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Jesus revela 'ideias' que o fizeram deixar o Flamengo e responde se eleição o faria sair do Benfica

Eliminado da Champions League, Jorge Jesus prepara o Benfica para encarar o Standard Liège, da Bélgica, na Europa League. Antes da partida desta quinta-feira, o treinador reforçou que foram as competições europeias que o fizeram deixar o Flamengo.

“O Benfica impõe sempre respeito, tem história, em Portugal e a nível internacional. Ao longo destes anos perdeu referência e identidade que vinha mantendo de ter chegado a algumas finais, comigo e outros treinadores. Anda à procura de um caminho para chegar a uma final dessas competições e poder vencer, esse é um dos projetos e foi com uma dessas ideias que me conseguiu tirar do Brasil”, disse ele, entrevista coletiva.

“Mas isso não se faz em dois ou três meses, é com continuidade, com jogadores que contratou com qualidade grande, jogadores jovens, todos os jovens são jogadores de seleção já, o Everton, o Luca (Waldschmidt), o Darwin (Nuñez) vai ser. Isso vai fazer com que este Benfica ano a ano vá ficar mais forte”, completou.

Nesta quarta, o Benfica também vive um dia importante fora de campo, com as eleições no clube. E Jesus respondeu se, em caso de Luís Felipe Vieira, que o contratou, não seguir presidente, haveria alguma possibilidade de antecipar sua saída da Luz.

“Eu não admito sair, os sócios é que vão decidir. Quando regressei, o fiz com a consciência de unir a família benfiquista e neste dia votei no Seixal e percebi que fui acompanhado em massa. Não quero falar mais, porque ainda há muita gente para votar, não quero ter influência em nada. O presidente do Benfica sabe o meu pensamento.”

O Flamengo também foi lembrado em outro momento da entrevista, quando Jesus falou sobre voltar a ter público nos estádios. O jogo da Europa League terá liberação de parte da torcida.

“Todos queremos poder ter torcida, mas vale mais poucos que nenhuns, uma das grandes motivações é poder jogar para os torcedores e quando não temos não é a mesma coisa. Por muito que se esteja focado, concentrado, a adrenalina, ansiedade quebra. É uma satisfação poder ter 5 mil, é um bom princípio, num estádio com capacidade para 65 mil pessoas não vai interferir com o que é a defesa da saúde das pessoas, estádios têm soluções para dividir as pessoas, não tem só uma entrada. Com organização bem feita não põe nada em risco, é o que todos queremos. Estou extremamente feliz”.

“Tenho esta experiência: estive no Flamengo, clube com maior torcida do mundo e agora o Benfica, com a maior torcida em Portugal. Essas equipes saem mais prejudicadas do que as que não têm esse poder, tem influência negativa e é um fator psicológico grande nas equipes que jogam nesses grandes estádios sem torcida”, seguiu.