Após a inédita conquista da CONMEBOL Libertadores, neste sábado (4), no Maracanã, o técnico do Fluminense, Fernando Diniz, fez um forte desabafo sobre as críticas que recebeu ao longo da carreira.
Sincero, o treinador lembrou das derrotas que já sofreu e dos desafios que teve que enfrentar quando ingressou no futebol.
''A vida é uma maravilha para quem não desiste, mas é trágica também. Se perguntar ao Boca, vai falar que não é maravilhoso. Isso que a gente tem que entender, a vida é cíclica. Tem um sabor ganhar, eu vou desfrutar muito, pode ter certeza. As derrotas machucam muito, e as pessoas são muito cruéis. Tem gente que precisa fazer crítica e consegue apontar bons defeitos, e tem uma galera que é só crueldade e maldade, que só quer machucar. Essas não me machucam e também não me estimulam demais. Essas aí têm o caminho delas já traçado'', afirmou.
''Tem gente boa que faz crítica honesta que vale a pena ouvir e aprender. Já fui muito machucado com as derrotas. Eu aprendi a ser técnico jogando futebol. Sofri muito e sei como é jogar futebol. Fui uma criança pobre, órfão de pai muito cedo e estar nesse mundo de futebol competitivo e cruel me fez aprender a ser técnico. Uma parte substancial da imprensa sempre trata jogador como objetivo, ninguém é uma pessoa. É a grande distorção que eu tive a vida inteira'', completou.
Diniz ainda fez revelações sobre dois veteranos do elenco: Felipe Melo e Fábio. Segundo o técnico, o capitão saia chorando dos treinamentos, enquanto o goleiro teve que fazer atividades extras para aprender a sair com os pés.
''É uma distorção achar que o Felipe Melo não podia jogar desde o Estadual. Ele está aí com 40 anos, saia chorando do treino, tem amor pelo que faz. Mas isso não se divulga muito, se divulga coisas para machucar'', revelou.
''Fábio tinha entregado um gol contra o Olimpia, ele aprendeu e se dedicou. Eu dava treino meia hora antes para o Fabio saber jogar com os pés. Hoje é o goleiro que mais põe o pé na bola no Brasileiro. Se de repente não ganha, as pessoas empurram e ladeira abaixo. Se não tem apoio interno, convicção e paga o preço de ser criticado, você perde. Agora todo mundo celebrando. A gente tinha que olhar onde está o próximo John Kennedy que precisa de ajuda. Vocês fariam um bem muito maior à sociedade'', finalizou.
Dentro de campo, Cano abriu o placar para o Fluminense, mas Advíncula deixou tudo igual. Só que na prorrogação, John Kennedy anotou o gol que deu o título ao Tricolor das Laranjeiras.
Próximos jogos do Fluminense
Internacional (F) - 08/11, 19h (de Brasília) - Brasileirão
Flamengo (F) - 11/11, 18h30 (de Brasília) - Brasileirão
São Paulo (C) - 22/11, 21h30 (De Brasília) - Brasileirão
