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Copa América é 'trampolim' para Pulgar, volante alto do Chile, chegar em grandes da Europa

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Torcida do Chile 'toma conta' dos arredores do Morumbi, faz a festa e bota até repórter na loucura (3:17)

Torcedores mostraram ânimo antes da partida diante do Japão (3:17)

O Chile ficou conhecido nos últimos tempos por ter defensores de baixa estatura. Quem viu a goleada por 4 a 0 sobre o Japão na última segunda-feira, porém, percebeu um ‘volantão’ de 1,87m que subiu mais que toda a zaga japonesa para abrir o placar de cabeça em cobrança de escanteio na primeira partida de sua seleção pela Copa América 2019.

Trata-se de Erick Pulgar, jogador de 25 anos que gera muita expectativa em seu país – e na Europa. Pelo Bologna, da Itália, o chileno teve 65 desarmes, 50 interceptações e 72 vitórias em duelos aéreos nas 28 partidas que disputou, segundo dados do ESPN TruMedia.

“Claro que fiz uma grande temporada no Bologna, tenho muita confiança do treinador e dos companheiros. Não é fácil chegar nesse nível na Itália. Tudo o que fiz lá, chegou o momento de fazer na seleção. Chego muito seguro, com muita confiança. Depende de mim. Essa Copa América pode servir de trampolim para trocar de ares. Mas antes temos que defender o título”, disse o volante no dia anterior ao triunfo no Morumbi.

Com boa capacidade de marcação, mas também qualidade técnica, Pulgar encontrou seu espaço ao lado de Aránguiz e Vidal no meio-campo, ainda que fique mais recuado, por vezes mais próximo até dos zagueiros Medel e Maripán.

“Ele traz muito equilíbrio, tranquilidade, joga muito bem. É um jogador alto, que ganha muito por cima também. E dá umas viradas de jogo de 50 metros que muito poucos fazem com perfeição”, elogiou o capitão Medel após a partida.

“Ele jogou muito bem. Tem muita qualidade, muita personalidade, e essa partida o vai ajudar muito para que ele se sinta cômodo como faz no Bologna”, concordou Vidal, referência de ‘La Roja’.

“Ter Arturo (Vidal) e Charles (Aránguiz) do lado é um pouco mais fácil. Me ajudam muito, dão muitos conselhos, tanto fora como dentro do campo. Ali é que tenho que falar. Aqui, na entrevista coletiva, não serve muito a palavra”, definiu Pulgar.

Tímido, o ‘volantão’ só falou na entrevista coletiva oficial no dia antes do jogo. Após o duelo contra o Japão, passou pela zona mista sem dar declarações. Pulgar pode até ser recatado fora de campo, mas nas quatro linhas já mostrou que quer seguir os passos de Vidal e conquistar os holofotes do futebol sul-americano e europeu.