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Diego Souza analisa em detalhes gol perdido contra Cássio e diz o que faria diferente: 'Se fizesse, seria gol'

23 de maio de 2012, Pacaembu, duelo de volta das quartas de final da Copa Libertadores, 18 minutos do segundo tempo, 0 a 0 no placar. Alessandro perde a bola na intermediária do campo de ataque, mas o Corinthians está completamente desarrumado. Diego Souza fica com ela e tem o campo inteiro aberto. Entre ele e as redes, só há um homem: Cássio. São 29 passos, 7 segundos entre a roubada e a finalização. Parecia gol certo. Mas o chute quase da entrada da área encontra uma parede pela frente: o goleiro se estica todo, pratica um milagre e manda para escanteio.

O Corinthians venceria o Vasco por 1 a 0 naquele dia e conquistaria a Libertadores. E o lance imediatamente entraria para a história do futebol brasileiro.

Mas, afinal, o que passou na cabeça de Diego Souza? O centroavante não costuma falar muito sobre esse momento, mas, quase nove anos depois, abriu o jogo no Resenha ESPN. Em programa que vai ao ar às 22h (de Brasília) desta sexta-feira na ESPN Brasil e no ESPN App, Diego analisou em detalhes o que aconteceu, ouviu as opiniões de craques consagrados como Amoroso e Djalminha e revelou o que faria diferente se aquele lance acontecesse de novo.

“Só deixaria a bola correr mais um pouquinho. Se eu chuto um pouquinho mais de perto, faria o gol, o Cássio não chegaria na bola”, disse Diego Souza.

Amoroso foi o primeiro a dizer o que faria na mesma situação: driblaria o goleiro e entraria com bola e tudo. Depois, foi a vez de Djalminha falar que tentaria uma cavadinha por cima de Cássio, pela distância em que o chute foi dado.

Mas Diego Souza explicou mais sobre a decisão que tomou.

“Eu ganho a jogada no meu campo, carrego a bola uns 70 metros e ele já está parado me esperando na marca do pênalti, de uma maneira em que ele se sentiu confortável. Eu levo a bola e penso que vou tirar dele e fazer o gol. Se ela entra na área, um meio metro a mais, ele não teria essa reação para chegar na bola, que foi bem batida. Mas são coisas que acontecem no futebol, esse foi o gol dele na competição”, disse.

“Eu dou um tapa na bola e já saio para comemorar porque, por mais que ele encoste, era impossível ele espalmar. Eu estava consciente do que eu estava fazendo. Mas eu tiro muito, se de repente eu tiro um pouco menos, ele não teria força de tirar a bola do gol. Mas foi totalmente mérito dele e a capacidade técnica de chegar na bola”, seguiu.

“Eu me culpo por ter perdido aquele gol, não se pode perder um gol daquele em um jogo tão grande. Mas do outro lado tem grandes profissionais e foi o dia dele. Eu durmo tranquilo até hoje porque eu estava totalmente confortável (com o que estava fazendo), mas ele teve a felicidade de pegar”, completou.

A defesa de Cássio manteve o Corinthians muito vivo no jogo – o duelo de ida havia terminado 0 a 0, e o gol de Diego Souza obrigaria o time paulista a fazer dois para não ser eliminado. Aos 42 minutos do segundo tempo, Paulinho marcou de cabeça o gol da classificação heroica.

O Corinthians ainda passou pelo Santos na semifinal e acabou campeão invicto da Libertadores ao vencer o Boca Juniors na final.