Após o lamentável atentado contra o ônibus da delegação no Recife, na última quarta-feira (21), o Fortaleza desembarcou na manhã desta quinta-feira (22) na capital cearense com os atletas ainda em estado de choque.
Em entrevista no aeroporto, o lateral-direito Tinga disse que sequer dormiu após o episódio de violência e salientou que o plantel está traumatizado.
Ao todo, seis jogadores ficaram feridos e tiveram que ser hospitalizados com cortes e outros ferimentos depois que o veículo foi atacado por torcedores organizados do Sport com pedras, rojões e bombas.
"Era para ter sido pior pela bomba e tamanho das pedras. Não temos noção ainda do que aconteceu. Não dormi ainda, estou em choque. O ônibus seguiu, mas vem o desespero, porque estava todo mundo nervoso. Isso tem que acabar. Somos trabalhadores também e isso é triste", pediu o atleta.
Tinga, inclusive, revelou que o elenco "não pensa" em entrar em campo nos próximos dias e pediu punições imediatas aos culpados pelo atentado.
"Não penso em jogar agora. Nosso time está decidido a não jogar, vamos esperar todo mundo se recuperar, é uma covardia o que fizeram a gente. Precisa punir. O Sport precisa punir a torcida organizada. A violência está chegando em um ponto que só vai melhorar quando acontecer uma fatalidade. Temos que punir para que não aconteça", exclamou.
"Não sabemos ainda (quando o elenco terá condições psicológicas de jogar). Não dormimos e estamos em estado de choque. Não estamos acreditando que isso aconteceu com a gente e foi terrível", lembrou.
"Uma situação de guerra. Companheiros sangrando, com estilhaços de vidro. Agora vou para casa aproveitar minha família, não estou pensando em jogar no momento. Vamos esperar", finalizou.
O próximo compromisso do Leão será na próxima quinta-feira (29), contra o Fluminense-PI, pela Copa do Brasil.
O atentado contra a delegação tricolor aconteceu nos arredores da Arena Pernambuco, onde a partida contra o Sport foi disputada.
O ônibus do Leão do Pici foi atacado por um grupo de torcedores do clube pernambucano, que arremessaram pedras, rojões e bombas caseiras.
Os objetos quebraram vidros e deixaram vários jogadores feridos. O goleiro João Ricardo foi quem teve lesão mais grave, com um corte no supercílio.
Escobar, Lucas Sasha e Dudu também foram atingidos e encaminhados a um hospital em Recife. Titi e Brítez, por sua vez, tiveram ferimentos leves.
