Artilheiro do Campeonato Brasileiro com 12 gols marcados, Gabigol é uma das maiores esperanças do Santos contra o São Paulo, neste domingo. O jogador, porém, poderia estar do outro lado do clássico.
O atacante ficou entre os sete e os nove anos de idade na equipe tricolor, no qual fez muito sucesso no futsal. Ele só poderia fazer a transição para o campo aos 11 anos, mas antes disso, deixou o Morumbi.
"O Gabriel jogava futsal no São Paulo e disputava campeonatos estaduais. Certa vez, teve um jogo São Paulo x Santos, que acabou 6 a 1 para o São Paulo, e o Gabriel fez os seis gols. Esse dia, estava o Zito, e ele falou que gostaria que o meu filho fizesse um teste no Santos. Então a gente não pensou duas vezes e deu no que deu", afirmou Valdemir Almeida, pai do jogador, em entrevista à Rádio ESPN, em 2013.
Com a ajuda do ídolo da "Era Pelé", o garoto chegou à Vila Belmiro e virou um dos maiores destaques da base da equipe alvinegra. Antes mesmo de chegar ao profissional começou a trabalhar com Wagner Ribeiro, ex-agente de Kaká, Robinho e Neymar.
Efetivado no elenco profissional, Gabriel marcou seu primeiro gol com apenas 16 anos. Curiosamente, o atacante entrou por acaso na Vila Belmiro e garantiu a vitória santista por 1 a 0 sobre o Grêmio no primeiro jogo pelas oitavas de final da Copa do Brasil.
"Ele não estava relacionado para o jogo, mas o Victor Andrade comentou que tinha tomado um remédio que não poderia e não poderia jogar. O médico barrou. O Gabigol estava no vestiário para cumprimentar o pessoal e perguntei: 'Você trouxe suas chuteiras? Vamos para o jogo'. Ele foi para o banco", contou Claudinei Oliveira, técnico do Santos à época, à ESPN.
"Estava jogando videogame durante a tarde e agora estou aqui. No videogame fiz bastante (gols), mas agora na vida real é muito melhor", brincou Gabigol, depois do jogo.
Depois disso, ele ganhou espaço no Santos e deslanchou. Fez 57 gols em 157 partidas e faturou duas vezes o Campeonato Paulista (2015 e 2016) e os Jogos Olímpicos de 2016 pela seleção brasileira.
"Ele sempre mostrou ter muito potencial e tinha muita sorte para fazer gol e uma finalização excelente. Todo campeonato da base era artilheiro. Ele evoluiu muito", elogiu Claudinei.
Com o destaque, foi vendido no meio de 2016 para a Inter de Milão. Na Europa, porém, ele não conseguiu deslanchar. Não conseguiu se firmar na Itália e depois foi emprestado para o Benfica, mas também teve poucas oportunidades.
No começo deste ano, ele voltou por empréstimo ao time que o projetou para o futebol. Depois de viver altos e baixos na Vila Belmiro, ele se recuperou após a chegada do técnico Cuca.
