Chegou o dia mais esperado da história do futebol sul-americano entre clubes. River Plate e Boca Juniors decidem o título da Copa Libertadores de 2018 no Monumental de Núñez, a partir das 18h (de Brasília) deste sábado.
No jogo de ida, há duas semanas, houve empate por 2 a 2. Como o gol fora de casa não tem peso maior, uma nova igualdade leva o confronto para a prorrogação e, se necessário, pênaltis.
Pela primeira vez, dois times argentinos fazem a final de uma edição do torneio. Também pela primeira vez, dois clubes da mesma cidade decidem quem fica com a taça.
O ESPN.com.br apresenta abaixo os tópicos que você precisa saber antes de a bola começar a rolar.
Escalações
Marcelo Gallardo surpreendeu o Boca na vitória por 2 a 0 pela Supercopa da Argentina, em março, quando usou Pity Martínez (autor de um gol de pênalti e uma assistência) como 'enganche' - a função do camisa 10. No duelo de ida na final da Libertadores, voltou a mudar estrategicamente ao escalar uma linha com cinco defensores, que não representou um jogo retranqueiro, muito pelo contrário. Vem por aí uma nova surpresa do treinador?
Certo é que ele não irá escalar os atacantes Rafael Santos Borré, que levou cartão amarelo na Bombonera e terá de cumprir suspensão, e Ignacio Scocco, se recuperando de contusão.
Dos nomes que jogaram a ida, Armani, Montiel, Maidana, Pinola, Casco, Palacios, Pity Martínez e Pratto devem começar a partida, assim como o capitão Leo Ponzio, recuperado de lesão. As outras duas vagas estão em aberto. O jornal argentino Olé coloca Enzo Pérez (substituto de Ponzio na ida) e Ignacio Fernández na provável formação, o que faria com que o zagueiro Martínez Quarta deixasse o time. A escalação seria um 4-1-4-1: Armani; Montiel, Pinola, Maidana e Casco; Ponzio; Fernández, Pérez, Palacios e Martínez; Pratto.
É importante lembrar que Gallardo está suspenso e não poderá ficar no banco. Sua função à beira do gramado será representada pelo auxiliar Matías Biscay.
Do outro lado também há dúvida. Principalmente porque Cristian Pavón se machucou no confronto de ida e não tem condições de atuar. Candidatos não faltam para substituí-lo: Tevez, Benedetto, Zarate e Almendra.
O goleiro Esteban Andrada, que fraturou o maxilar na disputa com Dedé, em jogo contra o Cruzeiro, retornou no último fim de semana com grande atuação pelo Campeonato Argentino, e deve ganhar a posição de Agustín Rossi, apesar de este ter brilhado na primeira parte da final. O contestado Jara também era dúvida se continuaria na lateral direita, mas a tendência é que ganhe a disputa com Buffarini.
O Boca possivelmente irá a campo com um 4-3-3, assim como na ida: Andrada; Jara, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Barrios, Nández e Pérez; Villa, Ábila e Tevez (Benedetto, Zárate, Almendra)
Estratégias diferentes
Enquanto o River Plate se hospedou em um hotel que fica a cerca de 57km do Monumental de Núñez buscando o isolamento desde quinta-feira, o Boca fez uma festa impressionante no mesmo dia. O treino aberto da equipe lotou a Bombonera, sendo que torcedores esperaram horas na fila para ver as atividades. Muitos não conseguiram um lugar. É verdade que o treinamento nada teve de revelador para falar que o técnico Guillermo Barros Schelotto comprometeu o seu mistério sobre quem vai a campo. Tratou-se simplesmente do último contato direto do torcedor com os atletas, algo ainda mais importante considerando o fato de que só haverá torcedores do River no Monumental.
Preparação intensa
Não é só os jogadores e treinadores que trabalham ao máximo em busca da vitória. Fora de campo, a segurança pública se movimenta para evitar que o clássico não fique manchado por cenas de violência, dentro e fora do estádio. Em entrevista à ESPN Brasil, o sub-secretário de segurança pública de Buenos Aires, Juan Pablo Sassano, falou sobre a estratégia a ser conduzida, que conta, por exemplo, com duplo controle e revista na chegada ao estádio e anéis de isolamento. Veja abaixo:
A operação do River na área de saúde para a partida é a maior da história do futebol argentino, segundo o Olé. O estádio e seu entorno contarão com nove ambulâncias que funcionam como unidades móveis de tratamento intensivo, 24 postos sanitários com 35 médicos, 17 enfermeiros e 45 maqueiros. De acordo com o o jornal Clarín, ainda há 16 desfibriladores automáticos externos.
O peso do título para cada lado
Por fim, além do título em si e do direito de poder esbanjar a vitória diante do rival em um duelo tão grande, a final da Libertadores será um desempate entre os dois times em decisões. Na primeira delas, no Campeonato Argentino de 1976, o Boca venceu por 1 a 0, com um gol de Rúben Suñe. A segunda final foi a já mencionada Supercopa da Argentina deste ano, com vitória por 2 a 0 do River – Martínez e Scocco marcaram.
Na conta da Libertadores, o Boca tem a chance de se igualar ao Indpendiente como maior vencedor do torneio com sete taças. Os xeneizes não ficam com o troféu desde 2007. Já o River, que faturou a competição pela última vez em 2015, busca seu quarto título, que o deixaria ao lado do Estudiantes. À frente, somente o Peñarol, com cinco, além de Boca e Independiente.
