O São Paulo registrou, até agosto, um déficit de R$ 77 milhões em 2019. Além disso, em oito meses, a dívida cresceu R$ 152 milhões, de R$ 274 milhões para R$ 426 milhões. As informações são de Jorge Nicola, comentarista dos canais ESPN, com base em relatório financeiro do clube.
Os números foram enviados a membros do Conselho Deliberativo e explicados pela equipe, procurada pela reportagem por meio da assessoria de imprensa, com base também no lançamento de todas contingências e acordos judiciais dos últimos 16 anos no balanço. Vendas de jogadores abaixo do esperado e quedas precoces na Libertadores e Copa do Brasil são outros fatores.
Ainda segundo o documento, o São Paulo cumpriu à risca as despesas estipuladas, com R$ 315 milhões. O problema está nas receitas, que foram apenas 67% daquilo que foi orçado.
A estimativa era de faturar cerca de R$ 118 milhões com TV, bilheteria e outras receitas ligadas ao futebol, mas só entraram nos cofres R$ 65 milhões, ou seja, R$ 53 milhões a menos.
O faturamento com venda de jogadores também ficou bem abaixo dos R$ 121 milhões projetados. O São Paulo arrecadou R$ 71 milhões, faltando outros R$ 50 milhões em cerca de dois meses.
Para 2019, a previsão no São Paulo era de superávit pouco superior a R$ 1 milhão para 2019. Em 2018, o clube fechou no azul em R$ 7 milhões e em 2017, com superávit de R$ 800 mil.
