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Em 30 anos, São Paulo dispensou 4 técnicos após jogos contra Corinthians (muito menos que o contrário)

Demitido pelo São Paulo no último domingo, o técnico Diego Aguirre tornou-se o quarto comandante do clube tricolor a ser demitido nos últimos 30 anos após um clássico contra o Corinthians.

Antes dele, apenas Carlos Alberto Silva, Nelsinho Baptista e Ney Franco perderam o emprego após o Majestoso.

O primeiro comandou o time substituindo Cilinho, que dirigiu o São Paulo de 1987 até 1989. Silva ficou no cargo até 8 de abril de 1990, justamente dia de clássico com o Corinthians. Apesar de o time tricolor ter sido superior em campo, o empate por 1 a 1, tendo o rival perdido Viola e Fabinho expulsos, acabou pesando bastante.

O treinador já estava com o contrato no fim, era contestado e acabou não ficando.

Nelsinho Baptista despediu-se após o time ser superado pelo Corinthians na final do extinto Torneio Rio-São Paulo de 2002, no Morumbi. O primeiro jogo teve revés por 3 a 2, enquanto o segundo, realizado em 12 de maio, terminou 1 a 1.

Apesar da dispensa ocorrer após as finais, Nelsinho já havia dito antes que não ficaria no São Paulo. O motivo é que em abril daquele ano foi eleito presidente do clube Marcelo Portugal Gouvêa, cujo grupo político era, naquele momento, oposição. Durante a campanha, o cartola fez críticas ao desempenho do treinador, que reagiu declarando que não trabalharia com o futuro mandatário.

Nelsinho foi substituído por Oswaldo de Oliveira. Por algum tempo, o trabalho não foi tão ruim. O time chegou a ter a melhor campanha do Campeonato Brasileiro de 2002, mas caiu nas quartas de final para o Santos.

Já Ney Franco não conseguiu resistir a derrota para o Corinthians por 2 a 0, no primeiro jogo decisivo da Recopa Sul-Americana de 2013. A disputa ocorreu em 3 de julho, no Morumbi.

Na época, o treinador estava longe de viver dias tranquilos. Críticas sobre falta de padrão tático no time, relacionamento ruim com os jogadores --especialmente o capitão Rogério Ceni-- e falta de resultados pesaram.

Mas a troca não resolveu o problema do São Paulo. Paulo Autuori foi contratado no lugar de Ney Franco e perdeu a Recopa Sul-Americana --uma nova derrota para o Corinthians, mas dessa vez por 2 a 0-- e depois caiu para a zona de rebaixamento no Brasileirão. Acabou demitido antes do término da competição. Foi substituído por Muricy Ramalho.

Já o uruguaio Diego Aguirre estava no comando do São Paulo desde 17 de março. Comandou a equipe por 43 jogos. Foram 19 vitórias, 15 empates e nove derrotas, o que significa um aproveitamento de 55,8%.

Ele chegou a fazer o São Paulo liderar o Brasileirão por oito rodadas, o que criou expectativas de que o time brigaria pelo título. O desempenho caiu no segundo turno e a má atuação contra o Corinthians, no último domingo (empate por 1 a 1, em Itaquera, com o rival com um jogador a menos por 45 minutos), pesaram bastante.

Na história do clube do Morumbi, houve ainda dois técnicos demitidos após clássicos para o Corinthians. Foram o húngaro Ignác Amsel, em 1939, e o uruguaio Ramón Platero, em 1940.

HISTÓRICO DO CORINTHIANS É PIOR

O Corinthians teve uma quantidade de técnicos demitidos após clássicos com o São Paulo bem maior na história do Majestoso. Somente nos últimos 30 anos foram sete,mas na história toda foram 15 saídas (com 14 técnicos).

De 1988 para cá, Cilinho (1991), Júnior (2003), Juninho Fonseca (2004), Tite (2005), Passarella (2005), Antônio Lopes (2006) e Ademar Braga (2006).

Antes, saíram Joseph Tiger (1944), Alcides Aguiar (1946), Rato (1954), Oswaldo Brandão (1957), João Lima (1961), Dino Sani (1970 e 1975) e Julinho (1981).