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Flamengo: Arão foi levado à Europa por superagente de Ibra e virou volante moderno com técnico do Tottenham

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Libertadores: veja os palpites do Linha de Passe para Grêmio x Flamengo (0:39)

Os clubes se enfrentam nesta quarta-feira, às 21:30 (de Brasília), na Arena em Porto Alegre (0:39)

Willian Arão é um dos pilares do meio de campo do Flamengo, que enfrenta o Grêmio na primeira partida da semifinal da Copa Libertadores, nesta quarta-feira. Considerado um meio-campista moderno, ele levou muitos ensinamentos de sete meses pelo futebol europeu quando mal tinha completado 18 anos.

Em 2010, depois de vencer pelo São Paulo a Copa São Paulo de Futebol júnior ao lado de Casemiro, Lucas e Bruno Uvini, o meia chamou atenção do poderoso empresário italiano Mino Raiola, que cuida da carreira de jogadores como Ibrahimovic, Balotelli e Maxwell.

O agente entrou em contato com o pai do atleta e o levou ao Espanyol, da Espanha.

Na equipe catalã, ele trabalhou com o técnico Maurício Pochettino, hoje no Tottenham. Em 2016, o volante falou sobre os maiores ensinamentos que levou da Europa.

"Aprendi muito sobre o estilo de jogo, a disciplina tática e o toque de bola rápido. São coisas que até hoje tento implementar no meu jogo. Além disso, aprendi a falar espanhol", disse o volante, ao ESPN.com.br.

O comandante argentino, finalista da última edição da Uefa Champions League, é conhecido por ser um viciado em trabalho - segundo relatos ele entra às 7h e vai embora apenas às 19h do clube inglês - e recebeu diversos elogios de Pep Guardiola.

Apesar de não ter recebido oportunidades do treinador, ele guarda boas recordações da passagem pela Espanha.

"Foi uma experiência boa, mas não foi aquilo que imaginei ou planejei. Mesmo assim, foi bem legal".

Fã desde garoto do volante Vampeta por causa do estilo de jogo, Willian Arão começou no futebol com sete anos numa escolinha antes de ir para o Indiano, da capital paulista. Ele ainda passou por Juventus, Portuguesa e Grêmio Barueri. Aos 16 anos, foi defender o São Paulo antes de sair para o Espanyol.

Depois da experiência na Europa, o meia foi para o Corinthians, clube no qual seu ídolo de infância se consagrou. No Parque São Jorge, ele venceu Campeonato Paulista, Copa Libertadores da América, Recopa Sul-Americana e Mundial de Clubes.

Como Paulinho e Ralf viviam grande fase e quase nunca se ausentavam por lesão ou suspensão, ele fez apenas 18 partidas pela equipe.

Em busca de mais mais espaço, defendeu Portuguesa, Chapecoense (quando fez o primeiro gol como profissional), Atlético-GO e Botafogo.

Com o grande destaque que teve no título da Série B, ele foi ao Flamengo. Após viver alguns momentos de altos e baixos, Arão passou a se destacar sob o comando do técnico Jorge Jesus. Recentemente, o volante elogiou o estilo de trabalho do comandante português.

"Tem uma diferença, não só dele, mas para praticamente quase todos os treinadores que eu peguei. É um estilo de treinamento europeu. A gente está se adaptando, tentando se enquadar o mais rápido possível", afirmou, ao canal do YouTube De Sola, com apresentação de Alê Oliveira.

O camisa 5 também disse que como Jesus é português, trabalhou na Europa muito tempo e acaba trazendo a cultura para cá. "Não só em questão de treinamento, mas de mentalidade mesmo naquilo que ele pede né. É diferente, para o nosso estilo de jogo, para o nosso cotidiano".

Além disso, o atleta explicou o que é diferente nos treinamentos e o que mais chama a sua atenção no dia a dia.

"Não é só a informação, mas o estilo de treino que ele passa. No Brasil a gente tem meio que uma regra né, aquece e depois vai esquentando até começar mesmo. E com ele não, você já começa fazendo trabalho de passe longo, e às vezes seu corpo, para nós que somos brasileiros, ainda não está acostumado. Já pede intensidade de início. Sentimos um pouco no início, até acostumar a esse novo ritmo", finalizou.