<
>

Cristiano Ronaldo se junta a campeão mundial, bola de ouro e astro inglês como 'desempregado' na Copa do Mundo

Cristiano Ronaldo ha convertido 85 goles en 153 apariciones, aunque cuando juega para su país solemos percibir es que es tanto el problema como la solución, y muchos consideran arrogantes sus festejos de gol. Getty Images

Manchester United divulgou a ‘rescisão amigável’ com o craque português de 37 anos nesta terça-feira (22)


Cristiano Ronaldo entrará para um seleto time nesta Copa do Mundo. O astro de Portugal teve a rescisão de contrato anunciada pelo Manchester United nesta terça-feira (22) e se junta a outros jogadores como um dos ‘desempregados’ a disputar o Mundial.

Atletas sem contrato durante o torneio foi algo até comum nas primeiras três edições da Copa nos anos 1930, em uma época ainda de transição do futebol amador para o profissional, mas se tornou cada vez mais raro com o passar dos anos.

Alguns deles tiveram papeis de destaques nos Mundiais. Tem campeão do mundo, melhor jogador da Copa e até ídolo do futebol inglês na lista. Os motivos são diversos: final de contrato, boicote, renovação complicada, volta de aposentadoria... houve até universitário que ainda não podia jogar profissionalmente com nenhum clube, mas esteve em um Mundial.

Alberto Tarantini é um dos casos mais famosos. Em 1978, o lateral-esquerdo foi titular da Argentina na conquista do primeiro título do país e marcou um gol na vitória contra o Peru, mas vivia um imbróglio no Boca Juniors. Sem assinar a renovação de contrato e sofrendo um boicote de outras equipes argentinas por pressão do Boca, acabou jogando o torneio sem estar vinculado a nenhum time.

Andre Ooijer não conseguiu ser outro 'desempregado' a levantar a taça. Já com 36 anos na época, o defensor da Holanda fez parte do elenco em 2010 mesmo após deixar o PSV. Ele ficou no banco na final contra a Espanha, mas atuou os 90 minutos na vitória contra o Brasil, por 2 a 1, nas quartas de final.

Frank Lampard passou pelo mesmo em 2014. O ídolo do Chelsea deixou o clube dias antes do início do Mundial e participou do vexame da Inglaterra, lanterna de seu grupo naquele ano. Acertou com o New York City mais de um mês depois.

Outro que acabou liberado pelo Chelsea e disputou uma Copa do Mundo logo depois foi Tony Cascarino. O atacante da Irlanda não teve o contrato estendido antes do torneio de 1994, nos Estados Unidos, e só acertou sua situação com o Olympique de Marselha depois do final da participação de sua seleção - ele só ficou 16 minutos em campo no torneio.

O caso de Zinedine Zidane diferente um pouco dos dois anteriores. O capitão da França em 2006 havia anunciado que se aposentaria depois da Copa e seu vínculo com o Real Madrid havia se encerrado com o fim da temporada europeia. 'ZiZu' foi eleito o craque daquela edição e se despediu dos gramados antes da hora: foi expulso pela famosa cabeçada no zagueiro italiano Marco Materazzi já na prorrogação da final.

Bobby Moore levantou a única taça conquistada pela Inglaterra como o capitão do time em 1966. O feito só foi possível por ele ter assinado a renovação com o West Ham momentos antes do início daquela Copa. Sem contrato, ele estaria inelegível para atuar - e teria entrado nesta lista. Com medo de perder seu líder, o técnico Alf Ramsey o convenceu a resolver a situação com o clube.

O caso mais curioso dos anos modernos é de Cha Du-Ri. Com 21 anos em 2002, foi escolhido por Guus Hiddink para estar no elenco da Coreia do Sul, a grande surpresa daquela Copa. Ele foi registrado apenas como jogador da Universidade da Coreia, O jogador foi titular na semifinal contra a Alemanha e entrou em outros três jogos. O atacante versátil foi transformado em lateral-direito e se transferiu para o Bayer Leverkusen na sequência.

Há ainda mais casos. Em sua primeira participação na Copa, o Canadá teve seis 'desempregados' em 1986, entre eles o capitão da equipe Bruce Wilson. O zagueiro Gary Breen deixou o Coventry antes de defender a Irlanda em 2002 e teve certo destaque. Juventus e Barcelona se interessaram pelo atleta e ele chegou a acertar com a Inter de Milão, mas não passou nos exames médicos e caiu no esquecimento.

Jogar sem clube também foram os casos de Tony Meola e Alexi Lalas, dois dos mais famosos jogadores dos Estados Unidos em 1994, mas eles não estavam desempregados. A Federação dos EUA contratou 12 atletas para treinar somente com a seleção na preparação para o campeonato em casa.

Mais jogadores 'desempregados' na Copa: Pat Jennings (Irlanda do Norte, em 1986), Akwá (Angola, em 2006), Kelvin Jack (Trinidad e Tobago, em 2006) Simon Elliott e David Mulligan (Nova Zelândia, em 2010), Craig Moore (Austrália, em 2010) e Jay DeMerit (EUA, em 2010).