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No Grupo City, Antônio Carlos Zago revela intercâmbio em Manchester e se abre para o Bahia: 'Quem sabe'

Hoje técnico do Bolívar, Antônio Carlos Zago vive a expectativa de poder comandar o Bahia no futuro em caso de acordo com o Grupo City


O Bahia vive a expectativa de encaminhar nas próximas semanas um acordo com o Grupo City para transformação do clube em SAF.

Conforme antecipado pelo ESPN.com.br nos últimos dias, a diretoria do Tricolor de Aço tem conhecimento dos valores, que seriam de R$ 650 milhões, e aguarda a chegada dos documentos oficiais com a proposta da holding. Clique aqui para ler mais detalhes sobre o negócio.

De olho no processo de transformação do time baiano em SAF, está um outro brasileiro, que atualmente trabalha em um dos clubes do Grupo City: Antônio Carlos Zago.

Desde a metade de 2021 no Bolívar, o ex-zagueiro multicampeão no futebol brasileiro e europeu concedeu entrevista ao UOL e falou sobre a possibilidade de treinar o Tricolor de Aço no futuro.

"Tem a possibilidade de, no final do ano, eu sair daqui e ir para dois clubes, que já conversamos. Mas também tem a possibilidade de ficar aqui. Trabalho vem sendo bem feito, estão contentes. Esses dois clubes já existem dentro do grupo City, mas também por eu ser brasileiro tem a questão do Bahia num futuro. Quem sabe se isso não pode acontecer também? Mas [os possíveis destinos] são dois que eles já têm o controle", disse o treinador.

Zago aproveitou para falar sobre as dificuldades do futebol boliviano. O treinador fez duras críticas aos gramados do país e explicou que nem sempre é possível aplicar o estilo de jogo desejado. Mesmo com o apoio do Grupo City ao Bolívar, o treinador pensa em ser campeão com sua equipe, mas em também deixar o país no futuro.

"Título. Em qualquer lugar se fala de título e com eles não é diferente. Disseram que eu teria o ano passado para trabalhar e tentar neste ano conquistar o título até para, no final, ver se saio daqui também, vou para um outro clube. Questão de metodologia vai muito de país para país. Aqui na Bolívia não dá para jogar um futebol de posse de bola porque os campos são muito ruins. Isso foi conversado também e tenho total liberdade, mas sempre conversando com eles toda semana. Já fui uma vez para Manchester e esse ano devo ir novamente. Temos esse intercâmbio e trabalhamos muito em equipe. Montamos um time bom e acho que vai dar para ser campeão aqui".

Costumeiramente complicada para os demais times da América do Sul que encaram o Bolívar fora de casa, a altitude parece ser um problema também para quem vive no local. De acordo com Zago, as implicações naturais do ambiente o atrapalha até mesmo para dormir.

"Se adaptar é muito difícil para quem é de fora, você acaba sentindo o fator da altitude. Às vezes, mesmo dormindo falta um pouco de ar, mas é normal para quem é de fora. Dá para aproveitar isso, a maioria dos times que vem jogando aqui sentem, principalmente quem não é da altitude. Procuramos praticar um futebol de pressão, de afogar o adversário. São jogadores que vem fazendo a diferença para nós até agora", finalizou.