saindo”, disse o treinador. “Não há motivo, mas lá no fundo, sei que chegou a minha hora. Nada é eterno. Se fosse, eu estaria aqui. Eternos serão os sentimentos, as pessoas, as lembranças, o amor que tenho pelo meu Manchester City”.
Abel Ferreira evidentemente leu essas palavras. E deve estar refletindo sobre elas e sua relação com o Palmeiras.
O alviverde do português nunca encantou, mesmo para os padrões brasileiros, como o City de Guardiola. Mas foi tão vitorioso quanto.
Só que a relação de Abel com o Palmeiras não para de ficar deteriorada.
Abel já foi chamado de “burro” por boa parte do estádio alviverde. Já foi vítima várias vezes de manifestos da Mancha pedindo sua saída, o último divulgado nesta quinta-feira.
Independente do que acontecer no futuro, o treinador já é um dos maiores ídolos da história palmeirense.
Mas o que acontece desde o ano passado com ele no clube, e as palavras de Guardiola na despedida do City, podem servir para Abel fazer uma pergunta a si próprio: “Chegou a minha hora?”
