<
>

Lateral do Corinthians fica retido no Beira-Rio após acusação de injúria racial contra Edenilson

play
'O Inter acredita e apoia o Edenilson', afirma vice de futebol do clube gaúcho (2:14)

Em pronunciamento no Beira-Rio, Emílio Papaléo Zin ressaltou a "conduta exemplar" e afirmou que o volante "não se prestaria a esse tipo de 'encenação' se não tivesse se sentido atingido". (2:14)

Durante partida entre Internacional e Corinthians, Edenilson relatou caso de racismo em jogada com o lateral português Rafael Ramos


O lateral-direito Rafael Ramos foi detido em flagrante neste sábado (14) pela Policia Civil após depoimento sobre as acusações de racismo contra o volante Edenilson, durante o empate em 2 a 2 entre Internacional e Corinthians, no Beira-Rio, pela 6ª rodada do Brasileirão.

Após lance disputado aos 30 minutos do segundo tempo, o volante do Inter reclamou ao árbitro Bráulio da Silva Machado que o adversário o teria chamado de ‘macaco’, com a partida ficando paralisada por cerca de cinco minutos. Edenilson não falou do assunto ao fim do jogo e foi representado pelos dirigentes colorados, em nota oficial e também entrevista coletiva.

Horas após o ocorrido, o lateral corintiano foi retido pela Polícia Civil no próprio estádio do Inter. O jogador só será liberado em caso de pagamento de R$ 10 mil em fiança. O Corinthians informou que fará o pagamento para liberar o atleta, que responderá ao processo em liberdade.

O lateral Renê chegou a falar com o técnico Vitor Pereira sobre o fato: "Ele (Rafael Ramos) chamou o Edenílson de macaco", disse o jogador do Inter ao português, na beira do gramado.

Em entrevista após a partida, o atacante Jô também falou sobre o assunto, mas sem ter a certeza do que o companheiro teria dito ao adversário. "Ele (Edenílson) acusou o Rafa de racismo. O Rafa falou que não disse. Disse outra palavra no português de Portugal, que é diferente, não sei pronunciar e qual foi”.

“Mas ele disse que não teve ofensa racista. Ficou todo mundo confuso, mas agora vamos ver o que aconteceu realmente. Ele falou que parecia (com a palavra macaco), mas não podemos acusar alguém sem ter certeza", disse ao Premiere. Mais tarde, o diretor Roberto de Andrade seguiu o mesmo discurso de Jô.

Edenílson e os jogadores do Internacional não falaram na saída do gramado. Os companheiros só irão se pronunciar após o volante falar algo. A Polícia Civil local esteve no vestiário colorado para colher depoimentos do jogador, conforme publicado pelo próprio clube.

"Depois da partida, o jogador colorado prestou depoimento e registrou o incidente junto à Polícia Civil. O Sport Club Internacional acompanha o caso de perto, oferecendo todo o suporte ao atleta e auxiliando na averiguação dos fatos", informou o Inter, em nota oficial.