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Maradona em 10 atos: relembre momentos marcantes da vida e da carreira de El Dios, que completaria 61 anos

Um dos maiores jogadores da história, Diego Armando Maradona completaria 61 anos neste sábado (30)


Um gênio torpe, mas gênio. Para muitos, como disse o escritor uruguaio Eduardo Galeano, o mais humano dos deuses. Amado e idolatrado por muitos, odiado, mas respeitado, por outros. E o dia 30 de outubro une o mundo do futebol para celebrar o aniversário de Diego Armando Maradona. O craque, que deixou o plano físico em 25 de novembro de 2020, estaria completando 61 anos neste sábado.

Por isso, o ESPN.com.br separou 10 momentos marcantes da carreira de El Dios, um dos jogadores de futebol mais populares de toda a história.

1 - Profecia e primeiros passos

Crescido em Villa Fiorito, periferia da região da metropolitana de Buenos Aires, Maradona era filho de uma dona de casa e de um operário. Logo com 10 anos de idade, já fascinado por futebol. Ao ser entrevistado por um programa de TV, profetizou: "Tenho dois sonhos. O primeiro é jogar uma Copa do Mundo. O segundo é ser campeão".

Mal sabia o pequeno canhoto, aos 15 anos estrearia nos profissionais com a camisa do Argentinos Jrs, que concretizaria os dois feitos no futuro.

2 - Rei de Napoli

Da Argentina, Maradona rumou à Itália. Entre 1984 e 1991, viveu sua melhor fase na carreira. Contratado por 10 milhões de dólares à epoca, em uma compra controversa e jamais explicada, 'El Pibe de Oro' chegava para vestir a camisa do Napoli e colocar o clube em um patamar alto.

Graças ao argentino, capitão e craque do time, a cidade do Sul da Itália, tratada com desrespeito pelos maiores centros do país por ser mais pobre e subdesenvolvida, passou a figurar esportivamente no alto escalão europeu. Pelo Napoli, o camisa 10 conquistou duas vezes o Campeonato Italiano e uma Copa da Uefa, atual Europa League.

3 - Gols históricos em Copa: malandragem e genialidade

Mal sabia o craque que as duas profecias se concretizariam em 1986. Nas quartas de final daquele Mundial, contra a Inglaterra, dois gols históricos.

No primeiro, conhecido como 'La Mano de Dios', o camisa 10 marcou contra os britânicos de mão, em um dos tentos mais polêmicos - e malandros - da história das Copas.

O segundo, na vitória por 2 a 1, o mais bonito - e genial - da história dos Mundiais. Uma arrancada avassaladora que deixou a tropa inglesa para trás.

4 - A conquista

O bicampeonato argentino na Copa do Mundo viria de forma invicta. E nos braços de Maradona, premiado como craque da competição. Ficaram para trás Itália, Bulgária e Coreia do Sul, na fase de grupos, Uruguai, nas oitavas, Inglaterra, nas quartas, Bélgica, na semifinal, e Alemanha, na grande decisão.

Enfim, Maradona havia cumprido a profecia feita com 10 anos de idade.

5 - Copa de 90 eliminando o Brasil

Em mais uma chance de título da Copa do Mundo, Maradona, quatro anos depois de conquistar o mundo no México, tentaria seu bicampeonato.

Na 'bacia das almas', a Argentina se classificaria na primeira fase. O adversário nas oitavas de final? O Brasil. Mais uma vez, apareceu a genialidade do camisa 10.

El Dios, na etapa final, em uma arrancada fulminante, deixou três brasileiros para trás, assistiu Caniggia, que marcou o gol da classificação. Porém, na decisão, a Argentina acabaria derrotada por 3 a 2 pela Alemanha Ocidental.

Anos depois, Fernando Signorini, preparador físico pessoal do jogador, chegou a revelar que Maradona jogou aquela Copa do Mundo com um problema no tornozelo esquerdo, longe de sua condição física ideal.

6 - Doping na Copa

Do tão sonhado bicampeonato na Copa à suspensão e o fim da chance de conquistar a taça. Em 1994, fora de forma, Maradona teria a última possibilidade de levatar o troféu do Mundial, que tivera o prazer em 1986.

Na estreia, o craque, aos 33 anos, marcou um dos gols na vitória por 4 a 0 em cima da Grécia. Já na 2ª rodada, contra a Nigéria, caiu no antidoping pelo uso da substância efedrina, que possui efeito semelhante à cocaína, proibida pela Fifa.

Horas antes da 3ª partida da fase de grupos, contra a Bulgária, foi suspenso e nunca mais atuou em uma partida de Copa do Mundo.

7 - Problemas com drogas pós-aposentadoria

Maradona pendurou as chuteiras em 1997, vestindo a camisa do Boca Juniors, clube do coração. Mas, os problemas com drogas, que o craque revelou ter começado a usar ainda quando defendida o Barcelona, com 23 anos, o perseguia.

Em 2000, o primeiro grande susto. Uma overdose durante uma viagem ao Uruguai deixou El Dios em coma por volta de 40 minutos, como revelou o médico do hospital em que o argentino ficou internado na época.

Em 2007, após ter sido duas vezes interando por drogas e ter ido a Cuba para reabilitação, Maradona passaria por uma nova internação. Dessa vez, devido ao uso excessivo de álcool.

8 - O retorno à Copa do Mundo

Do uniforme de jogador ao terno de técnico. Em 2010, Maradona voltou a disputar uma Copa do Mundo. Dessa vez, como treinador. Sob o comando da Argentina, avançou na fase de grupos com três vitórias e bateu o México nas oitavas de final por 3 a 1.

Nas quartas, no entanto, uma derrota acachapante por 4 a 0 para a Alemanha. O técnico que mais atraía olhares e holofotes no banco de reservas seria demitido do cargo após o torneio.

9 - O último ato

Em 2019, após passagens por clubes do México e dos Emirados Árabes, além de problemas familiares extracampo, Maradona voltaria à Argentina para o que seria o último ato no futebol.

Sob o comando do Gimnasia y Esgrima de La Plata, o craque desencadeava verdadeiras procissões por onde passava. De norte a sul do país, era reverenciado por todas as torcidas.

Contra o Newell's Old Boys, uma das cenas mais marcantes. O clube de Rosário providenciou um verdadeiro trono para ser colocado no Coloso del Parque e acomodar o gênio no banco de reservas.

Um adeus que comoveu o mundo e parou a Argentina

No dia 25 de novembro de 2020, Diego Armando Maradona se despedia. Depois de uma luta para se recuperar de uma cirurgia para drenar uma hemorragia no cérebro, o craque sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua residência, em Tigre, região metropolitana de Buenos Aires, e não resistiu.

Uma catarse nacional foi iniciada em Buenos Aires e se espalhou pelo mundo, com milhares de homenagens sendo feitas para El Dios.