<
>

Dudamel, ex-goleiro do Deportivo Cali, revela história da final da Libertadores contra o Palmeiras

play
Marcos imita Felipão e conta como o treinador ficava irado em treinos no Parque Antártica (1:54)

Resenha ESPN uniu os campeões da Libertadores de 1999 do Palmeiras em edição especial (1:54)

Reportagem originalmente publicada em 21/06/2019 e atualizada


Neste domingo, às 16h (de Brasília), a TV Globo reprisará o jogo em que o Palmeiras conquistou o maior título de sua história: a sonhada Copa Libertadores da América.

No adversário palestrino naquela decisão, o surpreendente Deportivo Cali, chamava a atenção um jovem goleiro, cheio de personalidade e bastante "catimbeiro", chamado Rafael Dudamel.

Duas décadas depois, o venezuelano atualmente é técnico, com passagens recentes pela seleção de seu país e pelo Atlético-MG.

Durante a Copa América do ano pasasdo, Dudamel foi questionado pela ESPN sobre suas memórias da final de 1999 e lembrou detalhes da partida contra o Verdão no Parque Antárctica, decidida nos pênaltis, contando uma história até então inédita daquele confronto.

"A Libertadores de 1999 teve uma final que gerou muitas histórias. Mas creio que a melhor delas, ao menos para mim, foi a loucura de ter sido eu quem bateu o primeiro pênalti (do Deportivo Cali)", brincou o ex-arqueiro, que ficou marcado por fazer muita "cera" nas duas partidas da final.

Dudamel foi o 2º atleta no geral a cobrar, depois que Zinho havia mandado no travessão pelo Palmeiras.

Apesar da pouca idade, o camisa 1 mostrou enorme categoria e deslocou "São" Marcos para anotar - o mesmo Marcos que vivia uma das melhores fases de sua carreira e terminaria eleito como melhor jogador daquela Libertadores.

Em seguida, o hoje treinador deu mais detalhes.

"A verdade é que o técnico começou a olhar para a cara dos possíveis batedores e ninguém queria bater. Ele olhava para cá, olhava para lá... De repente, olhou para mim e perguntou: 'Conto contigo?'. Eu disse que sim. Fui maluco, mas valente (risos)", sorriu.

"Aí demos uma volta e ele me disse: 'Você vai bater o primeiro'. Aí passaram muitas coisas pela minha cabeça (risos). Felizmente, eu não precisei fazer aquela caminhada do meio-campo até a marca do pênalti, pois já estava na grande área. Aí fui fiel ao meu estilo dos treinos: Marcos para um lado, bola para o outro", gabou-se.

Tantos anos depois, ele lamenta não ter dado o título ao Deportivo Cali, mas trata a situação com bom humor.

"Infelizmente, o meu pênalti não adiantou de nada, porque não conseguimos ganhar a Copa (Libertadores), mas essa história é especial para mim. Temos que ser valentes sempre... Só precisamos escolher melhor onde e quando (risos)", divertiu-se.