Atual campeã estreia nesta terça-feira (22) contra a Austrália, às 16h (de Brasília), pelo grupo D
Um ''golpe duro''. Foi assim que Didier Deschamps, técnico da seleção francesa, classificou o corte de Karim Benzema da Copa do Mundo do Qatar.
No último sábado (19), o atual Bola de Ouro de melhor jogador da temporada passada se lesionou de forma grave durante treino dos Bleus e não disputará o Mundial.
Com 37 gols em 97 jogos disputados pela seleção, Benzema será uma ausência sentida para a França, principalmente porque o time já tinha perdido N'Golo Kanté, Paul Pogba e Christopher Nkunku também por causa de lesões.
No entanto, se pensarmos no retrospecto recente da atual campeã, o corte do astro do Real Madrid pode não ser tão ruim assim.
Foi sem Benzema que a França viveu um dos melhores momentos de sua história, quando faturou o título da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.
Foi nesse período que o atacante foi condenado por envolvimento em um esquema de chantagem contra o ex-companheiro de seleção Mathieu Valbuena. Tudo por conta de uma gravação de um vídeo de conteúdo sexual do meia. Isso fez com que a Federação Francesa suspendesse Benzema por tempo indefinido.
Na época, o jogador criticou publicamente Didier Deschamps pela sua não convocação, dizendo que o técnico havia "cedido à pressão" e citou até a questão racial. A Federação também foi alvo do atacante.
Com os problemas judiciais fazendo parte do passado, Benzema voltou a ser convocado justamente para a Eurocopa de 2021. Apesar de ser uma das favoritas ao título, a França sofreu uma surpreendente eliminação nas oitavas de final contra a Suíça. O estrelado time francês, que teve como dupla de ataque Benzema e Mbappé, se despediu cedo do torneio.
Tentando se recuperar do golpe, a França estreia na Copa do Qatar nesta terça-feira (22), às 16h (de Brasília), diante da Austrália. Dinamarca e Tunísia completam o grupo D.
O provável substituto
Depois de perder Benzema, Didier Deschamps decidiu não convocar outro jogador para a vaga.
A tendência é que Olivier Giroud seja o substituto. Vale lembrar que ele foi peça fundamental no ataque campeão do mundo há quatro anos, mesmo sem balançar as redes.
Isso porque sua função em campo ao lado Kylian Mbappé e Antoine Griezmann foi muito importante para o bicampeonato, e o entrosamento entre eles pode fazer a diferença também na busca pelo tri.
Dentro de campo, Giroud também terá um incentivo a mais no Qatar. Com 49 gols marcados em 114 jogos pelos Bleus, o atacante está a dois tentos de igualar Thierry Henry, como o maior artilheiro da seleção da França.
Caso bata o recorde, o jogador do Milan pode se consolidar de vez como um dos maiores centroavantes do país, fazendo que os franceses até ''esqueçam'' de Benzema - pelo menos durante a Copa.
