<
>

Palmeiras x Flamengo: Presidente do Goiás fala em 'reviravolta' no Brasileiro e dispara: 'Pau que dá em Chico, dá em Francisco'

Presidente do Goiás, Marcelo Almeida deu forte entrevista neste domingo (27) e falou até em "reviravolta" no Campeonato Brasileiro. Isto a poucas horas de Palmeiras x Flamengo, partida que ficou suspensa por horas até o Tribunal Superior do Trabalho (TST) acatar o pedido da CBF e confirmar a realização do jogo.

"Pau que dá em Chico, dá em Francisco", disparou o mandatário esmeraldino em entrevista à Rádio Sagres, de Goiás, referindo-se ao clube carioca e lembrando a situação de sua própria agremiação no início da disputa nacional, quando foi a campo em duas rodadas (diante de Athletico-PR e Palmeiras) mesmo sem vários atletas, que estavam infectados pela COVID-19.

"Eu não sou favorável ao cancelamento deste jogo, à prorrogação deste jogo, porque se não, daqui a pouco, eu vou me sentir em desvantagem".

Mais tarde, em nota oficial, o clube se manifestou nas redes sociais, ao pedir que as regras sejam válidas e aplicadas para todos, sem nenhum benefício. Leia no link abaixo!

Com um surto de coronavírus entre atletas, comissão técnica, dirigentes e outros funcionários, o Flamengo quer o adiamento da partida contra o Palmeiras, que é contra, concentrou-se normalmente para o duelo e cuja delegação até já chegou ao Allianz Parque, na capital paulista.

"Vivemos em coletividade. A gente quer pensar na gente, mas também no próximo. O Flamengo está pensando muito nele mesmo", acusou Almeida, deixando claro ver egoísmo nas ações do time rubro-negro, um dos principais incentivadores da volta do futebol no Brasil mesmo quando a pandemia ainda não mostrava qualquer indício de estar ao menos controlada.

"E eu temo, tá, eu temo pela continuidade do campeonato. Porque o Palmeiras já falou que se este jogo for adiado, alguma reviravolta pode vir a acontecer. Nesse caso, sou favorável a essa reviravolta porque a gente não pode agir como o Flamengo está agindo, pleiteando alguma coisa apenas para ele", disse o presidente do Goiás.

"Cancelar o jogo do Flamengo?... E daqui a pouco, se este jogo é cancelado, já pensou se a gente pleitear uma anuação deste jogo, porque nós fomos para aquele jogo em desvantagem... E qual a diferença?"

"Eu vejo que está existindo uma disputa entre a maioria e a minoria, e a minoria neste caso é o Flamengo, que está querendo obter uma vantagem para ser obtida", seguiu Almeida.

Por reviravolta pode-se entender várias coisas, desde o campeonato indo parar na Justiça comum ou ser paralisado, como defende o clube paulista.

No sábado (26), o mandatário alviverde, Maurício Galiotte, disse em uma conta oficial da agremiação: "Caso seja definido que o preocolo determinado para o Campeonato Brasileiro não será cumprido, é preciso paralisar a competição."

Até por isto, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tenta de todas as maneiras a liberação da partida, mas sem sucesso por enquanto. Neste domingo, viu a desembargadora Maria Helena Motta, plantonista do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª região, não aceitar sua liminar e ratificar a decisão do último sábado feita pelo juiz Felipe Olmo.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) também manteve a suspensão, e agora a CBF aguarda a resposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Vale lembrar que o Flamengo, assim como todos os outros clubes, concordaram com os protocolos definidos para a retomada do futebol nacional.

Presidente do Atlético-MG dá aviso ao Flamengo

Diante de toda a polêmica em torno de Palmeiras x Flamengo, o presidente do Atlético-MG, Sérgio Sette Câmara usou as suas redes sociais para dar um aviso que claramente tem como alvo o Flamengo, embora ele tenha tido o cuidado de não citar o clube carioca.

"Os regulamentos são claros, com previsão de penas gravíssimas: os clubes não podem pleitear nem se beneficiar de decisões da “Justiça Comum” que digam respeito à organização das competições", postou o mandatário alvinegro.

"Por isso, é bom lembrar: os clubes estão unidos e atentos. Os tempos são outros. Rivais só dentro de campo. A lei é para todos", concluiu Sette Câmara.