Após ter que escolher se defenderia Espanha ou Mali, o meia-atacante Adama Traoré, do Wolverhampton, fez sua estreia por La Roja na última quarta-feira, em amistoso contra Portugal.
Em entrevista ao jornal As, o atleta, que nasceu na grande Barcelona, mas tem pais malineses, explicou por que escolheu defender a seleção europeia.
"A convocação do Mali foi pelas minhas origens africanas, e agradeço muito por terem se lembrado de mim. Mas eu me sinto espanhol, porque nasci em Hospitalet e sempre joguei com as seleções de base da Espanha", lembrou.
"Não posso negar minha procedência africana, mas me sinto espanhol e estou orgulhoso de ter feito minha estreia e colocado meu grãozinho de areia com a seleção principal depois de ter jogado pelas categorias inferiores", acrescentou.
Na conversa, Traoré também falou sobre seu corpo incrivelmente musculoso, que impressiona mais e mais a cada semana, e garantiu que não faz exercícios específicos para ficar "bombado".
"Quem comanda meu trabalho de academia é um personal que trabalha comigo. Mas não faço levantamento de peso. Minha genética é assim mesmo, e isso faz com que minha musculatura cresca muito rápido", salientou.
"Eu faço outros exercícios. Cada pessoa tem que se adaptar ao que funciona melhor para ela. Eu faço bastante 'core' [um tipo de treino para a área do torso, entre as articulações esféricas dos ombros e do quadril], abdominais, entre outros... O segredo é conhecer seu corpo e adaptar os treinos às suas condições físicas", explicou.
Adama ainda recordou uma tendinite no joelho que quase o impediu de seguir carreira no futebol.
"Eu ganhei musculatura com treinamento, descanso e alimentação. É um equilíbrio de todo. Minha mudança física, minha evolução, também foram por necessidade. Com 15 anos, eu tive problemas nos joelhos, com uma tendinite que não me deixava fazer meu jogo e nem explorar minha velocidade", relatou.
"Eu também sofria com uma pubalgia que sempre incomodava. Foi aí que comeceu a fazer fortalecimento na academia. Eu era de explosão, e, por isso, precisava fazer um trabalho mais específico para evitar lesões", afirmou.
"Minha rotina de treinos começa com um aquecimetno para preparar a musculatura antes de um trabalho mais intenso. Faço exercícios não só para potencializar, mas também para evitar lesões, que é o que os esportistas mais temem", observou.
A alimentação também é essencial, segundo o destaque do Wolverhampton.
"Eu considero a alimentação como uma parte muito importante do treinamento. A água, apesar de eu não beber muito durante os jogos, é vital. Manter o nível de água no corpo é fundamental para um atleta", ensinou.
"Quando à comida, tento variar os pratos e ter uma alimentação variada, sã e equilibrada. Dá para comer um pouco de paella e também um prato típico do Mali, que é com molho de castanha-de-caju e arroz integral. Adoro a comida da minha mãe, ela é a melhor cozinheira do mundo!", elogiou.
"E, como todo esportista, também como muita massa italiana. Como tanto em função do que me indica o nutricionista como também das coisas que eu gosto", finalizou.
