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Presidente do Santos fala em atraso por Bruno Henrique e revolta diretoria do Flamengo

A boa relação entre Flamengo e Santos nos bastidores está abalada graças a uma declaração de José Carlos Peres.

O presidente alvinegro disse a outros dirigentes de clubes paulistas que o time rubro-negro não tem honrado todos os compromissos assumidos na compra de Bruno Henrique, o que a equipe carioca nega – e promete uma resposta à altura ao santista.

A declaração da discórdia foi dada em recente reunião com outros mandatários de clubes paulistas: Leco pelo São Paulo, Andrés Sanchez pelo Corinthians e Maurício Galiotte pelo Palmeiras.

As informações são do jornalista da ESPN Brasil Jorge Nicola em seu blog no portal Yahoo!.

Peres falava de dificuldades com o fluxo de caixa e citou o Flamengo como um dos “responsáveis” por problemas com o pagamento do atacante que foi eleito o melhor jogador da Libertadores.

“Não devemos absolutamente nada ao Santos”, retrucou um dirigente rubro-negro. “A primeira parte foi paga já em janeiro, a segunda na metade do ano e a terceira já estava combinada para janeiro do ano que vem”, acrescentou.

Bruno Henrique foi comprado por R$ 23,6 milhões. De acordo com o último balanço financeiro do Flamengo, resta pagar R$ 9,5 milhões da parcela de janeiro de 2020. A prestação de julho teve um abatimento de R$ 5,5 milhões por causa do repasse do atacante colombiano Uribe ao Santos.

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Ao longo do ano, Flamengo e Santos fizeram vários negócios. Hoje, por exemplo, a dupla de ataque carioca é Bruno Henrique e Gabigol, ex-santistas. No negócio do primeiro, os rubro-negros acertaram também o empréstimo de Jean Lucas, que acabou vendido meses depois para o Lyon, da França.

Além de Uribe, o campeão da Libertadores também cedeu o lateral-direito Pará aos paulistas.

O Santos se pronunciou sobre o assunto através de nota oficial:

“O Santos FC faz questão de vir a público para deixar claro que não há atrasos nos pagamentos do CR Flamengo com relação à transferência do atacante Bruno Henrique para o clube carioca. Os valores acordados pelos clubes seguem pagos rigorosamente em dia, e não há qualquer questão sobre o tema”