O Cruzeiro foi impedido de fazer contratações pela Fifa depois que o Zorya Luhansk, da Ucrânia, contestou um acordo feito em relação a uma dívida de mais de 1,1 milhão de euros pela contratação do atacante Willian, hoje no Palmeiras.
O atleta defendeu o Metalist Kharkiv, que decretou falência, antes de ir ao clube mineiro. A dívida acabou 'herdada' pelo Zorya.
O Cruzeiro lamentou a decisão, uma vez que alega que o acordo foi realizado e "se fez mediante canais oficiais previstos pela Fifa para tanto".
A dívida de 1.159.786,31 euros foi vencida em 20 de agosto de 2020. Com a contestação do clube ucraniano, a entidade que rege o futebol mundial aplicou a medida, que impede o clube celeste de registrar novos jogadores.
"A contestação do Cruzeiro se baseia em duas variáveis: ou o sistema da Fifa apresentou algum tipo de falha, o que é pouco provável, ou o clube ucraniano está contradizendo os documentos que seu próprio representante validou e assinou, documentos estes disponíveis em anexo à esta nota", diz comunicado do clube.
Vale lembrar que o time mineiro começou a disputa da Série B deste ano com a perda de seis pontos, como punição da Fifa por causa de uma dívida.
Willian, de 33 anos, defendeu o Cruzeiro entre 2013 e 2016, tendo sido bicampeão brasileiro, e atua pelo Palmeiras desde 2017.
Confira a nota do Cruzeiro:
O Cruzeiro Esporte Clube confirma que recebeu um contato da Fifa sinalizando que o FC Zorya contesta acordo firmado entre os clubes, anunciado oficialmente no mês passado, envolvendo a dívida de 1.159.786,31 euros, vencida em 20 de agosto de 2020.
Diante da contestação do FC Zorya, a Fifa aplicou a sanção de transfer ban (impossibilidade de registro de novos jogadores), o que é lamentado e contestado pelo Cruzeiro Esporte Clube, já que o acordo celebrado entre as partes, se fez mediante canais oficiais previstos pela Fifa para tanto.
Na véspera da data de vencimento da dívida, o FC Zorya notificou o Cruzeiro, por meio de seu e-mail oficial, cadastrado no Fifa/TMS, informando que realizou uma cessão do crédito específico ao Alik Football Management, da Estônia. Desta forma, o Cruzeiro negociou o parcelamento do débito diretamente com o Alik, mas, para se resguardar, exigiu que o FC Zorya fizesse parte do acordo como terceiro interessado, e informou que faria o pagamento somente após sua homologação pela Fifa.
No trâmite, além do selo de autenticação e assinatura do representante do FC Zorya em todos os documentos, nos quais o mesmo atesta, num primeiro momento, a cessão do crédito para o Alik, e, num segundo momento, o termo de formalização do acordo, é importante destacar que a comunicação entre os todos os envolvidos sempre se deu por meio dos canais oficiais estabelecidos pelo sistema Fifa/TMS, que é extremamente rigoroso com o acesso, cadastramento e processos dos seus e-mails.
Sendo assim, diante da manifestação do FC Zorya, a contestação do Cruzeiro se baseia em duas variáveis: ou o sistema da Fifa apresentou algum tipo de falha, o que é pouco provável, ou o clube ucraniano está contradizendo os documentos que seu próprio representante validou e assinou, documentos estes disponíveis em anexo à esta nota.
Por esta razão, na noite de ontem, 1º de setembro de 2020, o Cruzeiro enviou manifestação formal à Fifa, esclarecendo o ocorrido e exigindo a reconsideração da pena por ora imposta. O Clube reitera que em todos os momentos e processos agiu com absoluta clareza, boa fé e dentro da legalidade, confiando que a comunicação feita por meio dos canais oficiais da Fifa, com todos os envolvidos em cópia, inclusive o advogado do FC Zorya, são válidas.
