A Justiça da Turquia acusou nesta segunda-feira o meia Arda Turan, emprestado pelo Barcelona ao Istambul Basaksehir, de vários delitos graves, e pediu 12,5 anos de prisão para o atleta.
Segundo a promotoria, o jogador, que custou 34 milhões de euros (R$ 147 milhões, na cotação atual) ao Barça, em 2015, e foi chamado pela imprensa espanhola de "pior negócio da história", é culpado de crimes como assédio sexual, violação de segurança, lesão corporal intencional e porte ilegal de arma.
A informação é do importante jornal turco Hürriyet.
A denúncia partiu do cantor Berkay Sahin, que teria brigado com Turan durante a ida do meio-campista a uma balada em Istambul, na última quarta-feira.
De acordo com a imprensa turca, o ex-Barcelona assediou a esposa de Sahin, Özlem Ada, no bar do estabelecimento, e iniciou uma briga que terminou com o atleta quebrando o nariz do cantor com uma cabeçada.
O casal se dirigiu na sequência para um hospital próximo, mas, de acordo com a promotoria, Arda Turan seguiu a dupla e, ao entrar no local, disparou um tiro de pistola, sem ferir ninguém.
O jogador da seleção turca, por sua vez, se defendeu dizendo que não sabia que Özlem era casada. Ele ainda afirmou que foi ao hospital para "pedir desculpas" a Sahin, e garantiu que sua arma disparou por acidente, segundo a CNN.
No mesmo caso, aliás, Sahin foi acusado pela promotoria turca por "insultos", e pode também ser preso por dois anos.
Em campo, Turan segue o péssimo momento dos tempos de Barcelona, que o contratou em 2015 do Atlético de Madri. Na temporada passada, fez apenas 11 jogos e dois gols pelo Basaksehir. Já em 2018/19, foi encostado e sequer entrou em campo, já que cumpre suspensão de 16 jogos por empurrar um árbitro.
Pela equipe catalã, foram 55 jogos e 15 gols.
