O Sport tem o clássico contra o Náutico, que terá transmissão ao vivo da ESPN pelo Plano Premium do Disney+, como grande foco deste sábado (29). Não é exagero, contudo, dizer que o clube terá desafios além da rivalidade e a busca pelo acesso na Série B neste segundo semestre que se aproxima.
A explicação é dada pelo presidente Matheus Souto Maior, em entrevista exclusiva concedida à ESPN, disponível na íntegra no Youtube. O dirigente explica que, por renegociações de dívidas que foram herdadas da última gestão, o segundo semestre será desafiador, mas o clube está preparado.
“Estamos planejando 2026, trazendo na carruagem um 2025 que foi pesado, com muito débito para ser tratado. O segundo semestre é mais 'pesado' por conta de renegociações que foram feitas”, contou.
Segundo Matheus Souto Maior, foram R$ 70 milhões que foram “herdados” em valores vencidos em 2026, incluindo três folhas salariais em atraso, FGTS e também direitos de imagem de jogadores.
É por isso que o clube tem tentado seguir à risca seu planejamento orçamentário. O time que briga pelas primeiras colocações da Série B, com os mesmos 19 pontos do rival Náutico, e a apenas um atrás do líder São Bernardo, que tem 20, tem folha salarial hoje na casa de R$ 2,7 milhões.
Para aumentar esse valor, de olho em possíveis reforços na janela de transferências de meio de temporada, somente com novas receitas, segundo explicou o cartola. Uma delas pode ser a da venda do volante Zé Lucas, de 18 anos, que tem a expectativa de bater um recorde no Nordeste.
“Em valores, é o que você falou, um pouco mais de Pedro Lima, pelo desempenho em seleção, na Série B, o que já entregou em Série A”, iniciou, citando a venda do lateral ex-Sport ao Wolverhampton, da Inglaterra, por 10 milhões de euros (mais de R$ 60 milhões na cotação da época).
“A gente conta com isso no orçamento, estava previsto, é o planejado, mas é uma negociação. É um jogador que tem um valor alto de mercado, e a gente não vai se desfazer dele de qualquer jeito. Longe disso. Óbvio que a venda dele, ou qualquer outro ativo, que o Sport tem, temos muito jogadores que podem ser negociados e trazem novas receitas. E esta janela do meio do ano depende dessas receitas.”
“Estamos olhando de forma clínica, para ser muito assertivo, porque temos um elenco muito competitivo, os números mostram isso. Vamos ser muito cuidadosos, atentos ao caixa, e muito pontuais ao que vamos precisar”, complementou Matheus Souto Maior.
Olhando para possíveis reforços, o presidente rubro-negro evitou fazer projeções.
“Não temos um teto. Depende de fatores. Teve uma entrada de receita nova, um patrocínio novo, negociamos alguma situação nova com algum parceiro, apareceu orçamento extra, podemos subir um pouco a folha. Se não, vamos seguir sendo muito responsáveis no mercado”, encerrou.
