<
>

Palmeiras x Flamengo: 'Se o Fla tiver 13 atletas disponíveis, a bola vai rolar', diz secretário da CBF

Em entrevista exclusiva ao SportsCenter, da ESPN Brasil, o secretário-geral da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Walter Feldman, disse que se o Flamengo tiver 13 atletas disponíveis, terá que jogar contra o Palmeiras, neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro, apesar da vontade da equipe rubro-negra em adiar a partida.

O clube carioca está com 16 jogadores contaminados pela COVID-19, além do técnico Domènec Torrent e de dirigentes e integrantes do departamento médico. Segundo o Flamengo, que entrou no STJD para pedir o adiamento da partida, o elenco tem apenas 12 atletas inscritos para jogar, sendo nove de linha e três goleiros.

Feldman explicou que a CBF adotará o mesmo critério da Uefa (União das Federações Europeias de Futebol) para dar o "OK" para o início de um jogo, que é o mínimo de 13 atletas em condições de serem escalados - a Conmebol, por sua vez, diz que 7 jogadores são suficientes para ter jogo.

"A gente resolveu hoje, em decisão compartilhada com os clubes da Série A, adotar o mesmo critério da Uefa: tendo 13 jogadores em condições, a bola rola e o jogo prossegue", afirmou o secretário, garantindo que todas as equipes estão sendo tratadas com igualdade pela organização.

"Isso não tem nada a ver com o Flamengo. Temos critérios transparentes e que podem ser levados a todos os clubes sem nenhuma diferenciação. Para nós, não há diferença de camisa. Goiás, Flamengo, Bahia, Atlético-GO... Todos têm que ser tratados da mesma maneira", salientou.

Com isso, se o Rubro-Negro tiver 13 atletas para serem escalados, jogará contra o Palmeiras neste domingo, às 16h (de Brasília), no Allianz Parque.

Em carta publicada nesta quinta-feira, os jogadores alviverdes disseram que querem entrar em campo contra o Mengão, mesmo com risco de contaminação.

Para Feldman, porém, não há qualquer tipo de risco.

"O que vamos decidir? Se o Flamengo tiver plantel suficiente para jogar, vai jogar. E não haverá risco para ninguém. Falo isso em nome de muitos infectologistas que foram ouvidos. Essa é a realidade", assegurou.

"Evidentemente, cabe a todos fazerem críticas e análises, mas eu gostaria que falassem em cima dos fatos, e não em cima de um caso especifico, como o do Flamengo, que ainda exige uma análise mais profunda", sentenciou.