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Com Pedrinho no Vasco, relembre 10 ex-jogadores que foram presidentes de clubes pelo mundo

No último sábado (11), com uma diferença de mais de 1.000 votos para o seu rival no pleito, Leven Siano, o ex-jogador Pedrinho foi eleito novo presidente do Vasco, para o triênio 2024-2026. E o bicampeão brasileiro e vencedor da CONMEBOL Libertadores pelo Cruzmaltino é mais um ex-atleta que assume a presidência de um clube.

No caso do clube de São Januário, Pedrinho não é nem novidade, já que no passado recente o Vasco teve o seu maior ídolo, Roberto Dinamite, na presidência por mais de um mandato.

Pedrinho e Dinamite são apenas alguns dos muitos exemplos de ex-jogadores que, após pendurarem as chuteiras, se aventuraram como presidentes de clubes. E não apenas no Brasil, mas também no mundo.

O ESPN.com.br separou 10 destes nomes. Alguns, assim como quando jogadores, também tiveram sucesso como presidentes, enquanto outros nem tanto.

Santiago Bernabéu no Real Madrid

Praticamente um caso de amor dedicado a um clube. Santiago Bernabéu foi atacante do Real Madrid entre 1912 e 1927, período em que anotou 68 gols em 79 partidas e ganhou diversos títulos regionais e uma Copa do Rei. O Campeonato Espanhol ainda não havia sido criado.

Aposentou-se aos 32 anos e, na sequência, passou a trabalhar na política do clube. Foi eleito presidente em 1943 e teve um mandato repleto de conquistas, entre elas os primeiros cinco títulos da Champions League e outros 16 troféus de LALIGA. O mandato acabou em 1978, quando o novo Chamartín, casa do Real Madrid, já havia sido batizado em sua homenagem.

Franz Beckenbauer no Bayern

Outro caso emblemático de ídolo que se tornou mandatário de um clube gigante. Beckenbauer foi um gigante como jogador do Bayern de Munique, clube em que atuou de 1964 a 1977 e conquistou os maiores títulos possíveis na Europa e no mundo. A aposentadoria como atleta foi nos Estados Unidos, pelo New York Cosmos.

A passagem por Munique como presidente também foi duradoura: 15 anos entre 1994 e 2009, período em que, inclusive, chegou a ser treinador interino da equipe. É até hoje presidente honorário do Bayern e segue absolutamente ligado à equipe que ajudou a ser vencedora dentro e fora de campo.

Roberto Dinamite no Vasco

Maior ídolo da história do Vasco, o ex-atacante, que também é o grande artilheiro cruzmaltino, com mais de 700 gols, superando outros goleadores como Romário e o histórico Ademir de Menezes, conquistou de tudo dentro dos gramados com o manto do clube carioca. Incluindo o primeiro título de Brasileiro, em 1974. Em 1992, pendurou as chuteiras.

Logo após a aposentadoria, se dedicou à vida política e se elegeu vereador no Rio de Janeiro ainda no início dos anos 90. Até que, em 2008, venceu as eleições no Vasco, onde foi o principal rival político de Eurico Miranda. O seu mandato começou no mesmo ano, que terminou com o primeiro rebaixamento do clube à Série B. Na volta à elite, em 2010, recolocou os cariocas na briga por títulos, faturando a Copa do Brasil de 2011, quando também foi reeleito na presidência.

No mesmo ano, o Vasco terminou o Brasileirão na vice-liderança, disputando o título com o campeão Corinthians até a última rodada. Com o título da Copa do Brasil, a equipe voltou à disputa da CONMEBOL Libertadores no ano seguinte. Em 2013, porém, os cariocas tiveram mais um rebaixamento decretado e, meses depois, Roberto deixou a presidência do clube.

Rivaldo no Mogi Mirim

Pentacampeão do mundo com a seleção brasileira em 2002, o ex-meio-campista teve uma rápida passagem pelo Mogi Mirim no início da carreira, após se destacar pelo Santa Cruz. Entre 1992 a 1994, defendeu as cores da equipe do interior paulista, antes de ser emprestado ao Corinthians e, na sequência, negociado com o Palmeiras.

Em 2008, quando atuava no Bunyodkor, do Uzbequistão, assumiu a presidência do Mogi. A sua relação com a cidade foi entre "tapas e beijos". Em janeiro de 2014, chegou a voltar a atuar profissionalmente pelo clube, onde disputou algumas partidas ao lado do filho, Rivaldinho. Em março, anunciou a sua aposentadoria dos gramados.

Em 2015, porém, mudou de ideia e voltou a calçar as chuteiras para atuar pelo Mogi, que à época lutava contra o rebaixamento na Série B. A equipe acabou caindo para a Série C do Campeonato Brasileiro. Alegando "motivos particulares", renunciou à presidência em julho do mesmo ano e vendeu o clube a um grupo de empresários.

Juan Sebástian Verón no Estudiantes de La Plata

Icônico jogador da seleção argentina nos anos 90 e 2000, o ex-meio-campista foi revelado pelo Estudiantes em 1994 e ficou por lá até 1996, quando foi negociado com o rival Boca Juniors, que o catapultou para a Europa logo em seguida. Voltou ao Pincha em 2007 para ser campeão da Libertadores dois anos depois.

Se aposentou dos gramados em 2014 e, no mesmo ano, venceu as eleições presidenciais do clube do coração. Em 2017, ainda como mandatário, voltou atrás na decisão de pendurar as chuteiras e disputou cinco partidas pela fase de grupos da Libertadores daquele ano, inclusive encarando o Botafogo na sua despedida. Até hoje segue como presidente do Estudiantes.

Karl-Heinz Rummenigge no Bayern

Ex-atacante do clube bávaro, Rummenigge também levantou muitas taças durante a sua passagem por lá como jogador. Entre elas duas Bundesligas e duas Ligas dos Campeões. Além de ter conquistado duas vezes a Bola de Ouro como melhor jogador do mundo.

Em 2002, após ter atuado como vice-presidente do Bayern, assumiu a presidência. Durante o seu mandato, a equipe conquistou duas Champions (2013 e 2020) e 14 títulos de Bundesliga, sendo nove de maneira consecutiva, além de 10 Copas da Alemanha.

Deixou o cargo em 2021, sendo substituído por outra lenda do clube: o ex-goleiro Oliver Kahn.

Daniel Passarella no River Plate

Capitão da seleção argentina no título da Copa do Mundo de 1978, o ex-zagueiro teve duas passagens pelo River Plate (1974 a 1982 e 1988 a 1989) antes de se aposentar e se dedicar à carreira de treinador, onde passou até mesmo pelo Corinthians. No Monumental, os seus principais títulos foram de Campeonato Argentino.

Em 2009, foi eleito presidente do River e ficou por lá até 2013. Durante o período, porém, o clube argentino não conquistou nenhum título de expressão.

José Francisco Cevallos pelo Barcelona de Guayaquil

Histórico goleiro do Barcelona de Guayaquil, Cevallos foi tricampeão equatoriano pela equipe, em 1991, 1995 e 1997. As suas principais conquistas como jogador, porém, foram pela LDU, rival do Barcelona, onde foi campeão da Libertadores (2008), CONMEBOL Sul-Americana (2009) e CONMEBOL Recopa (2009 e 2010).

Em 2015 foi eleito presidente do Barcelona e ocupou o cargo até 2019. Durante o período, o clube conquistou apenas o título nacional em 2016. Foi substituído por Alfaro Moreno, que após as eleições realizadas em 2023 dará lugar a Antonio Álvarez.

Rui Costa no Benfica

Cria da base dos Encarnados, o ex-camisa 10 brilhou no Estádio da Luz. Na primeira passagem, o meia foi campeão português e da Taça de Portugal, e em seguida rumou para a Fiorentina e depois para o Milan. Se aposentou no Benfica em 2008.

Logo após pendurar as chuteiras, migrou para a carreira como dirigente e atuou como diretor esportivo do clube de Lisboa. Até que, em 2021, após a renúncia de Luis Filipe Vieira, acusado de envolvimento em um esquema de corrupção, foi eleito presidente do Benfica, derrotando Francisco Benitez.

Desde que assumiu a nova função, Rui Costa já viu o Benfica conquistar a Liga Portuguesa e a Supertaça de Portugal.

Romário no América-RJ

Em 2009, quase um ano após se aposentar oficialmente dos gramados pelo Vasco, clube que o revelou, o Baixinho surpreendeu a todos ao anunciar que voltaria aos gramados para cumprir o sonho do pai, Edevair, falecido no ano anterior, e vestir a camisa do América.

Com a camisa do clube do subúrbio carioca, participou da campanha que levou o América de volta à elite no Campeonato Carioca. Em seguida, encerrou de vez a carreira e se tornou dirigente do Mecão.

Na última sexta-feira (10), o ex-atacante, campeão do mundo pelo Brasil em 1994, foi eleito presidente do América e comandará o clube no triênio 2024-2026. Na eleição, foi candidato único e recebeu 54 votos, sendo que o mínimo para assumir o cargo era de 30.