OPINIÃO: O perigo do fracasso generalizado dos clubes SAFs no Brasileiro

Ronaldo 'Fenômeno' antes de jogo entre Cruzeiro e Grêmio, pelo Brasileirão GILSON JUNIO/Agif/Gazeta Press

Imagine em um cenário que o Botafogo, depois de liderar o Brasileiro com tanta folga, seguir ladeira abaixo e não ganhar o título.

Que o Atlético-MG fique fora da Libertadores.

E ainda que Vasco, Bahia ou Cruzeiro sejam rebaixados junto com o Coritiba, já virtualmente condenado à Série B.

Existe um perigo real dos clubes SAFs terem um fracasso generalizado no Brasileiro.

Por qualquer régua, o desempenho do Botafogo terá sido bom independente do resultado final, mas não haverá como fugir da sensação de fracasso se o título não chegar.

Pelo elenco que tem, o Atlético-MG faz um 2023 medíocre.

Cair é um pesado para Bahia, Cruzeiro, Coritiba e, especialmente, Vasco.

Se o pior acontecer, o modelo SAF irá sofrer um massacre cruel, com grandes torcidas xingando de Ronaldo Fenômeno aos bilionários árabes donos do Bahia.

Tenho medo do retrocesso que isso pode causar.

Não tenho dúvidas que os donos dos clubes SAFs cometem os mesmos erros dos cartolas amadores do futebol brasileiro.

Mas tem outra coisa que não tenho dúvida: Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Coritiba, Cruzeiro e Vasco estariam condenados à total insignificância se não tivessem virado SAF.

Ruim com a SAF, pior sem ela.