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Em um ano de Botafogo, Honda já está perto de igualar número de técnicos que teve no Milan e na seleção do Japão

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Dispensado, Ramón Díaz manda mensagem à torcida do Botafogo: 'As coisas não saíram como queríamos' (0:47)

Vinte e dois dias após ter anunciado a contratação de Ramón Díaz como novo técnico do time, o Botafogo divulgou a dispensa do argentino nesta sexta-feira (0:47)

A experiência de Keisuke Honda no futebol brasileiro já tem algo para ele colocar na lista de fatos inusitados. Em menos de um ano de Botafogo, ele está próximo de igualar o número de técnicos em dez anos pela seleção do Japão e em três temporadas e meia do Milan.

Nesta sexta-feira (27), o Botafogo dispensou Ramón Díaz, 22 dias após o argentino ter sido apresentado, sem paciência para esperar até 7 de dezembro, quando o treinador, que está internado, terá alta hospitalar. A equipe está na zona de rebaixamento e não quer arriscar.

Tanto quejá noticiou que Eduardo Barroca assume o posto, sendo o quinto profissional diferente a comandar o time em 2020.

Honda não teve contato direto com Díaz, afastado por causa de uma cirurgia, mas sim com os auxiliares dele: Emiliano Díaz, Osmar Ferreyra, Jorge Pidal, Damián Paz e Juan Nicolás Rommannazi. Eles também foram dispensados nesta sexta-feira.

Antes, o meio-campista japonês trabalhou com Alberto Valentim (40 dias juntos), Paulo Autuori (232 dias) e Bruno Lazaroni (27 dias), este o último antes da vinda de Díaz.

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A troca de técnicos é pouco comum na Ásia e na Europa, mas no Brasil sempre foi algo corriqueiro. Mas ter cinco técnicos em uma mesma temporada é surpreendente até para os padrões nacionais.

Durante a passagem pelo Milan, entre janeiro de 2014 e maio de 2017, Honda trabalhou com sete técnicos, considerando na soma dois interinos, Mauro Tassoti (três dias e apenas um jogo) e Cristian Brocchi (abril e maio de 2016), e Clarence Seedorf (de janeiro até maio de 2014).

Na seleção japonesa, de 2008 até 2018, Honda teve seis técnicos, considerando na soma o trabalho de Hiromi Hara após a Copa do Mundo de 2010.

Mesmo no Nagoya Grampus, o primeiro clube profissional da carreira, no qual teve uma passagem de quatro temporadas, Honda trabalhou com menos treinadores. Foram quatro.

Apenas no Vitesse, da Holanda, ele teve a experiência de ver trocas tão rápidas. Em dois meses, foi treinado por dois profissionais diferentes. Mas porque Leonid Slutsky aceitou proposta para defender o Rubin Kazan e, assim, o clube promoveu Joseph Oosting da base.

A experiência no Brasil tem outras marcas para preocupar Honda. Os dirigentes forçaram o retorno do futebol ainda durante os altos índices da pandemia do novo coronavírus. E o Botafogo, que chegou a pensar grande, luta desesperadamente contra o rebaixamento no Brasileirão.

Os técnicos de Honda

Nagoya Grampus (2004-2008)
Nelsinho Baptista
Hitoshi Nakata
Dwight Lodeweges
Sef Vergoossen

VVV-Venlo (2008-2010)
Jan van Dijk
André Wetzel

CSKA Moscou (2010-2014)
Leonid Slutski

Milan (2014-2017)
Massimiliano Allegri
Mauro Tassoti
Clarence Seedorf
Filippo Inzaghi
Sinisa Mihajlovic
Cristian Bocchi
Vincenzo Montella

Pachuca (2017/18)
Diego Alonso

Melbourne Victory (2018/19)
Kevin Muscat

Vitesse (novembro e dezembro de 2019)
Leonid Slutsky
Joseph Oosting

Botafogo (2020)
Alberto Valentim (40 dias)
Paulo Autuori (232 dias)
Bruno Lazaroni (27 dias)
Ramón Díaz (22 dias)
Eduardo Barroca (ainda será apresentado)