O Barcelona tenta desesperadamente renegociar sua dívida em meio a temores no clube de que poderia deixar de pagar as parcelas das compras de Philippe Coutinho e Frenkie de Jong. O clube deve cerca de 126,2 milhões de euros (R$ 839 milhões), que deverão ser pagos antes de 30 de junho, incluindo 30 milhões de euros (R$ 199 milhões) pelo brasileiro e 16 milhões de euros (R$ 106 milhões) pelo holandês.
Os pagamentos devem ser feitos a uma instituição financeira, pois Liverpool e Ajax venderam a dívida. É um procedimento padrão para taxas de transferência a serem pagas ao longo de vários anos, mas a falta de liquidez do clube significa que eles terão dificuldades para fazer os pagamentos se o novo presidente não encontrar uma solução.
Depois de 30 de junho, o Barça ainda deve mais 196,7 milhões de euros (R$ 1,3 bilhão) para o pagamento jogadores, enquanto sua dívida bruta, que inclui dinheiro devido a bancos, aumentou para quase 1,2 bilhão de euros (R$ 7,99 bilhões). O Barça disse que sua dívida líquida é de 488 milhões de euros (R$ 3,2 bilhões).
O problema de fluxo de caixa do clube se estende aos jogadores. Uma fonte próxima ao time principal confirmou à ESPN que eles não receberam seus salários integrais no mês passado e que ficariam "surpresos" se o valor que faltava fosse compensado em breve.
"A pressão financeira para vencer o Paris Saint-Germain e progredir na Liga dos Campeões será enorme", disse a fonte.
O conselho interino, comandado pelo presidente em exercício Carles Tusquets, está procurando soluções com os bancos, mas o problema é que eles não têm autoridade para tomar grandes decisões.
O Barça está sem presidente desde o final de outubro e ficará sem presidente até 7 de março, quando será eleito Joan Laporta, Victor Font ou Toni Freixa. Quem for escolhido terá pouco mais de três meses para tentar reorganizar a dívida antes do encerramento das contas do clube em 30 de junho.
A ESPN apurou que os candidatos à presidência não descartaram a necessidade de vender alguns dos ativos do clube para ajudar a compensar a dívida, embora estejam esperançosos de não ter que aceitar ofertas para seus melhores jogadores.
