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Artilheiro do Bahia, Gilberto deslanchou no São Paulo com ajuda de Rogério Ceni

O atacante Gilberto, vice-artilheiro do Campeonato Brasileiro (11 gols) pelo Bahia, vai reencontrar na Arena Fonte Nova o São Paulo, clube no qual teve uma passagem de quase um ano. Pela equipe do Morumbi, o atacante balançou as redes 15 vezes em 43 partidas.

Após atuar pelo Chicago Fire, dos Estados Unidos, o jogador chegou ao Morumbi em julho de 2016. Depois de um primeiro semestre de altos e baixos, Gilberto deslanchou com a chegada do técnico Rogério Ceni no começo do ano seguinte.

"No começo eu passei bastante dificuldades porque tinha acabado de voltar ao Brasil. Estava vindo de fora. Aos poucos fui retomando com a ajuda do Rogério Ceni, que tem todos os méritos por isso", disse ao ESPN.com.br, em agosto deste ano.

"Eu sou um cara boa praça e me dava muito bem com os funcionários, jogava dominó com eles. O pessoal que cortava grama e da fisioterapia são amigos. Quando encontro vou conversar com eles".

O atacante foi o artilheiro do Campeonato Paulista de 2017 ao lado de William Pottker, com nove gols marcados.

"O São Paulo é um time que sou muito grato e gostaria de ter jogado porque já tinha recebido ótimas indicações. Eu comprovei que é uma grande equipe".

No meio de 2017, porém, Gilberto deixou o São Paulo rumo ao Yeni Malatyaspor, da Turquia.

"Eu aprendi muito na Turquia, mas as escolhas que me levaram a ir para lá eu não gostei. Por exemplo, eu poderia ter renovado com o São Paulo e continuado. Mas não fiz e acabei indo para Turquia por quatro meses e voltei ao Bahia", contou.

Destaque no clube de Salvador, ele ocupa a segunda posição do Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet entre os centroavantes (média de 6,09).

"Pude recomeçar no futebol em um clube de alto nível e bicampeão brasileiro. Torcida reconhece bastante e somos uma equipe gigantesca no Brasil. Em alguns anos vamos ganhar um título de grande expressão como uma Copa do Brasil, uma Sul-Americana ou o Brasileiro", contou.

Carreira

Natural de Piranhas, em Alagoas, o jogador passou uma infância na zona rural e convivendo com a natureza.

"Às vezes ajudava meu avô com a loja que ele tinha e com os cavalos, mas não era um trabalho. Gostava de mergulhar para pescar com meus amigos para pegar peixes e assar", recordou.

Após ser reprovado em alguns testes em times do Nordeste, ele foi descoberto no futebol amador.

"Eu jogava um campeonato da minha cidade e o prefeito me viu jogar e falou para eu fazer um teste no Confiança. Eu fui aprovado e fui para lá e comecei na base. Depois, saí de lá e fui ao Santa Cruz, onde começou mesmo minha carreira", disse.

Depois de se profissionalizar no time de Recife, ele foi emprestado ao Vera Cruz. Quando voltei o [técnico] Zé Teodoro e o [gerente de futebol] Sandro chegaram eu tinha proposta para ir embora, mas eles me pediram para ficar porque gostavam de mim. Eu agradeço muito à eles", disse.

Gilberto chegou a viver o pior momento do Santa Cruz, que jogava a Série D.

"A gente que era da base passou por todas as fases do clube. Ver o Santa na Série D e não poder fazer nada era muito ruim. O time não estava bem e a gente queria muito jogar, mas precisavam dar uma resposta rápida. Eles confiavam mais em jogadores renomados. Quando o Marcelo Ramos foi para lá eu pude aprender mais. Era uma inspiração para eu jogar", contou.

Após a disputa da Série C, ele rodou por Internacional e Portuguesa, onde conseguiu destaque no Nacional.

"Na Lusinha eu gostei bastante porque foi o time que ajudou bastante. Pela primeira vez pude disputar a artilharia do Campeonato Brasileiro [fez 14 gols]. Nós tínhamos um excelente time e fui crescendo no futebol".

Gilberto ainda rodou por Vasco, Toronto FC, Chicago Fire e São Paulo. No ano passado, o atacante teve uma rápida passagem pelo Yeni Malatyaspor-TUR até chegar ao Bahia.

Após se readaptar ao futebol brasileiro no ano passado, Gilberto deslanchou neste ano, com 26 gols marcados (sendo 11 deles no Brasileirão).