Após a conquista do Mundial de Clubes da Fifa, o atacante Robert Lewandowski, do Bayern de Munique, foi eleito o melhor jogador da competição.
Ele ficou à frente do atacante Gignac, do vice-campeão Tigres, e do meio-campista Kimmich, também da equipe alemã.
Antes de receber o prêmio, porém, Lewa sofreu com as "cobranças" do goleiro Nahuel Guzmán, do clube mexicano, durante a cerimônia de premiação.
Em cena flagrada pelas câmeras de TV, Guzman questionou o polonês se a bola havia batido em seu braço antes do gol de Pavard, que deu o título ao Bayern.
Lewandowski, então, se faz de desentendido e nega que isso tenha ocorrido, apesar das imagens mostrarem claramente que houve mão no lance, ainda que não intencional.
Pelas regras atuais do futebol, o tento deveria ter sido anulado, mesmo com a mão tendo sido acidental.
"A mão acidental gerou uma oportunidade imediata de gol, que ocorreu em seguida. O gol deveria ter sido anulado pelo VAR. O VAR checou o impedimento, mas não percebeu a mão", explicou Renata Ruel, analista de arbitragem da ESPN Brasil.
"Será marcada mão acidental de um ataque ou de um companheiro se for criada, imediatamente, uma oportunidade de gol ou marcado um gol", completa o livro de regras da Fifa sobre o lance de mão na bola no momento ofensivo.
No 1º tempo, aliás, o Bayern teve gol anulado em um impedimento interpretativo, que foi analisado pelo árbitro uruguaio Esteban Ostojich no VAR.
No lance em questão, Kimmich marcou após chutar de fora da área. No entanto, o goleiro Guzmán reclamou que Lewandowski, que estava de fato impedido, atrapalhou sua visão, apesar de não tocar na bola.
Ostojich concordou com a reclamação do goleiro e cancelou o gol.
Mas acabou não fazendo falta, e o gigante de Munique conquistou mais um título do Mundial ao apito final no Catar.
