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Casamento de 12 anos com Adidas fica próximo do fim, e duas marcas concorrem para vestir Palmeiras

Palmeiras veste uniformes da Adidas desde 2006 Divulgação

O casamento de 12 anos entre Palmeiras e Adidas está cada vez mais próximo do fim. A informação foi dada primeiramente pelo portal UOL e confirmada pela ESPN.

A marca alemã tem contrato até o final deste ano com o "Verdão", mas a proposta de renovação apresentada não agradou a diretoria alviverde.

Em dezembro do ano passado, o presidente da equipe, Maurício Galiotte, já havia dito que o Palmeiras queria receber um valor maior da Adidas.

A fornecedora paga atualmente R$ 20 milhões por ano aos palestrinos, e a intenção era chegar em um patamar próximo ao do Flamengo, que fatura R$ 37 milhões por ano.

No entanto, em conversas realizadas nas últimas semanas, as propostas da marca alemã não foram satisfatórias, e o longo vínculo, que vem desde 2006, deve ser oficialmente encerrado em breve.

Os alviverdes trabalham para resolver a situação o mais rápido possível.

Com isso, duas marcas concorrem no momento para vestir o time do Palestra Itália a partir de 2019.

Elas são a Puma, também da Alemanha, e a brasileira Topper.

As duas empresas já negociam com o Palmeiras, e a Adidas tem conhecimento disso, já que o contrato estabelece que a atual patrocinadora tem prioridade para cobrir propostas apresentadas.

No entanto, como a marca das três listras possui a pior oferta e não se mostrou disposta a aumentar o que já apresentou, a tendência é que ocorra a troca no material esportivo.

Entre as duas concorrentes, a Puma vê no Palmeiras uma grande oportunidade para se recolocar no mercado nacional, já que desde o ano passado ela não patrocina nenhuma equipe, tendo contratos apenas com alguns jogadores, como Jadson (Corinthians), Nenê (São Paulo), e Moisés (Palmeiras).

A multinacional alemã vem agindo de maneira agressiva no mercado europeu, tendo acertado recentemente com Milan e Olympique de Marselha, outras equipes que também possuíam longos contratos com a Adidas.

Já a Topper, que trabalha atualmente com clubes como Atlético-MG, Botafogo e Paraná, também entrou forte na briga e deu garantias ao Palmeiras que conseguirá manter o padrão de qualidade esperado pela equipe, ao mesmo tempo que não terá problemas com distribuição e logística de produtos.

O desejo da empresa é ganhar um "reforço de peso" entre seus parceiros, já que os alviverdes possuem ótimos números de vendas de uniformes.

Atualmente, o modelo de negócio buscado pelo "Verdão" é um em que o clube receba mais royalties, ou seja, que ganhe um percentual maior de dinheiro a cada camisa vendida, como fazem os times europeus. É neste fator que as negociações estão norteadas.

*Colaborou Eduardo de Meneses