A contratação de Philippe Coutinho na temporada passada não era a primeira opção do Barcelona. Segundo o jornal Mundo Deportivo, o alvo principal da diretoria catalã era, na verdade, Isco, do Real Madrid.
Na época, segundo o veículo, o meio-campista tinha um contrato que se encerrava no final de 2018, com uma multa rescisória de 80 milhões de euros. Além disso, o diretor técnico da equipe, Robert Fernandez, via em Isco o homem perfeito para substituir Andrés Iniesta, que estava prestes a se aposentar do futebol europeu.
Isco convivia com uma temporada instável naquele momento da carreira. Banco na equipe madrilena, mas titular absoluto da seleção da Espanha, sendo “um filho do técnico Julen Lopetegui”, segundo o jornal.
“Mas Isco queria se sentir importante e não hesitou em autorizar que seu pai e seu representante se deixassem levar pelas conversas com o Barcelona”, confirma o periódico. “Quando jovem, Isco era um torcedor assíduo do Barcelona, tanto que, batizou seu cachorro de Messi”, completa.
Porém, tudo mudou quando Zidane escalou o jogador para ser titular, no lugar do lesionado Gareth Bale, na partida decisiva da Champions League (2016-2017), contra a Juventus, em Cardiff.
Com uma bela atuação na partida, o espanhol foi considerado um dos homens chave daquela conquista para os torcedores do Real Madrid.
Por isso, segundo o Mundo Deportivo, e também pelo medo de ser considerado uma pessoa maltratada pela mídia de Madri, o jogador acabou renovando o seu contrato com o time do Santiago Bernabeu até junho de 2022, com cláusula de rescisão no valor de 700 milhões de euros.
Depois da renovação, o nome para substituir Iniesta se tornou Philippe Coutinho, do Liverpool.
Após uma novela que durou meses, os Reds aceitaram, no último dia da janela de transferências, a venda do brasileiro, por 130 milhões de euros, sendo considerado a contratação mais cara da história do clube da Catalunha.
