Fifa faturou quase R$ 40 bilhões no ciclo da Copa do Mundo do Qatar e espera ainda mais com edição de 2026
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, revelou, nesta sexta-feira (16), que o faturamento da entidade no ciclo de quatro anos que antecederam a Copa do Mundo do Qatar foi de 7,5 bilhões de dólares (R$ 39,8 bilhões na cotação atual). Para 2026, a previsão de receitas é ainda maior: US$ 11 bilhões (mais de R$ 58 bilhões).
A cifra arrecadada entre 2019 e 2022 superou em mais de US$ 1 bilhão o que foi o faturamento entre 2015 e 2018, US$ 6,4 bilhões. É um recorde na história da Fifa, que a entidade espera bater novamente no ciclo dos próximos quatro anos, maneira como é dividida suas contas.
“Estamos empolgados com o poder do futebol, acreditamos no impacto que o futebol tem, o envolvimento com a Copa. É mais que empolgados, estamos convictos que o impacto do jogo será enorme. Será incrível em 2026, três países organizando, 48 seleções, mais jogos. Valores de transmissão vão crescer, patrocínios, ingressos, camarotes... Haverá muita atração para torcedores", projetou Infantino.
Especialmente os Estados Unidos são especialistas na promoção de eventos esportivos, algo que enche a Fifa de esperanças para encher também seus cofres.
Dos US$ 11 bilhões que a Fifa espera arrecadar, segundo Infantino, a projeção é que cerca de US$ 10 bilhões sejam reinvestidos no futebol e seu desenvolvimento pelos continentes.
Do dinheiro que a Fifa faz nos ciclos de Copa do Mundo, a maior parte é proveniente de direitos de transmissão. No Mundial da Rússia, do faturamento de US$ 6,4 bilhões, praticamente metade (49%), US$ 3,1 bilhões, vieram dessa fonte.
As verbas de patrocinadores responderam por 26% do bolo (US$ 1,6 bi), sendo complementadas por dinheiro de pacotes de venda de ingressos (US$ 712 milhões), licenciamento (US$ 600 milhões) e outras receitas (US$ 322 milhões).
Nessas "outras receitas", a Fifa engloba, por exemplo, o Mundial de Clubes, que, para 2025, terá um formato reformulado, com a participação de 32 times.
A expectativa, claro, é que seja possível aumentar o faturamento com o torneio, mas, segundo Infantino, a entidade preferiu ser conservadora e não incluí-lo na projeção de arrecadar US$ 11 bilhões no próximo ciclo.
