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Libertadores: veja 'seleção' que atuou por Flamengo e Palmeiras e vote onde cada um brilhou mais

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Flamengo e Palmeiras dividem alguns dos grandes jogadores que já brilharam no futebol brasileiro. Relembre nomes abaixo e vote onde cada um dos selecionados mais se destacou


Últimos campeões da Conmebol Libertadores e finalistas novamente neste ano, Palmeiras e Flamengo compartilham também vários nomes de sucesso do futebol brasileiro que vestiram ambas as camisas. Mas onde esses jogadores tiveram mais destaque?

Palmeiras x Flamengo, final da Conmebol Libertadores, tem transmissão AO VIVO pelo FOX Sports e pela ESPN no Star+ no dia 27, às 17h (de Brasília).

Para tentar chegar a uma conclusão, que em alguns casos não tem uma resposta certa, o ESPN.com.br escalou uma seleção de 11 jogadores que passaram pelos dois clubes, do goleiro ao último do trio de ataque, além do técnico. Tem Edmundo, Djalminha, Gamarra... só nome grande!

Como escolher onde eles foram mais decisivos? Veja abaixo alguns dados de cada nome escolhido, as conquistas e números deles pelos clubes e deixe seu voto na enquete ao fim do texto. Afinal, eles jogaram mais bola pelo Palmeiras ou no Flamengo?

Confira os 11 selecionados abaixo:

JURANDIR

No Palmeiras: 1935/39, 134 jogos

No Flamengo: 1942/46, 106 jogos

Jurandir Corrêa dos Santos chegou ao Palmeiras, então chamado de Palestra Itália, já aos 23 anos, com passagens por São Bento, São Paulo e Fluminense. Foi campeão paulista em 1936 e depois em 1938, em uma edição extra do campeonato. Fez história ao ser o primeiro arqueiro alviverde a ser titular da seleção brasileira.

No Flamengo, para onde se transferiu em 1942, Jurandir também foi titular e peça importante do time que conquistou o primeiro tricampeonato carioca da história rubro-negra, em 1942, 43 e 44. A passagem durou até 1946, quando o goleiro mudou-se para o Corinthians. O fim da carreira foi no Comercial, dois anos depois.

LÉO MOURA

No Palmeiras: 2002, 12 jogos

No Flamengo: 2005/15, 519 jogos, 47 gols

Aqui a disputa é bem mais desequilibrada. Então um lateral em início de carreira, após atuar por Botafogo e Vasco, Léo Moura chegou ao Palmeiras em 2002 para a disputa do Brasileirão. Fez parte do time que acabou rebaixado pela primeira vez na história do clube e saiu menos de um semestre depois.

No Flamengo, a história foi bem diferente. Léo Moura passou dez anos na Gávea, uma parte deles como capitão, a ponto de se tornar o sétimo atleta que mais vestiu a camisa rubro-negra. Foi campeão brasileiro (2009), ganhou duas vezes a Copa do Brasil (2006 e 2013) e um penta carioca (2007, 2008, 2009, 2011 e 2014). Uma idolatria realmente difícil de competir.

JÚNIOR BAIANO

No Flamengo: 1988/93, 1996/98 e 2004/05, 337 jogos, 33 gols

No Palmeiras: 1998/99, 72 jogos, 16 gols

Zagueiro técnico, alto e muitas vezes viril, surgiu na base do Flamengo no fim dos anos 80 e teve três passagens pelo clube. Fez parte do elenco campeão da Copa do Brasil em 1990, do Brasileirão em 1992 e ainda faturou os Estaduais de 1991 e 2004. Viveu muitos altos e baixos no clube, tanto que saiu três vezes, mas foi pelo rubro-negro que acabou convocado para a Copa do Mundo de 1998.

Após o Mundial, o defensor desembarcou no Palmeiras, como reforço para o "projeto Tóquio", que o clube tinha para vencer a Libertadores e chegar ao Mundial. Júnior Baiano ajudou, e muito: com cinco gols, foi o artilheiro do time na campanha do título sul-americano de 1999, além de ganhar a Mercosul no ano anterior. No Japão, porém, viu o Verdão perder o título para o Manchester United.

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GAMARRA

No Flamengo: 2000/01, 30 jogos, 1 gol

No Palmeiras: 2005/06, 57 jogos, 4 gols

O paraguaio era dos zagueiros mais técnicos de sua geração, ainda que tenha se firmado mais no Brasil do que em qualquer outro lugar. Após passagens de sucesso por Internacional e Flamengo, Gamarra chegou ao Flamengo em 2000, em um time cheio de estrelas. O projeto naufragou, mas deu a volta por cima em 2001, com as conquistas do Carioca, com aquele gol histórico de Dejan Petkovic, e da Copa dos Campeões, que devolveu o time à Libertadores.

Gamarra voltou ao exterior após deixar o Flamengo e retornou ao Brasil em 2005 a convite do Palmeiras. Uma passagem curta também, de menos de 60 jogos, mas que mostrou do que o paraguaio ainda era capaz. Foi capitão do time na campanha de classificação à Libertadores de 2006 e só deixou o Palestra Itália para retornar ao seu país, onde se aposentou com a camisa do Olimpia.

ZÉ ROBERTO

No Flamengo: 1998, 24 jogos

No Palmeiras: 2015/17, 133 jogos, 10 gols

Zé Roberto era conhecido pela polivalência em campo, mas curiosamente atuou sempre como lateral nos dois clubes. A passagem pelo Flamengo foi mais curta e discreta, após deixar o Real Madrid e antes de se transferir definitivamente para o Bayer Leverkusen, da Alemanha. Quem o sucedeu, o garoto Athirson, teve mais sucesso.

Já no Palmeiras, vimos um Zé Roberto bem mais experiente, aos 41 anos, que chegou como uma das apostas da Crefisa para mudar a cara do clube. Missão cumprida, aliás: o camisa 11 foi o líder que a diretoria esperava, atuou em 133 jogos durante duas temporadas, marcou dez gols e levantou os troféus da Copa do Brasil, em 2015, e do Brasileirão, em 2016. Depois de aposentado, virou dirigente do próprio clube.

ZINHO

No Flamengo: 1986/92 e 2004/05, 470 jogos, 63 gols

No Palmeiras: 1992/94, 1997/99 e 2002/03, 333 jogos, 56 gols

Talvez esta seja a disputa mais acirrada de todo o elenco. Zinho é cria da Gávea, de uma geração que lançou outros grandes nomes do futebol brasileiro. Na primeira passagem, ganhou dois cariocas (1986 e 91), dois títulos brasileiros (1987 e 92) e a Copa do Brasil (1990). Voltou já no fim da carreira, em 2004/05, para ajudar em uma época de vacas magras. Mesmo assim, abocanhou mais um Estadual e o vice da Copa do Brasil, em 2004.

Comprado pela Parmalat direto do Flamengo, Zinho chegou ao Palmeiras para ser um dos destaques de um time repleto de estrelas. Foi bicampeão brasileiro e paulista, entre 1993 e 94, e levou também um Rio-São Paulo, em 93. Depois da Copa do Mundo, foi jogar no Japão e voltou em 1997 para conquistar mais três canecos: Copa do Brasil e Mercosul, em 1998, e a sonhada Libertadores, em 1999.

A última passagem de Zinho pelo Palmeiras foi entre 2002 e 2003, depois de deixar o Grêmio, mas nem a grande história do meio-campista foi suficiente para livrar o Verdão do rebaixamento para a Série B.

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ALEX

No Palmeiras: 1997/00 e 2001/02, 243 jogos, 78 gols

No Flamengo: 2000, 12 jogos, 3 gols

Se Zinho oferece a disputa mais parelha, Alex certamente vai na direção oposta. O garoto revelado pelo Coritiba chegou ao Palmeiras para substituir Djalminha e conseguiu o feito de superar o antecessor. Com habilidade de sobra e muito instinto decisivo, liderou o Verdão rumo aos títulos da Mercosul e da Copa do Brasil, em 1998, da Libertadores, em 1999, e do Rio-São Paulo, em 2000, já sem tantas estrelas a seu lado.

Vendido ao Parma, onde nunca jogou por problemas extracampo, Alex teve uma rápida passagem pelo Flamengo ainda em 2000. Com nomes como Júlio César, Petkovic, Denilson, Edilson, Gamarra e tantos outros a seu lado, o meia atuou apenas 12 vezes, sem mostrar o futebol que o fez ser idolatrado por (quase) todos os lugares que passou.

As voltas ao Palmeiras aconteceram logo após deixar o Flamengo. Em 2001, Alex jogou mais uma Libertadores e saiu no segundo semestre, para o Cruzeiro. Retornou em 2002, na expectativa de ganhar destaque de olho na Copa do Mundo, mas acabou se frustrando. Pelo menos deixou uma pintura num clássico pelo São Paulo, em que chapelou Rogério Ceni, eternizada na memória.

DJALMINHA

No Flamengo: 1988/93, 133 jogos, 29 gols

No Palmeiras: 1996/97, 90 jogos, 50 gols

Páreo duro aqui. Como Zinho e Júnior Baiano, Djalminha nasceu como jogador no Flamengo. Passou cinco anos, ganhou três títulos (Copa do Brasil em 1990, Carioca em 1991 e Brasileirão em 1992) até ser negociado com o Guarani, de Campinas, onde seguiu brilhando proporcionalmente a seu talento.

A chegada ao Palmeiras foi em 1996, como aposta da Parmalat para uma segunda geração do time de estrelas. Foi o maestro do time que foi campeão paulista com 100 gols e tinha no ataque Rivaldo, Müller e Luizão. Ficou até o ano seguinte, quando, já com vaga frequente na seleção brasileira, foi vendido ao Deportivo La Coruña.

EDMUNDO

No Palmeiras: 1993/95 e 2006/07, 223 jogos, 99 gols

No Flamengo: 1995, 23 jogos, 9 gols

Essa é mole, não é, fã de esporte? Edmundo surgiu no Vasco, mas nasceu como craque de bola naquele Palmeiras de 1993/94. Ao lado de Evair, ganhou quatro títulos, entre eles o bicampeonato brasileiro, e ganhou status de um dos atacantes mais letais do futebol nacional. Até que pintou o Flamengo...

Na Gávea, Edmundo chegou para formar o "melhor ataque do mundo", apelido dado ao trio com ele, Romário e Sávio. A equipe não chegou a lugar nenhum no Brasileiro, o que, somado a problemas pessoais fora dos campos, fez o craque não completar nem uma temporada com a camisa rubro-negra.

Após atuar por Vasco, Fiorentina, Cruzeiro e outras tantas camisas, Edmundo retornou ao Palmeiras em 2006. Era uma época de menos dinheiro, mais dificuldades, mas que permitiu ao Animal jogar em bom nível e ser destaque de um time que foi às oitavas de final da Libertadores em 2006.

EDILSON

No Palmeiras: 1993/95, 151 jogos, 59 gols

No Flamengo: 2000/01 e 2003, 117 jogos, 51 gols

Típico caso de que foi bem, e muito, com as duas camisas. Primeiro no Palmeiras, onde Edilson foi descoberto após brilhar no interior de São Paulo. O meia-atacante fez parte do time bicampeão paulista e brasileiro entre 1993 e 94, sempre abastecendo a dupla Edmundo e Evair. Saiu para atuar no exterior e nunca mais voltou.

Ao chegar ao Flamengo, Edilson ainda tinha arranque, mas passou a atuar mais centralizado, às vezes até como atacante de área. Assim, teve uma média de gols maior no time carioca, por quem conquistou títulos (Carioca e Copa dos Campeões de 2001) e desafetos, como Petkovic. Teve uma segunda passagem, curta e sem sucesso, em 2003.

PAULO NUNES

No Flamengo: 1991/94, 155 jogos, 34 gols

No Palmeiras: 1998/99, 133 jogos, 62 gols

Aqui a diferença é pelo lado da maturidade. Outro grande nome revelado na base rubro-negra, Paulo Nunes pintou como um ponta direita arisco no Flamengo, venceu três títulos (Copa do Brasil em 1990, Carioca em 1991 e Brasileirão em 1992) e acabou negociado com o Grêmio, onde formou ótima dupla com Jardel.

Do Grêmio, Paulo Nunes seguiu o técnico Luiz Felipe Scolari e foi para o Palmeiras, como reforço do chamado "projeto Tóquio". Conquistou Copa do Brasil e Mercosul em 1998, além da sonhada e desejada Libertadores de 1999. Saiu no fim do ano, após a Parmalat frear o milionário investimento no clube.

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VANDERLEI LUXEMBURGO

No Palmeiras: 1993/95, 1996, 2002, 2008/09 e 2020. 411 jogos (244 vitórias, 96 empates e 71 derrotas)

No Flamengo: 1995, 2010/12 e 2014/15. 245 jogos (127 vitórias, 67 empates e 51 derrotas)

Luxa é simplesmente o treinador que mais títulos conquistou pelo Palmeiras. Em cinco passagens, só não levantou troféu em 2002, quando inclusive deixou a equipe no início da campanha do rebaixamento no Brasileiro.

Pelo Verdão, foi bicampeão paulista e brasileiro com a "máquina" montada com o dinheiro da Parmalat, montou o envolvente ataque dos 100 gols no Estadual de 1996 e voltou a tempo de ganhar mais duas vezes o torneio de São Paulo, em 2008 e 2020. É o terceiro que mais dirigiu o Palmeiras, atrás apenas de Oswaldo Brandão (586) e Felipão (484).

No Flamengo, a história não foi tão bem-sucedida. Na primeira passagem, em 1995, acabou saindo por desentendimentos públicos com o craque do time, Romário. Voltou 15 anos depois para ser campeão carioca invicto, em 2011, no elenco que tinha, entre outros nomes importantes, Ronaldinho Gaúcho. A última passagem foi entre 2014 e 2015, em uma campanha só mediana.

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