Durou exatamente uma hora e quatro minutos a apresentação de Abel Ferreira, 41, como novo técnico do Palmeiras, na tarde desta quarta-feira, na Academia de Futebol. O português respondeu 22 perguntas e fez questão de reforçar a ideia de que não veio passear. Afirmou que vai vencer no Brasil e dar ao torcedor palmeirense o que ele mais almeja: boas vitórias e bom futebol.
“Eu gosto de seguir meus instintos, me desafiar. Não foi pelo que os outros disseram ou mostraram, [vim] foi por convicção que tenho que com o Palmeiras vou acrescentar títulos na minha carreira. Só estando com os melhores isso é possível”, disse numa das primeiras respostas.
Foi esse o tom da entrevista, que surpreendeu por apresentar um Abel Ferreira muito antenado no futebol brasileiro, conhecedor dos técnicos, dos trabalhos e da história do próprio Palmeiras.
O português citou a Academia de Futebol como a equipe que melhor encarnou o DNA alviverde. E prometeu que tentará devolver essa identidade ao torcedor durante sua estadia.
O treinador também exaltou o atual elenco, demonstrando muito conhecimento sobre os jogadores com quem vai trabalhar. Citou aqueles que foram promovidos da base, prometeu olhar para outros e dar oportunidades e deixou claro que conta com os veteranos. Até elogiou dois deles.
“Vi um ‘menino’ chamado Felipe Melo ter 10 km no jogo com intensidade [contra o Atlético-MG, na última segunda-feira]. Isso me agrada. Vi o Luiz Adriano recuperar bolas na nossa área. Por isso ganhamos o jogo, com os mais novos e mais velhos. O time está bem. Não há como mudar, não tem tempo. Vamos ver a confiança dos jogadores, a forma como vamos jogar, mas o que está bem é pra continuar”, prometeu, assegurando que não quer esperar para estrear.
Tudo indica que ele já estará no banco para comandar o time contra o Red Bull Bragantino nesta quinta-feira (5), no Allianz Parque, em partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. O clube ainda não confirmou.
“Fiz meu trabalho de casa, como o clube fez ao apostar em mim. Verde e branco é algo que me persegue como jogador e treinador. Foi a minha vontade de crescer melhor e me juntar aos melhores que me fez aceitar o convite do Palmeiras”, disse o português.
Abel tem contrato com o Palmeiras até 31 de dezembro de 2022, com uma cláusula de renovação automática por mais um ano e uma multa rescisória de € 1,5 milhão (R$ 10 milhões).
Veja abaixo os principais trechos da entrevista:
Primeiras impressões do Palmeiras
Acima de tudo a organização e a grandeza do clube. Foi o que mais me impressionou. Fiz a lição de casa. Uma coisa é o que dizem. Outra é o que você vê. Sua organização, grandeza, plano de presente e futuro. A forma global como veem o futebol. Agradou-me ter plano, organização, saber tudo o que querem e quando é assim é mais fácil estar perto de atingir vitórias e títulos.
Carreira no Brasil
Sou um homem de convicções. Eu gosto de seguir meus instintos, me desafiar. Não foi pelo que os outros disseram ou mostraram, foi por convicção que tenho que com o Palmeiras vou acrescentar títulos na minha carreira. Só estando com os melhores isso é possível. Minha vontade de representar um grande clube. Fiz meu trabalho de casa, como o clube fez ao apostar em mim. Verde e branco é algo que me persegue como jogador e treinador. Foi a minha vontade de crescer melhor e me juntar aos melhores que me fez aceitar o convite do Palmeiras.
Vai morar no CT
Tem condições de morar aqui no CT. Atravessei o Atlântico não foi para férias ou passear. Foi pra trabalhar, ganhar, ajudar a estrutura e os jogadores a crescer. É minha missão. Minha estadia nos próximos meses será aqui dentro. Não nos falta nada, o clube oferece todas as condições para o trabalho na plenitude. Temos que criar nossa pressão dentro, pra aguentar a pressão de fora. Quem está em um clube como o Palmeiras só pode pensar em vencer, não há outra forma.
Conversa com Jesualdo Ferreira
A minha referência no futebol é o conhecimento. São os livros, as pessoas, os treinadores, os brasileiros. Todos aqueles que apanhei no passado, pois sou fruto das minhas experiencias Todos eles, os bons, os maus, os muito bons, os fracos, aprendi com todos. É nos grandes momentos de turbulência que se adquiri as maiores aprendizagens. Falei com treinadores portugueses, mas falei também com brasileiros.
Condições em que encontra o time
Quem é que não gosta de receber uma equipe com vitórias, com vontade de ganhar, com energia, agressividade. Quem não gosta? Eu já tinha falado com os jogadores. A direção queria que eu fizesse um vídeo para falar com os jogadores. Isso não faço. Vou falar com eles. Eu dependo deles. É com eles que vamos ganhar. Peço desculpas a direção se não aceitei, se não fiz o vídeo. Primeiro nossos jogadores. Andrey falou muito bem, time teve comportamento espetacular. Ele conhece muito bem os jogadores e o clube, foi quem mais informações me passou, tem ideias europeias, a forma como gosta de organizar o time. É um aliado seguramente. Tivemos o dia todo ontem reunido pra trocar impressões e falar. Penso como os jogadores. A escola que eles andam eu já andei. Ninguém está acima da grandeza do clube, Trabalhamos todo pelo mesmo. Todos aqui tem a missão de dar o melhor de si, para domingo darmos alegria aos nossos torcedores.
Trabalho longo prazo
Eu não vivo uma coisa que me guia. Algum dia vai acontecer isso. Ainda não fui despedido, mas um dia vou ser.É coisa natural, faz parte do processo. No futebol é ou mata ou morre. Vivemos na selva. Mas podemos viver com princípios. Mas a regra é clara: ganha ou ganha. Agora gostei muito. Presidente me fez perguntas e eu fiz a ele. Ele estudou a mim, e eu estudei o clube. Estudei o clube e as minhas ambições de agora e do futuro se encaixam muito. O clube trabalha muto com a base, mas não podemos esquecer dos mais experientes, que ajudam os jovens a crescer. Há um plano muito bem definido por quem trabalha direto na base, mas não podemos esquecer os mais velhos, que podem ajudar os mais jovens a crescer. Assim é possivel ter presente e futuro. Não quero saber disso de tempo. Vivo minha vida com muita intensidade, não penso a longo prazo. Quero pensar no agora. Vou defender o verde e branco até a morte. É o resultado que nos guia. É loucura ter dois meses com 18 jogos, mas ok, vamos encarar com seriedade, disciplina, comunicação. O que mais gostei de ouvir ´que o presidente sabe o que quer para o presente e futuro para o clube, isso que mais me agradou. Tive vontade de representar este clube, vou dar o melhor de mim de coração e alma para representar este clube.
Qual é o projeto?
Deixa eu dizer uma coisa clara para todos: projeto tem de ganhar. Tem de perceber o contexto que chega. A mente aberta que eu tenho de ter para me adaptar rapidamente ao que é o clube e a cidade. E uma coisa é verdade. A capacidade que as pessoas têm de ter para se adaptar. Não há tempo de treinar. O projeto: o clube fez uma grande reforma naquilo que é sua equipe, temos jogadores de forma constante vindo da base, temos o Renan e o Gabriel Silva treinando conosco, mas o time tem jogadores da base que já treinam conosco, como o Veron, tem o Wesley em seu primeiro ano, o Danilo, o Patrick, o goleiro Vinicius, o Gabriel Menino, que estão a jogar pela primeira vez o Brasileirão. Vi um menino chamado Felipe Melo ter 10 km no jogo com intensidade. Isso agrada. Ver o Luiz Adriano recuperar bolas na nossa área. Por isso ganhamos o jogo, dos mais novos e mais velhos. O time está bem. Não há como mudar, não tem tempo. Vamos ver a confiança dos jogadores, a forma como vamos jogar, mas o que está bem é pra continuar. Disse a eles que mostraram no jogo uma fotografia que foi além da vitória. Mostraram qualidade, organização, espírito de equipe, competitividade, a forma como celebravam os gols, o Luan celebrava muito quando fazia um corte. Gosto que meus times joguem com a bola, mas não é só isso. E o Palmeiras foi muito inteligente ao aproveitar todos. Fez tudo como um time. Quando todos querem muito uma coisa, ela acontece.
Qualidade do jogo: bonito ou feio?
Não, temos de recuperar nossa identidade. O Palmeiras é conhecido pela Academia, que foi por uma forma e um estilo de jogar, não pela quantidade de títulos que ganhou. Agora não me peçam pra ver, sem treinar, ver a equipe jogar como jogavam as minhas equipes. Não me peçam isso, pois não há tempo. Sei que temos que ganhar. Os jogadores são inteligentes, sabem o que devem fazer em campo, tem uma base dentro deles. Eles têm um mapa do futebol dentro deles. O que vamos fazer agora é ajudá-los, que cada um deles tenha a capacidade de ser melhor que si mesmo a cada dia. Se fizermos isso como no último jogo, teremos muitas alegrias.
Segredo da escola portuguesa
Partilha do conhecimento. O que quero dizer? Posso lhes dizer que tive Guto Ferreira comigo no Braga, Thiago Largi. Como eu também tive. Nós partilhamos ideias, conceitos, formas de atacar, formas de defender. Por isso não gosto de comparar com ninguém. Cada um gera seu próprio conhecimento, sua própria ideia de jogo. E eu começo a partir de uma perspectiva global. Como valorizo jogadores, clube, ideia de jogo... Foi a partir daí que fiz meu conhecimento, nossa ideia de jogo. Mas tenho projeto e tempo nos clubes para cimentar e crescer, como outros que conseguem aguentar a pressão dos adeptos, pois conhecem as pessoas que estão no projeto. É isso, valorizar o clube, os jogadores, o futebol. Temos a responsabilidade de dar o melhor em campo para quem assiste, nossa família Palmeiras gostar do que vê. Foi dentro disso que estamos cimentando a ideia de jogo.
Início na carreira com Sá Pinto [técnico do Vasco]
É verdade, quando olhamos nossa linha de vida há sempre pessoas que nós marcam, seja pelo positivo ou lado negativo. Eu deixei de jogar futebol com 29 anos para 30 por causa de uma lesão no joelho. Mas com 23 anos já tinha o segundo nível de treinador. Sá Pinto me convidou para ser assistente dele. Foi quem me deu a oportunidade de ser auxiliar no sub-19 Sporting.
Base
Tenho um elemento na comissão técnica que já fazia isso [observar a base]. Estava comigo no PAOK. Ele está responsável por tudo que se passa na base, ver a formação, falar com o coordenador, sempre que tiver oportunidade colocar com o profissional. Futebol é oportunidade. Jovens precisam ter essa oportunidade. Há um departamento de futebol organizado, com scouting organizado, é normal que os jovens queiram vir pelo fato do Palmeiras usar muito. Mas eles só estão fazendo o que fazer, pois tem os jogadores experientes que os ajudam. Se o Gabriel Menino está na condição que está, é porque escalar o Rocha e o Mayke os ajudam.Assim é com os outros também. Gosto dessa mistura
Libertadores
Todas as competições são importantes, Palmeiras compete em todas para ganhar. Mas vai ter que ter comunicação com o núcleo de saúde e performance. Ainda tenho que ver se fi nós que fizemos o calendário, se foi assim porque tinha quer ser, pois ele é maluco. Vamos ver com a logística como recuperar e as exigências também. Me reuni com o núcleo de saúde, foi urgente. Estamos em todas as competições e já ganhamos uma. Mas vamos ter que falar muito sobre logístíca, gerir tudo. Temos as seleções. Viña tem 17 jogos seguidos e vai pra seleção, tem Gomez e Weverton para sair. Vim para ensinar e aprender. Não sei tudo.
Gramado sintético
É muito difícil arrumar desculpa do gramado quando perdemos ou colocar como bom quando ganhamos. A desculpa não nos ajuda a evoluir. Acredito no que vi no último jogo. Se o time estiver junto, com agressividade, compromisso coletivo, com o desejo de vencer nos olhos, tanto faz se é gramado, pelado, sintético... O futebol é isso, os sócios querem que jogue para vencer seja onde for.
Questão de ego
Importante você ter falado de ego. Você falou algo que preciso falar e fica um conselho aqui para mim e meus jogadores. Temos de ser muito equilibrados em todos os momentos. Vou perder, ganhar, vão dizer que sou o melhor e o pior. Mas o que não pode mudar nunca é deixar de acreditar no que estamos fazemos. Tenho uma regra de 24 horas. São 24 horas para chorar uma derrota e celebrar uma vitória. Ser despedido ou vendido são regras do jogo. Tenho tanto para me preocupar e decisões a tomar, que não posso gastar energia com o que não controlo. Todas as minhas decisões, só tem uma intenção: que o Palmeiras ganhe. E vão me criticar por tirar esse ou aquele, é assim em todo lugar. Mas todas as minhas decisões são no que é melhor pro clube. Não vou mudar isso. Me pergunto muitas vezes: o que me trouxe até aqui? Nas dificuldades, nas vitórias... Não gosto da palavra ego, não gosto da palavra eu. Gosto de nós. Sei muito bem o que quero, o clube também.
Preparo físico, calendário
A torcida tem de ter paciência com isso. É difícil para nós e para todos. É normal ter lesões, intensidade mais baixa nos jogos. Chega a ser desumano, mas vamos apelar a outras capacidades como sacrifício, estar cansado e ter que correr, ter estar cansado e ter que ganhar. O clube já tem isso. Peguei o livro da história do clube e é pesado. temos de ter uma intenção das nossas decisões para tornar o time competitivo e jogar para ganhar. O termo propositivo não significa que vamos ter a bola o tempo todo. Temos de perceber os momentos do jogo. Se tiver de juntar tropas e defender, vamos fazer. Quando puder propor, faremos.
Falta de torcida nos jogos
Eu não sei explicar isso. Faço isso de forma natural, o que estou sentindo. Tivemos momentos bons, que me aplaudiram, outros que me xingaram, e o torcedor tem todo direito de xingar quando joga mal e aplaudir quando joga bem. Temos de saber lidar com isso. Mas temos que ter certeza absoluta que vamos suar a camisola do primeiro ao último minuto. Vamos tentar somar isso ao DNA do clube, tem rica história, é o maior campeão brasileiro. Não sou eu que digo, são técnicos vencedores: é preciso tempo. Mas sei que é preciso ganhar. Ou ganha ou ganha. Não há outra forma.
Características do futebol brasileiro
Faz parte do jogo. Há clubes que têm mais paciência com a pressão de seus adeptos. Outros têm menos paciência. Há quem aguente mais a pressão da torcida, outros menos. Eu sei que eu dependo dos resultados e dos meus jogadores, da forma de jogar, da metodologia. Vou ser repetitivo, mas vou gastar a energia nisso. Precisamos da imprensa, dos fãs, dos corneteiros, dos jornais, dos programas de TV. Eu entendo isso. Isso é um mundo, sei como é o futebol, como funciona e o que tenho que fazer, sei qual é o meu papel. Mas foco no que eu controlo. O que não controlo eu deixo para os outros. O futebol me apaixona. Vocês têm a responsabilidade de promover o futebol. É o esporte que todo mundo vê, que pode unir. Até a minha mulher me xinga e me cobra quando mudo um jogador e não outro. Ela me xinga quando eu chego em casa. Tudo que faço, todas as minhas decisões, são pro melhor do clube. O resto é lei do mercado e não sou eu que vou mudar as regras
Estilo de jogo e o que herda de Andrey Lopes
Nas entrelinhas, gosto muito de fazer esse jogo, vocês percebem onde quero chegar. Tenho que ser humilde para saber que estou chegando em um clube que quer ganhar, que está a ter bons resultados. Eu não vou mudar em dois dias, sem tempo para treinar. Minha função é saber que tem coisas pra fazer sem tempo. Minha função passa por tomar as melhores decisões. Não por ego, não pelo que é melhor para mim. Minha decisão será sempre com o que é melhor para o clube a cada momento
Mudança de pais e meio à pandemia
Gosto de desafio, de ir por aí, me desafiar. O projeto e o clube estão extraordinários, a vontade de vir foi muito grande. Foi pela minha vontade de vir trabalhar aqui que deixei o PAOK, para representar este clube. Sobre a pandemia, quando pararmos para pensar como homens e não como profissionais de futebol sobre isso, a vida nos dá um sinal de que temos que parar um bocadinho e desfrutar das coisas simples da vida. O mundo mudou radicalmente. Quase éramos livres para fazer tudo que queríamos, sem constrangimento algum, e agora estamos privados pela saúde de todos, para cuidarmos uns dos outros. Todos temos essa responsabilidade de ajudar uns aos outros. A pandemia obrigou questões de logística no nosso trabalho, tivemos de nos adaptar a isso.
Técnicos estrangeiros no Brasil
Vou falar minha opinião, é minha e não é contra ninguém. Nos anos 80 ou 90, quando comecei a jogar, tinha muito técnico brasileiro em Portugal. E aprendemos muito com eles. Eu estava jogando na segunda divisão e foi o Paulo Autuori que me tirou da segunda divisão e me deu a chance de estrear na primeira divisão. E duas semanas antes de estrear contra o Porto, ele me disse: ‘Menino, se prepara que vou te colocar contra o Porto’. Isso duas semanas antes e eu nem dormi nessas duas semanas. Tenho essa ótima relação com ele. Na minha linha de vida ele está lá. Outro que está na minha linha… Eu tinha um sonho de representar Portugal. Felipe Scolari me chamou para fazer 15 dias de trabalho, antes do Europeu de 2004. Naquele momento a gente tinha muitos laterais direitos. Foi ele que me chamou quando eu estava no Sporting, teve uma conversa espetacular. Me disse que estrearia se nos classificássemos antes, mas isso não aconteceu e ficou para o último jogo. Tenho ótima relação tenho com ele. Futebol e a vida são assim. Mais novos querem o lugar dos mais velhos, os mais velhos têm que andar para se manter. A vida é competição em todos os detalhes. Temos que trabalhar para estarmos prontos quando a oportunidade aparecer. Tem espaço para todos nos futebol, sobretudo pela competência. É como um restaurante em que teu vizinho quer fazer um bife melhor que o teu. Tive o Guto Ferreira fazendo estágio comigo, o Thiago Larghi também. O português tem muito isso da partilha.
Contratações
Ótima pergunta. O primeiro que temos que fazer é olhar pra dentro do clube e saber se tem alguém aqui que pode ocupar essa exigência. Não precisamos buscar jovens, pois aqui temos. Se não acontecer, vamos atrás. Mas fiz meu diagnóstico. Não é preciso mexer muito, temos bons jogadores. Temos jovens. Já entreguei esse diagnóstico ao nosso diretor. E será sempre nessa linha: procurar dentro do clube, se não tiver procuramos fora. Não tem que mexer muito, estamos bem, temos uma base muito boa. Mas temos o Viña com 17 jogos seguidos. Ele é top. Vamos perder alguns para seleções. Vamos ter que procurar soluções. Estamos em todas as competições por méritos de quem trabalhou antes de mim. Todas nossas decisões serão para melhorar o Palmeiras e o nosso plantel.
Tem elenco do Palmeiras para jogar bonito?
Eu não comento opinião de outros treinadores. Cada um tem a sua. Eu tenho a minha. Temos um time competitivo, com gente experiente que quer ganhar, com jovens que querem aparecer, ir para Europa, mas para isso precisam correr muito e da ajuda dos mais velhos. Vi o Felipe a correr, o Luiz Adriano a correr e os mais jovens têm de fazer isso. Isso faz a diferença. Não há outra forma de vencer. Ninguém me garante que se tiver os melhores jogadores vamos ganhar. Mas se tivermos a melhor equipe, temos mais chance de ganhar. Nem os treinadores com os melhores jogadores garantem que vão ganhar. Mas quem tem o melhor time tem mais chance de ganhar. Não prometo resultado ou títulos. Prometo trabalho e que o Palmeiras no primeiro ao último minuto fará tudo para ganhar.
